Após 8 anos partes de um caça A-1 da Força Aérea Brasileira aparecem em Barragem no Rio Grande

Imagem recente de parte do motor do Caça A-1, exposto por conta do baixo nível de água da barragem. Reprodução

Após quase oito anos do acidente que vitimou o então, Capitão aviador André Ricardo Halmenschlager, 33, da Força Aérea Brasileira (FAB), partes do caça que se encontravam desaparecidas, devido a profundidade da Barragem de Machadinho que fica entre os municípios de Capinzal (SC) e Machadinho (RS), perfizeram à tona graças ao baixo nível da água no local.

O caça modelo Embraer A-1, que o capitão André comandava, pertencia ao 1º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação (1°/10° GAv), sediado na Base Aérea de Santa Maria (RS). o Caça explodiu ao se chocar contra uma linha de transmissão que alimenta a usina da subestação de Campos Novo.

Parte dos destroços da aeronave caiu na água e outra parte em terra. A época, em nota oficial, a FAB explicou que o caça realizava uma missão de “treinamento operacional” rotineira, quando ocorreu o acidente.

O Acidente

No dia 07 de dezembro de 2012, por volta das 9h30, o caça pilotado pelo capitão André se chocou com fios elétricos de alta tensão que passam por cima do Rio Pelotas, que separa as cidades de Zortéa e Machadinho (RS). O caça havia decolado da Base Aérea de Santa Maria para um treinamento operacional, o que justificaria a baixa altura do voo.

A investigação

O site Portal de Marcelino, em 2013, revelando ter tido acesso ao laudo do Cenipa, publicou que o relatório da investigação apontou que ao contrário do que se imaginava inicialmente, e das inúmeras especulações em razão de relato de testemunhas, a aeronave não apresentou problemas mecânicos nos motores ou comandos.

“Todos os comandos estavam normais, o que foi analisado neste caso é a questão do sensor que era ultrapassado e que exigiu que o piloto voasse numa altitude baixa para conseguir captar as imagens em alta resolução”.

Piloto foi surpreendido

A investigação constatou que a linha de transmissão, não constava na carta aeronáutica que fazia parte do plano de voo. Na posição que ela fica as imagens de alta resolução dos satélites não conseguem identifica-la. Ou seja, para o piloto a linha não exista naquele local.

O Capitão André, que estava numa missão de reconhecimento da região e captando imagens, foi surpreendido. A conclusão se chegou após testes realizados com helicópteros que mostraram que era praticamente impossível identificar a linha pelo campo de visão do piloto.

“A linha era balizada, tinha as bolas sinalizadoras, mas fizemos várias corridas com helicóptero, tentando aproximar o chamado eixo-de-vizada, e naquele dia havia, de acordo com a posição do sol, um baixo contrataste que prejudicou o piloto”, disse um porta voz da Base Aérea, a época.

Baixa altitude

O voo em baixa altitude tinha um objetivo. Fotografar a região, sendo que um dos pontos que fazia parte da missão era a balsa, fato que justifica o Caça ter passado muito próximo da embarcação. Na época chegou ser sugerido que o mesmo estava com problemas mecânicos e sobrevoava baixo.

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  • Com informações de agências de noticias nacionais


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