21 de fevereiro: Tomada de Monte Castelo pela Força Expedicionária Brasileira

Alvorecer do dia 21 de fevereiro de 1945. A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária ocupa suas posições de ataque para tomar de vez o acidente geográfico de elevada importância, pois, conquistado, permitiria aos aliados prosseguirem em direção a Bolonha, o Monte Castelo. O Soldado brasileiro está pronto para fazer história.

Olhar penetrante focado na missão. Mãos firmes empunham seu armamento. Enquanto aguarda o momento de atacar, vislumbra o companheiro a seu lado. Sem trocar uma palavra, comunicam-se apenas pelo olhar: “Chegou a hora, irmão. Com fé na missão e a proteção de Nossa Senhora Aparecida, chegaremos ao topo do Monte”.

As granadas da Artilharia Divisionária tomam os céus da região, anunciando que a hora do ataque está prestes a chegar. A um comando, arranca fulminante, transpondo a linha de partida com ímpeto e coragem. Pelo fogo e pela baioneta, desaloja o inimigo, quebra-lhe a fúria e conquista o objetivo.

Foram necessárias 12 horas para expulsar os alemães e, junto a seus companheiros, hastear o Pavilhão Nacional no topo daquela mística elevação, consolidando de vez o prestígio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) perante as tropas aliadas.

Muito além das horas acima catada para expulsar o inimigo,  foram os 227 dias desde a chegada das tropas brasileiras no teatro Italiano, e que após uma série de ataques ineficazes contra o exército alemão, que detinham vantagem estratégica no terreno íngreme, para que a Força Expedicionária Brasileira (FEB) pudesse protagonizar uma das maiores conquistas de sua participação na 2ª Guerra Mundial.

A rotina desses destemidos heróis vinha marcada por combates extenuantes e adversidades causadas pelo rigoroso inverno europeu, seu maior inimigo. Mais que as intempéries, o terreno lamacento e escarpado impedia a utilização de meios blindados, e a batalha acabou se restringindo a ações da Infantaria, com o intenso apoio de fogo da Artilharia.

Todos esses fatos tornam memorável o feito dos Pracinhas, que souberam fazer frente à agressão de uma grande potência militar da época, enfrentando em inferioridade numérica e tecnológica o inimigo.

Relembrar essa jornada de combate no longínquo fevereiro de 1945, mais que nos conduzir a uma reflexão sobre um fato histórico, reverencia a bravura e o heroísmo dos brasileiros, além de homenagear o formidável patrimônio que nos legaram de generosidade, desprendimento, patriotismo, superação, persistência, solidariedade, destemor, renúncia, espírito de sacrifício e de verdadeiro amor ao Brasil.

Este slideshow necessita de JavaScript.