21ª Bateria de Artilharia Antiaérea Pára-quedista celebra seus 42 anos de criação

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blankNo último dia 30 de novembro, a 21ª Bateria de Artilharia Antiaérea Paraquedista (21ª Bia AAAe Pqdt) – Bateria Darcy Tavares de Carvalho Lima, celebrou seu 42º aniversário de criação, com uma formatura alusiva em suas dependências. O Exmo. Srº Gen Bda Montenegro, comandante da Brigada de Infantaria Pára-quedista, presidiu o evento que contou com a presença de ex-comandantes desta Organização Militar (OM), onde destacam-se: o Cel (R1) Art Ricardo (CMT 1988 a 1993), o Cel (R1) Art Balthazar (CMT 2004 a 2005) e o Maj Art Lima Júnior Pqdt Nº 77.754 (CMT 2015 a 2017), além de ilustres convidados, comandantes de Organizações Militares Pára-quedista e da Vila Militar, convidados civis e ex-integrantes desta OM.

Os primórdios….

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Canhão Boffors 40 mm C 60

Crida em 1951, a partir da transformação do 3º Grupo do 1º Regimento de Obuses 105mm, onde a mesma fora dotada com o Canhão Boffors 40 mm C 60, como peça orgânica desta OM de Artilharia. Em 1973, recebeu o nome de 1º Grupo de Artilharia Antiaérea (1º GAAAe), deixando de lado à alcunha que era conhecida de 1º Grupo de Canhões 40. Finalmente em novembro de 1976, quando ocorre o desmembramento das Baterias de Artilharia Antiaéreas do 1º GAAAe, surge a 21ª Bateria de Artilharia Antiaérea. Durante o ano de 2003, o Exército Brasileiro realizou inúmeras mudanças, que visou a reestruturação da força terrestre para assim, melhor atender as necessidades da mesma.

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Com esta reestruturação, identificou-se que a Brigada de Infantaria Pára-quedista (Bda Inf Pqdt), há muito ressentia-se da falta de uma Bateria de Artilharia Antiaérea. Com isso, em 2004, a 21ª Bateria de Artilharia Antiaérea teve sua denominação transformada para “21ª Bateria de Artilharia Antiaérea Pára-quedista”, e teve sua subordinação alterada para à Brigada de Infantaria Pára-quedista. Hoje a 21ª Bia AAAe Pqdt, está equipada com o sistema de defesa Igla-S, que significa “agulha”, o qual é um sistema portátil de lançamento de mísseis terra-ar desenvolvido e produzido pela União Soviética e posteriormente pela Russia. 

Uma unidade de pronto emprego

blankEsta OM, apesar de jovem, tem em seu passado recente importantes participações nos grandes eventos ocorridos no pais, tendo atuado com outras unidades antiaéreas, na defesa do espaço aéreo nacional. Podendo-se destacar: Rio+20 (2012); Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2013); Copa do Mundo (FIFA 2014) e Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (2016). Tem também, participado ativamente das diversas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, tais como: Morro da providência (2007); Complexos da Penha/Alemão (2010); Complexo da Maré (2014) e nos dias atuais as operações inerentes a Intervenção Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Unidade ganha sua denominação histórica

O ano de 2018 fora especial, para a Bateria. Pois a mesma teve aprovada, sua denominação histórica, onde esta unidade ímpar passa a ser denominada de “Bateria Darcy Tavares de Carvalho Lima“, em alusão ao primeiro militar Pára-quedista, da Arma de Artilharia, sendo ele também, o primeiro comandante da Escola de Artilharia de Costa Antiaérea (EsACosAAe), onde quando ele comandantes desta OM, valorizou e blankmuito o desenvolvimento da Bateria Antiaérea. Deve destacar-se que a transformação realizada, não ocorreu apenas no campo da “denominação”.

Houve de fato uma mudança na mentalidade, nos costumes e valores, onde os quais são latentes na cultura da “velha Brigada”, fazendo com que seus valores culturais aeroterrestre, simbolizados através da conquista da “Boina Grená”, do “Boot Marrom” e do “Bervet de Prata”, esteja intrínsecos e aflorados no dia a dia dos militares. Aliado a estes simbolismo, vem as tradições da Artilharia Antiaérea, que permite formar combatentes de elevada iniciativa, coragem e determinação.

Coronel Darcy Tavares de Carvalho Lima

blankNascido em 12 de fevereiro de 1919, em Recife (PE). Ingressou na Escola Militar do Realengo em 1938, sendo declarado Aspirante da Arma de Artilharia, em 1940. Em 1943, na antiga Escola de Defesa Antiaérea, realizou o Curso de Artilharia Antiaérea. Durante a 2ª Guerra Mundial, teve grande atuação na defesa de nosso litoral, contra ataques aéreos inimigos, sendo ele designado para comandar a subunidade de Artilharia Antiaérea em Natal e Recife. 

Foi um dos pioneiros do paraquedismo militar no Brasil, quando em 1945, enviado aos Estados Unidos junto com um grupo de militares, se formou paraquedista militar, no Fort Benning, recebendo o número de Pqdt 004 e se tornando assim o primeiro artilheiro paraquedista do Brasil. No decorrer de sua carreia, realizou os vários cursos inerentes a carreira militar: Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO/1947) e Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME/1951); Curso de Estado-Maior e Comando das Forças Armadas (CEMCFA/1965), Curso de Armas Táticas Modernas (EUA/1967).

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