Governo Chinês insinua que Exército dos EUA possam ser os responsáveis pela epidemia do vírus COVID-19

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores Chinês, Zhao Lijian, insinuou por meio do Twitter que o COVID-19 (coronavírus) pode ter sido introduzido em seu país pelo Exército dos EUA (US Army). A postagem feita na última quinta-feira (12), reascendeu as teorias da conspiração que circulam pela internet.

O diretor do Centro Chinês para Controle e a Prevenção de Doenças chinês, no início da crise, afirmou que o novo coronavírus foi detectado em um mercado da cidade de Wuhan (centro).

Mas nas últimas semanas, Zhong Nanshan, especialista chinês em doenças respiratórias e veterano na luta contra a epidemia de Síndrome Respiratória Agudo Grave (SARS, 2002-2003) mencionou a possibilidade de que a fonte do vírus que provoca a COVID-19 não se encontre na China.

Uma possibilidade retomada pelo governo

Em sua postagem no Twitter, Zhao Lijian publicou um vídeo do diretor dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA no qual ele declara ao Congresso que as autoridades descobriram que alguns americanos que acreditavam ter sido vitimados pela gripe, na verdade eram portadores do novo coronavírus.

“Os CDC pegos em flagrante delito. Quando apareceu o paciente zero nos Estados Unidos? Quantas pessoas foram infectadas?”, questionou Zhao. “É possível que o US Army tenha sido o responsável por trazer a epidemia em Wuhan. EUA devem ser transparentes! E devem publicar seus dados! Estados Unidos nos devem uma explicação”, completou.

Zhao Lijian não se baseia em nenhum estudo científico. Nesta sexta-feira (13) ele se limitou a tuitar links para dois artigos do site Global Research, conhecido por divulgar teorias da conspiração.

De acordo com algumas teorias que circulas nas redes sociais chinesas, a delegação americana dos Jogos Militares Mundiais, uma competição disputada em outubro em Wuhan, poderia ter transportado o vírus para a China.

Autoridades chinesas foram acusadas de ocultar a epidemia no início. A polícia de Wuhan repreendeu os médicos que fizeram o alerta em dezembro.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha escolhido deliberadamente um nome para a doença, COVID-19, que não menciona nenhum país em particular, Washington utiliza com frequência termos relativos à origem “chinesa” do coronavírus.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chamou de “vírus de Wuhan”. Uma expressão considerada “desprezível” pelo ministério das Relações Exteriores da China.

  • Com informações da agência AFP




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