5ª Geração de guerra: A criação da “UK Royal Mariners Comandos Future Forces” – O RED TEAM dos fuzileiros reais da Coroa.

Conforme mencionamos na matéria: A 5ª Geração de guerra e o uso da Ciberinformação como inteligência de ataque ao Poder Marítimo de Estado, focando  sobre a capacidade e o poder de comunicação marítima de Estado em formato de adquirir  vantagens estratégicas no emprego tático de inteligência, seja militar ou privada, com fins de ataque ou defesa de ativos, pessoas, dados e até mesmo Estados/Soberania, em detrimento de bens maiores, como preceitos universais constitucionais tal qual: VIDA E LIBERDADE, (este último denotando visar como alvo o domínio ECONÔMICOdiminuição da capacidade de Soberania de um país frente a suas decisões, modalidade esta, também denominada de “Hibridismo ou Guerra Irregular”.

Desta forma, fora oficialmente notificado pela imprensa real britânica, por meio de seu sitio oficial no dia 20/07/2020, uma nova unidade de COMANDOS da ROYAL MARINES, denominada até então como a “FUTURE COMMANDO FORCE U.K”. A nova e vanguardista Companhia de Ações de Comandos Especiais, será composta, inicialmente, por 150 (Cento e Cinquenta) Fuzileiros Navais Reais e Commandos Especiais do Exercito Britânico (já demonstrando alinhamento comparativo em moderno modelo de emprego de força conjunta especial, (a exemplo da pioneira TASK DELTA FORCE USA).

Esta nova e sofisticada companhia usará de artifícios táticos, formações e tecnologias diferenciadas, com meios, empregos, missões e finalidades cada vez mais alinhadas a guerra de informação hibrida.

Dentre suas inovações a “Future Commandos” usará um novo uniforme durante sua primeira implementação, (previsto para estar em operacionalidade ativa em meados de 2021). Mas não será somente um novo “visual” que a diferenciará, segundo o Comandante-geral da Royal Marines, Major- General Matt Holmes, estarão previstos uma estrutura de ação diferente do já arrojado modus operandis das tradicionais “Special Forces” consagradas, que neste caso, contará com a influência e inovação da formação tática aos moldes de um time de ataque de cybersegurança, tal qual a maleabilidade de operação em célula de um “Red Team”, que serão compostas de várias subunidades conectadas por aparelhos e dispositivos de hardwares digitais, conectados em rede de alta prontidão, possibilitando que estejam conectados ainda que operando a milhas ou outros continentes de distância, terão a capacidade tática de compartilhar e se comunicar em tempo real e de forma integrada.

Programadas para serem implantadas em todo o mundo, com uma gama de sofisticadas capacidades de habilitações,  tal como uma força de contingencia avançada, a Future Commandos está centralizada a partir da cadeia de comando  “Royal Navy´s Littoral Response Groups”,e terá como objetivo ser implantada de forma persistente em todo o mundo, contando com uma tropa de operadores adestrados em sofisticadas habilidades técnicas, táticas e tecnológicas.

Os Commandos operarão de forma diferenciada inseridos em diversos países, em equipes de pequenas e versáteis frações, adaptando-se a especificidade de cada missão, com disponibilidade imediata para serem deslocados e implantados em todos os continentes possíveis que houver necessidade, alternando de forma mimetizada ou dinâmica em sua interação com a missão, (de acordo com o Royal Navy).

O grande diferencial afirmado, será na especificidade cirúrgica das missões, que poderão incluir desde: Combates em guerra irregular, combate urbano, guerra em larga escala, até mesmo as clássicas operações de Comandos e ainda incluindo a exfiltração, infiltração, coleta e busca de dados, proteção de pessoas, ações  de assistência humanitária, monitoramento e guarda de ativos e entidades, incluindo proteção e resgate de VIPSinformações e tecnologias privilegiadas, desta forma aos moldes de um RED TEAM, a segurança da informação e implementos tecnológicos será um de seus maiores trunfos e prioridades.

A Companhia está sendo preparada para sua implementação, já em missões reais em 2021, e apresentará inovações em seus equipamentos que será seu grande diferencial como uma unidade de força especial de Commandos, apresentando operadores com um perfil diferenciado com uma experimentação estrutural e tática a serem seguidas por mais testes ainda no final deste ano, todos com viés de Cybersecurity e Cyber Inteligence e Ethickal Hardweare Hacking,  mesclando com perfeição a doutrina de “Ações de Comandos” a tecnologia da pasta de “Operações de Inteligência Cibernética”, sendo esta a primeira demonstração prática de kits, equipamentos, modernização de doutrina e treinamento, além de mudança organizacional necessária para moldar o conceito de “Future Commando Force”, afirmou o alto comando do Royal Mariner.

 

As inovações e equipamentos cibernéticos incluem o sistema de Tablet ATAK, que fornece uma visão geral do campo de batalha e cenário operativo em esquadrinhamento 3D de Geolocalização com conexão de comando de interoperabilidade de poder de ataque e de defesa coordenando Drones Aéreos e Aquáticos, além de fornecer conexão e intercomunicação de dados em tempo real.

Segundo a empresa “DS2” (Dynamic Software Solutions), uma das idealizadoras e desenvolvedoras do programa ATAK, (Anacrônico de: Android Tatictical Assault Kit),

O Android Tactical Assault Kit (ATAK, também conhecido como Android Team Awareness Kit) é um aplicativo de conscientização situacional de colaboração e comunicação de software profundamente útil que roda em um sistema operacional móvel Android em um smartphone ou tablet, demonstrando a leveza de sua arquitetura de software.

O ATAK é uma ferramenta “geo-espacial” interativa acessível, fácil de usar, segura, móvel e interativa que conecta várias pessoas em movimento, proporcionando uma imagem operacional comum digitalmente, de maneira intuitiva. Os usuários podem adicionar suas próprias funcionalidades personalizadas e empregar vários tipos de sistemas de comunicação simultaneamente. É o único aplicativo que oferece dezenas de recursos e compartilhamento robusto de informações em formato móvel em um telefone celular portátil comercial, conseguindo ao mesmo tempo um sistema de criptografia na transmissão de dados e VOIP.

Originalmente criada para as forças armadas Americanas, a ATAK atualmente possui 40.000 usuários do departamento de defesa americano: (Força Aérea, Exército, Forças de Operações Especiais Americanas, Guarda Nacional, Departamento de Justiça e Segurança Interna); 32.000 usuários não federais; e 69 licenciados. O aplicativo era licenciado apenas para empresas nos EUA que atendam a requisitos legais rigorosos, dos quais o DS2 é uma dessas empresas de Cybersecurity e PMC. O mesmo possui uma arquitetura de plugins extensíveis que permitem recursos aprimorados para conjuntos de missões específicas.

Alguns Recursos incluem:

 

  • Suporte para renderização de mapas/ Imagen.
  • Chat Tático, com limitações programáveis de compartilhamento em Web
  • Suporte SADL/Link-16, (Ferramentas Jumpmaster de renderização)
  • HALO/HAHO como modalidade de planagem para VANT e DRONES, ou High Altitude-Low Opening(em português “Alta Altitude e Baixa Abertura” ou “Queda Livre Militar”) é uma técnica de infiltração por vias aéreas utilizada pelos paraquedistas de Forças Especiais que consiste em pular a aproximadamente 26 mil pés de altitude (8 quilômetros) abrindo o paraquedas bem perto do solo. É um método em que há poucas possibilidades de contato visual, mas é perigoso pois, sem os devidos cuidados, o paraquedista pode perder a consciência, e morrer em queda livre. Por isso é mais comum o uso de técnicas como a infiltração aérea comum (típica dos paraquedistas), por sua vez o HAHO(técnica normalmente usada para pousos de tropas), consiste em manobra que deixa o paraquedista muito tempo em queda livre e demora para que ele atinja o solo e possa se preparar se estiver em área de combate.
  • Ferramentas de planejamento e navegação de rotas terrestres, aéreas e MARÍTIMAS.
  • Ferramentas de levantamento tático de terreno em renderização com visão de ativação de variação termal (Térmica, ou conhecida como visão noturna).
  • Levantamento tático de escala e rolamento.
  • Controles de rádio, incluindo Wave Relé, Trellis Ware, Harris AS mode, (simples desligar/ ligar), Most Rover, VDL (SIR, TER, ROVER 6, etc.), evitando assim a busca de cobertura de sinal e espotagem do operador em campo.

Além desta demonstração incrível de GPS/VOICE/Tablet hardweare hacking de alto nível, os Future Commandos também contam com a surpreendente inovação do DRONE Marítimo, o barco MAST 13, um Drone marítimo não tripulado.

 

O MAST13, inicialmente foi testado na Noruega sob sigilosa missão na data de 12 de março de 2020, cujo sua interoperabilidade e funcionalidade oferece o vislumbre do futuro autônomo da Marinha Real do Reino Unido.

A equipe de especialistas em botes da Royal Mariners 47 Commando, foi a responsável, trabalhando conjuntamente com  a HMS Albion, para o aperfeiçoamento do acelerador autônomo denominado: “NavyX” da Marinha e o Office for Chief Technology Officer para ver o kit integrado da nave marítima não tripulada com o comando do Tablet ATAK, dentre outras funções, para poder ser utilizado em missões reais o mais breve possível.

O exercício autônomo “Advance Force” colocou o barco não tripulado MAST 13, conjuntamente operando em lincagem direta com um drone pesado Malloy, o sistema de ar pilotado remotamente Puma e o remo não tripulado da Remus, simulando uma força de apoio de ataque ou resgate de mar e ar em tempo real, toda a manobra fora submetida as condições climáticas adversas do Ártico.

Além destas inovações tática de resgate, ataque, defesa e comunicação, a “Future Commando”, também terá sua aparência única com um uniforme e camuflagem exclusivamente desenvolvidos para este novo projeto, (podendo optar pela descaracterização em missões de ações de inteligência quando em ações humanitária ou de proteção de informação e pessoas), esta unidade será marcada pelo uniforme exclusivo mais leve, com maior resistência de tecnologia “Rip stop”, secagem rápida, (Dry Sec), o que  preserva a saúde e estende a duração do operador de campo em combate ostensivo. Terá como camuflagem em vez do padrão anterior de “multi-terrain pattern” tradicionalmente usado para vários terrenos, o uniforme agora usará o padrão “MultiCam”  da Crye Precision, exclusivo como marca desta nova unidade, já em fase de produção pela empresa americana.

(Fonte: Youtube)

Com tamanhas mudanças, anunciando assim, que o Royal Marines Commandos não somente terá um novo uniforme como parte da transformação ousada, e que está se atualizando para estar apto nesta nova era de guerra, continuando de acordo com as tradições marítimas do Corpo e homenageando seus antepassados ​​do Comando por meio de insígnias.

Concluindo desta forma, ressalta se neste temático estudo a preocupação cada vez mais latente entre os países de investimentos significativos e relevantes em suas forças de linhas de defesa de Estado, para com a proteção de suas linhas de comunicação, poder de persuasão, autonomia financeira e manutenção de soberania mediante a cada vez mais preocupante e crescente geração da guerra de comunicação de ataques híbridos e meios assimétricos.

REFERÊNCIAS E IMAGENS:

Fonte://www.strongsecurity.com.br

Fonte²: //www.U.K.RoyalNavy.com

Fonte³://https://www.navalnews.com/

Fonte 4 :// https://www.royalnavy.mod.uk/news-and-latest-activity/news/2020/july/20/200720-vanguard-strike-company

Fonte5: //http://www.ds2.com/solutions/atak

Fonte6:https://www.youtube.com/watch?v=9GkCrl6pReU&feature=emb_logo



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