11º Grupo de Artilharia Antiaérea atua como Força de Atuação Estratégica do Exército Brasileiro, durante a posse presidencial

O 11º Grupo de Artilharia Antiaérea, foi empregado como Força de Atuação Estratégica do Exército Brasileiro, exercendo sua capacidade de prontidão permanente. O Decreto Presidencial nº 9.645, de 27 de dezembro de 2018, regulamentou o Código Brasileiro de Aeronáutica, estabelecendo as regras para a interdição do espaço aéreo, durante a posse presidencial, em 1º de janeiro de 2019. Desta forma, o Comando de Operações Aeroespaciais – COMAE, ativou seu planejamento estratégico, cabendo à 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea passar o 11º GAAAe ao controle operacional do COMAE, assim como outros meios de Artilharia Antiaérea que se fizessem necessários para a Defesa Antiaérea do evento.

Além dos meios do Grupo Brigadeiro Eduardo Gomes, elementos do 4º GAAAe, de Sete Lagoas-MG, e do Batalhão de Manutenção e Suprimento de Artilharia Antiaérea, de Osasco-SP, também foram acionados para compor os meio do Exército Brasileiro à disposição da Defesa Aeroespacial. A 1ª Brigada de Defesa Antiaérea, da FAB, também cedeu meios, passando o 3º Grupo de Defesa Antiaérea, de Anápolis-GO, ao controle operacional do COMAE. A Defesa Antiaérea da Esplanada dos Ministérios e da Praça dos Três Poderes foi concebida pela integração dessas duas Unidades Antiaéreas em um esforço conjunto, aproveitando a máxima capacidade de interoperabilidade já desenvolvida entre o 11º GAAAe e o 3º GDAAe.

A fim de cumprir a missão, um Centro de Operações Antiaéreas (COAAe) conjunto foi constituído, três radares de vigilância a baixa altura SABER M60 foram empregados e doze unidades de tiro dos sistemas RBS 70 do Exército e IGLA-S da Aeronáutica foram desdobrados na área urbana da Capital Federal e seus arredores. A fase de planejamento e preparação foi deflagrada a partir de 11 de dezembro de 2018, com a emissão das diretrizes do Comandante do COMAE, Major-Brigadeiro do Ar Mangrich. De 13 a 18 de dezembro, as Unidades Antiaéreas, já concentradas em Brasília, realizaram ensaios iniciais e testes de comando e controle.

As tropas participaram de instruções para a padronização de procedimentos no Quartel do 11º GAAAe, com os armamentos e equipamentos de comunicações, enquanto os estados-maiores dos Grupos ultimavam o planejamento tático. Os primeiros ensaios já contaram com o desdobramento de todos os órgãos no terreno, de características predominantemente urbanas. O fluxo das ordens e informações foi testado com êxito. A escolha do local do COAAe, no interior do CINDACTA I, permitiu contar com todos os recursos de visualização da situação aérea local e reduziu os tempos de reação, já que o disparo dos mísseis antiaéreos estava condicionado à autorização do Comandante do COMAE, em cumprimento ao estabelecido no Decreto 9.645/2018. 

As instruções de nivelamento das tropas, que aconteceram no Recanto dos Antiaéreos em Brasília, contou com a presença de todo o efetivo da operação, 130 militares do Exército e da Força Aérea, permitindo grande ganho técnico-profissional na troca de experiências e aprimoramento da integração já existente entre as duas Unidades, pela participação nas Operações Escudo Antiaéreo e nas mútuas visitas de cooperação de instrução realizadas ao longo do ano. Entre os dias 19 e 30 de dezembro, o dispositivo de defesa se consolidou devido a execução de vários desdobramentos no terreno, simulações de cenários adversos e testes de controle e alerta, aprimorando a performance da defesa a cada ensaio.

Ainda durante esse período, diversas reuniões de coordenação foram realizadas entre elementos da Defesa Aeroespacial e da Segurança de Área, conduzida pela 3ª Brigada de Infantaria Motorizada, A Divisão de Planejamento do COMAE acompanhou todo o trabalho de preparação, sendo reservado o dia 20 de dezembro para a apresentação do planejamento final ao Comandante do COMAE, que aprovou o dispositivo de Defesa Antiaérea, destacando que, dos 38 anos de existência do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, o evento da posse presidencial 2019 foi o ponto sensível com maior concentração de meios aéreos e antiaéreos dedicados à sua defesa.

Em 27 de dezembro, foi realizado o treinamento específico da Defesa Antiaérea, repassando todos os procedimentos de engajamento de aeronaves e fluxo de mensagens, a fim de avaliar e cronometrar cada ação tomada pelas unidades de tiro. Todos os militares conferiram seus armamentos e equipamentos, inclusive os com capacidade de visão noturna, que foram testados e acionados, ensaiando-se todas as possibilidades de engajamento, inclusive sem a luz do dia.Nos dias 23 e 30 de dezembro, dois domingos seguidos, foram realizados os ensaios gerais do cerimonial e da segurança da posse presidencial.

Com as vias bloqueadas e os demais envolvidos presentes, todos os órgãos puderam realizar seus ajustes finais para o primeiro dia de 2019. O 11º GAAAe reuni-se no interior do seu aquartelamento para a conferência do aprestamento e seguiu na direção dos seus postos, com todo o seu efetivo envolvido. Os ensaios foram bem-sucedidos, dentro do planejamento previsto, e as ações planejadas corresponderam às expectativas. No dia 1º de janeiro, cerca de 115 mil pessoas compareceram à Praça dos Três Poderes e à Esplanada dos Ministérios, juntamente de Chefes de Estado de Nações Amigas e autoridades nacionais e estrangeiras protegidas por um eficiente sistema de segurança terrestre e aéreo.

As operações de Defesa Antiaérea iniciaram-se junto à vigência da área de exclusão aérea, a partir das 12 horas. Foram mais de nove horas de operação ininterrupta, sem o registro de nenhuma ameaça ao espaço aéreo, comprovando a eficiência das medidas adotadas e o trabalho de informação prévio, que produziu a dissuasão esperada. A Defesa Aeroespacial também contou com caças F-5M e A-29 e aeronaves de sensoriamento remoto E-99 da Força Aérea Brasileira. Os mísseis RBS 70 do Exército Brasileiro são de origem sueca, um dos armamentos antiaéreos de baixa altura mais modernos da atualidade e têm a capacidade de engajar aeronaves dentro da faixa de velocidade de 0 a 300 metros por segundo, dentro de um raio de sete quilômetros de sua posição.

Seu guiamento é realizado por um facho laser. Já os mísseis IGLA-S da Força Aérea Brasileira, de fabricação russa, são capazes de engajar aeronaves dentro de um raio de seis quilômetros de sua posição e são guiados por atração passiva infravermelho, “seguidor de calor”. Para a detecção das aeronaves hostis, além do sistema de radares da Força Aérea, que monitoram a totalidade do Espaço Aéreo brasileiro, foi empregado o radar SABER M60, de fabricação nacional, capaz de detectar alvos a baixa altura a um raio até 60 quilômetros. A operação de Defesa Antiaérea da posse presidencial 2019 foi uma excelente oportunidade de demonstrar as capacidades alcançadas pelas Forças Armadas brasileiras, fruto do aprimoramento do trabalho conjunto e dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

O Sol é o CZA!!! Brasil!!

*Com informações e fotos da 11º GAAAe!!!

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