13:32h UTC: 50 anos do lançamento do Saturno V rumo à Lua

Imagem do Lançamento do foguete Saturn V no dia 16 de julho de 1969. Imagem via NASA.

A missão foi lançada por um foguete Saturno V do Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13h32min UTC (09:32h hora de Brasìlia) de 16 de julho de 1969, na base de lançamento 39, no Cabo Kennedy, e foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo da NASA, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço.
A nave Apollo era formada por três partes: um módulo de comando com uma cabine para três astronautas, a única parte que retornou para a Terra; um módulo de serviço, que apoiava o módulo de comando com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; e um módulo lunar dividido em dois estágios, um de descida para a Lua e um de subida para levar os astronautas de volta à órbita.

Momento do lançamento do foguete Saturn V no Centro Espacial John F. Kennedy na Flórida às 13h32min UTC (09:32h hora de Brasìlia) de 16 de julho de 1969. Imagem via NASA.

Os astronautas foram enviados em direção da Lua pelo terceiro estágio do Saturno V, separando-se do resto do foguete e viajando por três dias até entrarem na órbita da Lua. Armstrong e Aldrin então foram para o Eagle, pousaram em “Mare Tranquillitatis”, o nome cientìfico do Mar da Tranquilidade, e passaram um dia na superfície. Os astronautas usaram o estágio de subida do módulo lunar para saírem da Lua e acoplarem com o Columbia que permaneceu em orbita da Lua. O Eagle foi abandonado antes de realizarem as manobras que os colocaram em uma trajetória de volta para a Terra. Eles retornaram em segurança e amerissaram no Oceano Pacífico em 24 de julho após oito dias no espaço.

A alunissagem foi transmitida ao vivo mundialmente pela televisão. Armstrong pisou na superfície lunar e falou palavras que ficaram famosas: “É um pequeno passo para um homem, mas um passo gigante para a humanidade”. A Apollo 11 encerrou a Corrida Espacial e realizou o objetivo nacional norte-americano estabelecido em 1961 pelo presidente John F. Kennedy de “antes de esta década acabar, aterrissar um homem na Lua e retorná-lo em segurança para a Terra”.

A Missão Apollo 11 foi um dos eventos tecnològicos mais acompanhados pela mìdia mundial em todos os seus segmentos, e, um dos poucos que foi transpitido ao vivo pelas tecnologias de retransmissão via satélite, que na época estava ainda em desenvolvimento. Foi um empreendimento que custou em torno de 136 bilhões de dolares (valores de época) e mobilizou cerca de 400.000 pessoas pelo mundo.

As três fases principais da Missão Apollo 11.
Imagem via NASA.

Contexto histórico

O país que conseguiu tal feito, como é sabido, foram os Estados Unidos da América. O contexto em que o mundo vivia nessa época era de extrema tensão geopolítica e ficou conhecido como “Guerra Fria”. Esse nome passou a ser amplamente utilizado para definir, entre outras coisas, as “batalhas tecnológicas, políticas e econômicas” que eram travadas entre as duas principais potências da época: Estados Unidos e União Soviética. No que se refere especificamente ao investimento em programas aeroespaciais (naquilo que ficou conhecido como “corrida espacial”), a URSS adiantou-se com relação aos EUA e, em 1957, conseguiu colocar o primeiro satélite na órbita terrestre, o Sputink I.

Em 1961, também a URSS pôs no espaço sideral o primeiro homem, o astronauta Yuri Gagarin, a bordo da Nave Vostok. Com o sucesso dos programas aeroespaciais soviéticos, restava aos americanos colocarem-se em pé de igualdade no mesmo quesito.

No dia 20 de julho de 1969, o homem conseguiu o grande feito de ir até a Lua. Desde a época dos homens pré-históricos, os objetos celestes suscitam grande fascínio, admiração e dúvida. A Lua, em especial, já serviu de base para temas mitopoéticos, astrológicos e de vários outros matizes simbólicos. Com o desenvolvimento da ciência moderna a partir do século XVI e a criação do telescópio por Galileu Galilei no século XVII, os mistérios nos quais a Lua e os demais corpos celestes estavam até então envolvidos começaram a ser decifrados.

Nos séculos que se seguiram, o progresso tecnológico passou a acompanhar o desenvolvimento científico, fosse para empreendimentos bélicos, como as duas guerras mundias, fosse para outros fins. O fato é que, a partir da segunda metade do século XX, dada a combinação inextricável entre ciência e tecnologia, explorar o espaço sideral tornou-se projeto de Estado, o que culminou no passo mais importante desse projeto até os nossos dias: a ida do homem à Lua.

O país que conseguiu tal feito, foram os Estados Unidos da América. O contexto em que o mundo vivia nessa época era de extrema tensão geopolítica e ficou conhecido como “Guerra Fria”. Esse nome passou a ser amplamente utilizado para definir, entre outras coisas, as “batalhas tecnológicas, políticas e econômicas” que eram travadas entre as duas principais potências da época: Estados Unidos e União Soviética. No que se refere especificamente ao investimento em programas aeroespaciais (naquilo que ficou conhecido como “corrida espacial”), a URSS adiantou-se com relação aos EUA e, em 1957, conseguiu colocar o primeiro satélite na órbita terrestre, o Sputink I.

Em 1961, também a URSS pôs no espaço sideral o primeiro homem, o astronauta Yuri Gagarin, a bordo da Nave Vostok. Com o sucesso dos programas aeroespaciais soviéticos, restava aos americanos colocarem-se em pé de igualdade no mesmo quesito.

A resposta americana veio com a criação da Nasa, sigla de National Aeronautics and Space Administration (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), em 1958, e lançamento do Programa Mercury. Mercury, programa que tinha o nome do deus Mercúrio, o deus da velocidade, tinha o objetivo de começar o desenvolvimento não apenas da tecnologia capaz de levar o homem ao espaço, mas também dos meios de conseguir garantir uma segura exposição fora da atmosfera terrestre e um seguro retorno a essa mesma atmosfera. Para tanto, foi necessária a criação da medicina aeroespacial.

Ao Programa Mercury seguiram-se outros programas com os mesmos objetivos. Entre eles, destacaram-se o Programa Gemini, que durou de 1963 a 1966, e o Programa Apollo. Foi com esse último programa que começaram as maiores apostas para levar o homem à Lua. No projeto Apollo convergiam exploração aeroespacial, geopolítica e conquista científica. A primeira expedição a conseguir orbitar com tripulação de astronautas a zona de influência da Lua foi a Apollo 8, em 1968.

Com informações e texto adaptado do serviço de comunicação social da NASA.

Pesquisq bibliografica:

O fogo sagrado, por Michael Collins (Editora Artenova)



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