11 de Setembro: O sacrifício de vida para que outros possam viver…

(Photo By: Todd Maisel/NY Daily News via Getty Images)

Com o chegar do 18º aniversário do 11 de setembro, todos lembram daquele fatídico dia, com reverência ao serviço e a bravura dos que arriscaram tudo para salvar vidas. Por todo o mundo, ainda se lamentam vidas inocentes perdidas ao lembra daqueles que fizeram o sacrifício de vida durante o insano ataque do terrorismo islâmico.

Não se pode esquecer as imagens de Bombeiros, Policiais e Profissionais de Resgate Médico, todos exaustos e mesmo “feridos na alma”, procurando incansavelmente resgatar vítimas ainda vivas sobre os escombros dos prédios.

O trabalho do Corpo de Bombeiro de Nova York (New York Fire Department-FDNY) continua, assim como a responsabilidade de apoiar as muitas famílias de membros que sucumbem a doenças atribuídas ao ambiente da poeira tóxica do World Trade Center (WCT).

Além dos 343 membros do Departamento que morreram naquele dia terrível durante a intervenção direta no interior do WTC, desde 11 de setembro de 2001, mais de 200 membros do FDNY perderam a vida e milhares mais estão lutando contra doenças relacionadas ao 11 de setembro nos anos seguintes aos ataques.

Os membros do FDNY e suas famílias ainda convivem todos os dias com a dor causada pela tragédia. Para se ter uma ideia o quanto ainda o atentado de 11 de setembro fazem vítimas fatais, em 2018 o departamento adicionou o nome de mais 18 Bombeiros que faleceram naquele ano devido à sequelas das doenças respiratórias e/ou cancerígenas decorrentes da exposição à poeira toxica do desmoronamento dos prédios do WTC.

Os nomes que foram adicionados à parede do memorial em 2018 são:

– Engenheiro Marítimo John L. Buhler, Marine 6
– Bombeiro Michael L. Duffy, Ladder Company 174
– Vice-Chefe Joeddy Friszell, Divisão 3
– Bombeiro George F. Froehlich, Ladder Company 87
– Bombeiro Robert J. Lembo, Ladder Company 144
– Tenente Edward J. McDonagh, Motor Empresa 37
– Chefe do Batalhão Joseph D. McKeon, Batalhão 46
– Tenente Edward T. Meehan, Ladder Company 22
– Tenente Walter J. Nelson Jr. Estação 31
– Bombeiro Michael R. O’Hanlon, companhia de motores 68
– Piloto marítimo Thomas J. Phelan, Marine 9
– Bombeiro Raymond R. Phillips, Jr., Companhia de Resgate 3
– Assist Chefe Ronald R. Spadafora, Depto de Prevenção de Incêndios
– Tenente Joseph R. Stach, Jr., companhia de – Escadas 6
– Bombeiro Ronald P. Svec, Empresa de Escadas 82
– Bombeiro Robert M. Tilearcio, companhia de Motores 266
– Bombeiro Paul R. Tokarski, companhia de Escadas 164
– Bombeiro Keith R. Young, companhia de Escadas 158

Como pode ter ocorrido uma quantidade tão grande de vítimas entre os Bombeiros e demais forças?

Quando foi acionando o FDNY  enviou de imediato 200 unidades (metade do departamento) para o local dos ataques, cujos esforços foram completados por vários bombeiros de folga e paramédicos.

O Departamento de Polícia da Cidade de Nova Iorque (NYPD) enviou Unidades de Serviço de Emergência (ESU) e outros policiais, juntamente com a sua recém-implantada  unidade de aviação.

Uma vez em cena, o FDNY, NYPD e policiais da Autoridade Portuária não coordenaram os esforços e realizaram buscas redundantes por vítimas civis.

Com as condições da situação muito deterioradas, a unidade de aviação da NYPD retransmitia informações aos comandantes dos bombeiros, que emitiam ordens para o seu pessoal evacuar as torres, de modo que a maioria dos oficiais estava em condições de segurança antes de evacuar os edifícios que desmoronaram.

Com postos de comando criados separadamente e comunicações de rádio incompatíveis entre os organismos, os avisos não foram repassados aos comandantes do FDNY.

Após a primeira torre desabar, os comandantes dos bombeiros enviaram os avisos de evacuação, no entanto, devido a dificuldades técnicas com o mau funcionamento do sistema repetidor de rádio, os bombeiros não ouviram muitas das ordens de evacuação.

Os atendentes do número de emergência também receberam informações de chamadas que não foram repassadas aos comandantes no local. Poucas horas depois do ataque uma importante operação de busca e resgate foi lançada. Depois de meses de operações, o local do WTC foi declarado “limpo de vítimas” no final de maio de 2002.

Vítimas totais em números

Houve um total de 2 996 mortes, incluindo os 19 terroristas e as 2 977 vítimas. As vítimas foram distribuídas da seguinte forma: 246 nos quatro aviões (onde não houve sobreviventes), 2606 na cidade de Nova Iorque e 125 no Pentágono. Todas as mortes ocorridas foram de civis, exceto por 55 militares atingidos no Pentágono.

Em 2007, o escritório examinador médico da cidade de Nova Iorque divulgou o número oficial de mortos do 11 de setembro, adicionando a morte de Felicia Dunn-Jones.

Dunn-Jones faleceu cinco meses após o ataque devido a uma doença pulmonar que foi associada à exposição à poeira durante o colapso do WTC. Heyward Leon, que morreu de linfoma em 2008, foi adicionado ao número oficial de mortes em 2009.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) estimou que cerca de 17 400 civis estavam no complexo do World Trade Center no momento dos ataques, enquanto as contas da Autoridade Portuária de Nova Iorque sugerem que 14.154 pessoas estavam nas Torres Gêmeas às 08h45min.

A maioria das pessoas abaixo da zona de impacto evacuaram os edifícios com segurança, junto com dezoito pessoas que estavam na zona de impacto na torre sul, e um número de pessoas que estava acima da zona de impacto que, evidentemente, usaram a escadaria intacta na Torre Sul.

Pelo menos 1.366 pessoas morreram, pois estavam no andar do impacto da Torre Norte ou em andares superiores, e pelo menos 618 na Torre Sul, onde a evacuação tinha começado antes do segundo impacto. Assim, dos 2 753 mortos no WTC, 1 950 estavam nos andares atingidos pelas aeronaves ou acima deles.

De acordo com o relatório da comissão centenas foram mortos instantaneamente com o impacto, enquanto os demais ficaram presos e morreram após o colapso da torre.

Pelo menos 200 pessoas pularam dos edifícios para a morte (como mostrado na foto “The Falling Man”), caindo nas ruas e telhados de edifícios adjacentes, centenas de metros abaixo. Alguns dos ocupantes de cada torre, e que estavam acima do ponto de impacto, subiram em direção ao teto, na esperança de um resgate por helicóptero, mas as portas de acesso ao telhado estavam bloqueadas.

Não existia qualquer plano de resgate de helicóptero e, em 11 de setembro, a fumaça e calor intenso teria impedido tais aeronaves de realizarem salvamentos.

Um total de 411 profissionais de emergência que responderam aos chamados de socorro morreram quando tentavam resgatar as pessoas e apagar os incêndios. O Corpo de Bombeiros da Cidade de Nova Iorque (FDNY) perdeu 343 bombeiros.

O Departamento de Polícia da Cidade de Nova Iorque (NYPD) perdeu 23 policiais. O Departamento de Polícia da Autoridade Portuária perdeu 37 oficiais, e 8 paramédicos de unidades privadas de serviços de emergência foram mortos.

Depois de Nova Iorque, Nova Jersey foi o estado mais atingido, com a cidade de Hoboken ostentando a maioria das mortes. Mais de noventa países perderam cidadãos nos ataques ao World Trade Center (três brasileiros e cinco portugueses)

Semanas após o ataque, o número de vidas perdidas foi estimado em mais de seis mil. A cidade de Nova Iorque só foi capaz de identificar os restos de cerca de 1.600 das vítimas no WTC, ficando sem identificação mais de 1.100.

O escritório legista também recolheu cerca de dez mil ossos não identificados e fragmentos de tecidos humanos que não puderam ser combinados para a lista de mortos.

Em 23 de fevereiro de 2005, as autoridades legistas reconheceram a limitação tecnológica na época, para avançar nos trabalhos de identificação. Nos últimos cinco meses apenas oito vítimas haviam sido identificadas.

Fragmentos ósseos ainda estavam sendo encontrados em 2006, quando os trabalhadores estavam se preparando para demolir Deutsche Bank Building, também danificado. Essa operação foi concluída em 2007.

Em 2 de abril de 2010 uma equipe de especialistas em antropologia forense e arqueologia começou a procurar por restos humanos, artefatos humanos e objetos pessoais no aterro sanitário de Fresh Kills, em Staten Island.

A operação foi concluída em junho de 2010, com 72 restos humanos encontrados, elevando o total de restos humanos encontrados para 1845. As identidades de 1629 das 2753 vítimas foram identificadas. Os perfis de DNA, na tentativa de identificar as vítimas adicionais, são permanentes.

Em agosto de 2011, 1 631 vítimas foram identificadas, enquanto que 1 122 (41%) das vítimas permaneceram não identificadas. Em julho de 2011, uma equipe de cientistas do instituto médico da cidade tentaram novamente identificar os restos mortais, na esperança de que a tecnologia melhor desenvolvida lhes permitisse identificar outras vítimas.

Referencias Bibliográficas:

  • The Fire Department of New York city
  • The 9/11 Commission Report: Final Report of the National Commission on Terrorist Attacks Upon the United States. National Commission O Terrorist Attacks. [S.l.]: Cosimo, Inc. 30 de julho de 2010. ISBN 978-1-61640-219-8
  • https://www.govinfo.gov/app/details/GPO-911REPORT


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