15 anos do resgate das vítimas do Voo GOL 1907

O acidente da Gol desencadeou um megadebate no Brasil acerca do sistema de controle de tráfego aéreo

No último dia 29 de setembro, completou 15 anos, do acidente entre o Boeing 737 da empresa aérea Gol que fazia o voo 1907, entre Manaus e Rio de Janeiro, com a aeronave Embraer Legacy ocasionando a morte de 154 pessoas, que estavam a bordo.

O Boeing caiu a cerca de 30 km de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso, dentro da região indígena Capoto-Jarinã. Já a aeronave Lagacy, com sete passageiros a bordo, conseguiu pousar na Serra do Cachimbo, no Pará. À época, foi a maior tragédia da aviação brasileira até então.

O voo 1907 da Gol decolou de Manaus com destino ao Rio de Janeiro e fez uma escala em Brasília por volta de 15h35. O Legacy saiu de São José dos Campos, às 14h51, e iria fazer uma parada em Manaus. Depois, seguiria para os Estados Unidos.

Por volta de 21h, a Gol informou em nota o desaparecimento do Boeing. Na sequencia a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Corpo de Bombeiros foram acionados e deram inicio as buscas pela aeronave.

Os primeiros sinais da aeronave desaparecida demoraram a ser encontrados, devido a difícil acessibilidade ao local da queda e ser uma área de mata fechada. Uma base de apoio foi montada na Fazenda Jarinã, próximo ao local do acidente, para o resgate das vítimas.

Na manhã do dia 30 de setembro, os militares conseguiram chegar a região da queda, onde deram início ao resgate das vitimas e dos destroços. As caixas-pretas do Boeing da Gol foram encontrados no dia 2 de outubro, onde foi confirmaram a colisão com o jato Legacy.

O trabalho de resgate durou cerca de 50 dias e envolveu mais de 800 pessoas, entre militares e voluntários. O último corpo a ser encontrado foi o do bancário Marcelo Paixão Lopes, que foi identificado por DNA quase dois meses depois da queda da aeronave.