Ataque com foguetes fere membros da coalizão dos EUA e soldados iraquianos

Mais de duas dúzias de foguetes foram disparados em uma base militar ao norte de Bagdá, na manhã do último sábado (14), ferindo pelo menos três integrantes da coalizão liderada pelos EUA e dois soldados iraquianos, revelou o porta-voz da coalizão, coronel Myles Caggins III. O porta-voz revelou ainda que uma investigação está em andamento.

Fontes da força de defesa iraquiana disseram terem encontrado sete lançadores de foguetes e 24 foguetes que não dispararam dentro de uma garagem, em uma área perto da base de Camp Taji, onde os foguetes caíram, publicou a Reuters . Nenhum grupo ainda assumiu a responsabilidade pelo ataque.

Militares disseram que os EUA ou outras forças estrangeiras não deveriam usar esse ataque como desculpa para uma ação militar sem a aprovação do Iraque e pediram a todas as tropas estrangeiras que se retirassem rapidamente como o parlamento perguntou.

Em uma conta no Twitter, que afirma ser a célula de mídia de segurança oficial do gabinete do primeiro-ministro iraquiano, fora postada um pedido para a “rápida implementação” do Parlamento iraquiano de sua decisão sobre a retirada da coalizão.

A base de Camp Taji sofreu um ataque de foguete na quarta-feira (11), deixando dois militares dos EUA e um das Forças Armadas da Grã-Bretanha mortos, e ferindo 14 outros. Como resposta os EUA realizaram ataques aéreos de retaliação contra o Kataib Hezbollah, grupo de milícias apoiado pelo Irã, suspeito do ataque.

Autoridades iraquianas reclamaram que os ataques aéreos mataram três soldados iraquianos, dois policiais e um trabalhador civil, além de danificarem um aeroporto civil inacabado. O chefe do Comando Central das Forças Armadas, general Kenneth F. McKenzie, negou tais afirmativas iraquianas.

As relações EUA-Irã, estão em grande estado de tensão desde o final de dezembro, com muitas ações militares em solo iraquiano. Em 29 de dezembro, Kataib Hezbolla disparou uma série de foguetes em uma base militar dos EUA perto de Kirkuk. As forças americanas retaliaram contra o grupo de milícias xiitas no Iraque e na Síria alguns dias depois.

Em janeiro, um ataque de drone americano matou o major-general Qassem Soleimani e o comandante da milícia iraquiana Abu Mahdi al-Muhandis, perto do aeroporto de Bagdá, levando os dois países ao que muitos temiam estar à beira da guerra.

O Departamento de Defesa justificou o ataque dizendo o general estava “desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região”. O ministro e o Parlamento recomendaram a saída das tropas dos EUA após o assassinato do major-general Qassem Soleimani.

O Irã retaliou com o lançamento de mísseis a base aérea de Ain al-Assad, no Iraque e uma segunda base em Irbil, que abriga o pessoal dos EUA. As milícias apoiadas pelo Irã dizem que os ataques às forças americanas continuarão até que essas tropas deixem o Iraque.

  • Com agências internacionais

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