22 de abril – Dia da Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira

22 de abril, Dia da Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira! Arte by Rick Nunes!

O dia 22 de abril de 1945 é uma data ímpar e emblemática para a Força Aérea Brasileira (FAB), pois marca o ápice da campanha do 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa) no Teatro de Operações europeu. Em abril de 1945, a forte ofensiva aliada contra as tropas alemãs contou com a contundente participação do nosso Grupo de Caça.

Em um único dia essa valorosa unidade aérea, realizou nada mais nada menos que 44 surtidas contra alvos inimigos, mesmo contando com um número reduzido de pilotos, que se revezavam incansavelmente para alcançar seus objetivos e cumprir suas missões.

Não obstante a oposição da pesadíssima flak germânica (Artilharia Antiaérea), fazendo ‘o pobre jambock pular e gritar sem desanimar’¹ e que mesmo nas aversividades iam interditando pontes, destruindo instalações militares e arrasaram as linhas de suprimentos do Exército alemão.

Naquele dia 22 de abril, o 1º GAvCa contribuiu, decisivamente, para o rompimento das linhas inimigas, acelerando o final do conflito no Mediterrâneo. Foi, sem sombra de dúvida, uma grande proeza para os oficiais, sargentos e praças que compunham, então, aquela destemida Unidade Aérea.

Mas, acima de tudo, essa foi uma façanha sem igual para a mais jovem das nossas Forças Armadas: a FAB. Cabe-nos recordar, neste momento de exultação, que a arma aérea como Força independente era, à época, um conceito de vanguarda que contrariava a doutrina então estabelecida.

Ao longo dos últimos meses da guerra, o tricentésimo 50º Grupo de Caça norte-americano (350th Fighter Group), do qual fazia parte o “Senta a Púa”, impulsionado pelo lema “Audácia e Vigor”, atuou de forma marcante para a derrocada do Exército alemão no Norte da Itália.

Tais feitos exigiram, entre outros atributos, coragem para enfrentar a antiaérea inimiga e perseverança para atacar por diversas vezes os mesmos alvos até que a vitória fosse assegurada. Maio de 1945 foi o epílogo dessa memorável biografia de 2.550 missões de guerra.

Desde o retorno do velho Avestruz que foi à guerra até a ativação da mais jovem unidade aérea de caça – o Esquadrão Flecha – a Aviação de Caça cresceu e hoje emprega vetores modernos e sofisticados com o mesmo profissionalismo e dedicação demonstrados nos céus da Itália, pelos ‘velhos Jambocks´s’.

Senta a Púa, Jambock!

Nota do Editor: Em nome das Equipes da DefesaTV e Orbis Defense, parabenizo todo ‘caçador’ de ontem, de hoje e do amanhã. Os feitos de nossos eternos Jambock´s, na Itália jamais serão esquecido. Enquanto houver um dos senhores, para perpetuar a façanha que eles realizaram, as novas gerações. E nós estaremos aqui para ajudá-los nesta nobre missão.

Nota: (1) Hino Oficial da Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira

Letra: Capitão Pessoa Ramos e Tenentes Rocha, Perdigão, Meira e Rui

Música: Benedito Lacerda e Erivelton Martins

Passei o Carnaval em Veneza

Levando umas “bombinhas” daqui

Caprichei bem o meu mergulho

Foi do barulho, o alvo eu atingi

BINGO!!!!

A Turma de lá atirava
Atirava sem cessar
E o pobre “jambock” pulava
Pulava e gritava sem desanimar
Assim:
Flak, Flak, este é de quarenta
Flak, Flak, tem ponto cinquenta

Um “Bug” aqui um “Bug” lá
Um “Bug” aqui um “Bug lá
SENTA A PÚA minha gente
Que ainda temos que estreifar

Para entender a letra:

Bombinhas – Duas bombas de demolição de 500 lb por avião

A Turma de lá – Os alemães

Jambock – Nome de código do 1º Grupo de Aviação de Caça, na Itália – permanecendo até hoje aqui no Brasil

Flak – Iniciais de FLugzeug Abwehr Kanonen – Canhão de Defesa Anti-aérea alemão

Este é de quarenta – Calibre da FLAK, 40mm

Tem ponto cinquenta – Calibre das metralhadoras do P-47, 0.50 polegada (aproximadamente 12,5 mm)

Bug – Nome de código adotado por toda a Força Aérea aliada, durante a Segunda Guerra, para indicar qualquer avião no ar não identificado. (Após a identificação, se fosse inimigo, era identificado como Bandit)

SENTA A PÚA!! – Grito de Guerra do 1º, Grupo de Aviação de Caça

Estreifar – Jargão utilizado pelos pilotos para designar a manobra de varrer o solo atrás de alvos após as missões de bombardeio

4 COMENTÁRIOS

  1. Qual foi a missão de caça na segunda guerra mesmo?! Apenas ataque ao solo!!
    “Uma bomba aqui e outra lá;
    Uma bomba aqui e outra lá;
    Lalalala, uma bomba aqui e outra lá”

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