3.ª Força Nacional Destacada realiza ação de ajuda humanitária na República Centro-Africana

O Estado Maior Geral das Forças Armadas de Portugal, emitiu um comunicado no dia de hoje onde se refere a uma operação solicitada pelas Nações Unidas à aldeia de Mingala, que teve como “principal objetivo avaliar e recolher elementos de informação para posterior análise e determinação das mortes na região e fornecer medicamentos de emergência para salvar vidas”. Na aldeia, onde só se é “acessível apenas pelo meio da selva”, tem-se registado “um número indeterminado de mortes, principalmente de crianças, por causas ainda desconhecidas”.

Face ao perigo de grupos armados na região, os militares portugueses asseguraram “as operações de reconhecimento das zonas de aterrissagem e a segurança do perímetro, bem como a escolta e a proteção do grupo de especialistas civis das Nações Unidas e dos elementos de várias agências humanitárias em missão na República Centro-Africana”. A 3.ª Força Nacional Destacada na capital da República Centro-Africana, Bangui, realizou desde março, mais de 500 missões, entre as quais estão as patrulhas motorizadas, de escoltas, de operações de defesa e controlo de terreno e/ou infraestruturas.

Na maioria, os grupos armados na República Centro-Africana realizaram ações contra os civis, no intuito de conseguir-se dinheiro como raptos (de governantes locais e membros de organizações não-governamentais), extorsões, furto de gado e abate de elefantes para venda de marfim. Os rebeldes realizam também ações de bloqueio de vias de comunicação, para impedir a ajuda humanitária e recorrem também ao tráfico de diamantes e ouro. A violência na  República Centro-Africana começou em 2013, depois que Presidente François Bozizé, fora deposto por vários grupos juntos na Séléka (coligação, na língua local), de maioria islâmica.

Depois, que um grupo de milícias cristãs (anti-balaka) opuseram-se aos vencedores, foi desencadeando uma guerra civil que não se tem prazo para terminar. O Governo do Presidente Faustin Touadera, antigo primeiro-ministro e vencedor das eleições presidenciais de 2016, controla apenas 1/5 do território. A missão da ONU está no país desde 2014 e Portugal já enviou três forças nacionais, para ajudar na estabilização deste país.

Fonte: SAPO24 (Pt)
Publicado em: 02/09/18
Adaptação: DefesaTV



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