Xi Jinping ameaça Taiwan e alerta que A “Reunificação Acontecerá”!

Xi Jinping ameaçou Taiwan e EUA de uma forma pouco presenciada até o momento, aumentando as tensões na região.

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O gigante asiático vermelho tem planejado diversas formas de invadir a ilha de Taiwan há anos por meio do Estreito de 180 Km que separam as duas áreas.

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Em 2019, a Marinha de Libertação da China praticou um dos maiores eventos simulados de invasão anfíbia no Mar de Bohai, que contou com helicópteros, tropas terrestres, frotas navais de escolta e de ataque, e navios de desembarque anfíbio, um teatro intenso de operação que simulou a invasão pelas características muito similares em profundidade, região costeira e clima.

Preocupado com esta corrente desordeira rumo a um conflito de grande dimensão na Ásia, os americanos correm contra o tempo na busca de subsídios próprios e fortalecimento bélico de Taiwan visando minimizar qualquer tratativa militar chinesa sem precedente, para assim dar à nação a possibilidade de responder por si própria e aguardar as potências aliadas socorrer.

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O presidente dos EUA Joe Biden, em maio, nomeou Christopher Maier como secretário assistente de defesa para Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade para supervisionar as Forças Especiais Americanas, e durante seu contato com os legisladores americanos afirmou que operadores especiais e Comandos americanos poderiam ser enviados à ilha para instruir as forças taiwanesas sobre a guerra irregular e resistir a um “desembarque anfíbio” pelos chineses.

Parece que essas imposições americanas de apoio não foram suficientes.

A China alertou os EUA sobre seu envolvimento em Taiwan e afirmou que as autoridades “fracas e covardes” da ilha aceitarão a reunificação de uma só China.

De acordo com o jornal financiado pelo governo chinês, Global Times, os EUA enfrentariam consequências “insuportáveis” por seu envolvimento militar em Taiwan e que as tropas americanas seriam as primeiras a ser “eliminadas” em uma “invasão” chinesa.

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Discorrendo sobre a situação muito em breve, os chineses acreditam que as autoridades taiwanesas provavelmente “se renderiam à reunificação em alguns anos ou mesmo em um período de tempo mais curto” ou a China resolveria a disputa “pela força”, sem mencionar quais meios utilizaria.

O ultimato do jornal estatal reflete consideravelmente a posição do governo de Xi Jinping, surge em meio a um aumento nas ameaças agressivas e na ação militar provocativa no espaço aéreo taiwanês nos últimos dias.

Pequim vê a ilha como uma província chinesa autônoma e há muito busca a reunificação, embora Taiwan se veja como um estado independente com uma política forte aliada ao ocidente avessa ao expansionismo vermelho pelo Mar do Sul Chinês.

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9 de outubro, 2021. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Em discurso à nação na Celebração Oficial no Grande Salão do Povo de Pequim, o presidente Xi Jinping disse que a China nutre ambições de uma “unificação pacífica” com a ilha, mas alertou que a reunificação “deve ser realizada, e definitivamente será realizada”.

Observando o cenário ambicioso chinês, a reunificação de forma pacífica não é a que mais se alinha com os interesses gerais da nação chinesa, pelas diversas manobras ofensivas e desleais sobre diversos territórios aéreos e marítimos jurisdicionais taiwaneses e de outras nações.

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Esse último domingo, 10 de outubro, comemorou-se em Taiwan o Dia Nacional, um desagrado e tanto à ideologia de uma só China, e o discurso de ameaça do presidente chinês revela as aspirações por um futuro unificado, apesar das diferenças marcantes entre o sistema autoritário de partido único da nação vermelha e a democracia multipartidária de Taiwan.

As retóricas de Xi Jinping se assemelham aos comandos da era soviética de agrupamento armado e posicionamento de peças globais, com ingredientes totalmente diferentes, agora os elementos se caracterizam como manipulação de informações, controle de infraestruturas nacionais, e expansionismo territorial.

O chinês sabe que o preço de um ataque armado é extremamente alto, a China está ciente disso, o que não impede da alta cúpula ambicionar o controle total da ilha.

Em 11 de abril, o ex-secretário de Estado de Donald Trump, Mike Pompeo, publicou uma provocação aos chineses, dizendo que “como defensor da liberdade, estou saboreando um pouco de abacaxi seco de Taiwan. Xeque-mate”, clara indireta que as articulações estratégicas americanas de conter a China são como jogo de xadrez, e que o melhor sempre vence e, neste caso, os EUA num futuro governo com Donald Trump.

As ameaças e alertas de Xi Jinping foram feitos poucos dias depois que os militares chineses enviaram um número recorde de aeronaves militares voando em direção a Taiwan, em exercícios que a ilha autônoma chamou de ameaça.

Quase 150 aviões de guerra chineses invadiram o espaço aéreo de Taiwan desde sexta-feira passada, incluindo 56 caças no início da semana em uma escalada dramática da agressão chinesa contra a ilha.

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Talvez os discursos dos chineses somam-se com o mecanismo de defesa em dissuadir o espaço para repelir uma ameaça direta e muito mais forte, a unificação de um ocidente, como a nova aliança AUKUS, e pelo fato do porta-aviões britânico HMS Queen Elizabeth, o ‘Big Lizzie’, ter navegado silenciosamente como uma majestade no Mar das Filipinas em um exercício conjunto com dois porta-aviões americanos, o USS Ronald Reagan e o USS Carl Vinson, bem como com o destróier de helicópteros do Japão JS Ise.

Só este conjunto bélico marítimo pode render dois grupos de ataque altamente letais com mísseis intercontinentais, nucleares e ataque a longas distâncias que poderiam varrer a China da face da terra com os notáveis submarinos balísticos.

Xi Jinping sabe como articular, se hoje ameaça Taiwan, amanhã estará se posicionando na mesa com o Conselho de Segurança e os EUA para negociar a estabilidade na região da Ásia em alta tensão, evitando uma surpresa nada agradável e irreversível nuclear.

Com informações complementares de CSIS, Reuters, Daily Wire, Felipe Moretti, via Redação Área Militar