67 anos de história do C-130 Hércules e sua importância na FAB

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Era 1951, e a Força Aérea dos Estados Unidos buscava projetos para uma aeronave capaz de transportar equipamentos grandes e volumosos, incluindo peças de artilharia e veículos blindados, por longas distâncias.

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Os requisitos eram pousos em espaços apertados, desacelerar para 125 nós para o salto de paraquedistas e voar, se necessário, com um só motor. O que a Força Aérea queria, em outras palavras, era um levantador de peso robusto e versátil com bastante espaço no “porta-malas”.

Mesmo diante de falácias negativas e que levaria a empresa Lockheed Martin à falência na construção de aeronaves turboélices, Hall Hibbard não deu ouvidos.

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Quando o protótipo YC-130 taxiou para seu voo inaugural em 23 de agosto de 1954, ficou claro para todos, até mesmo para o engenheiro oficial da época da Lockheed, Kelly Johnson, que a equipe projetista haviam forjado algo atemporal a partir de uma lista aparentemente simples de requisitos da Força Aérea.

Mais tarde, apelidado oficialmente de Hércules, o protótipo tinha um convés de carga surpreendente, levantado no ar após um rolamento no solo de apenas 855 pés, uma distância surpreendentemente curta, considerando que a maioria das aeronaves desse tamanho exigia 5.000 pés. Assim nasceu o C-130 Hércules.

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Desde então, mais de 2.500 exemplares foram produzidos para cerca de 70 operadores militares em versões de transporte tático, busca e salvamento, reabastecimento em voo e muitas outras. O C-130J, o modelo mais recente, ainda estava em produção em 2015.

O Hércules, cujo primeiro voo ocorreu em 1954, é o avião produzido por mais tempo na história, e ganhou os ares brasileiros há 57 anos, especificamente em 1964, revolucionando toda a cadeia de operação aérea multimissão em diversos cantos do planeta em grandes esquadrões da Força Aérea Brasileira.

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Segundo a própria aeronáutica, a FAB recebeu um total de 29 exemplares, sendo 8 nas versões C-130E, 3 SC-130E, 16 C-130H e 2 KC-130H que passaram por dois programas de atualização e estando condicionados ao reabastecimento aéreo, tendo sua história iniciada com o C-130F adquiridos pelo Corpo de Fuzileiros Navais Americanos em 1958, e hoje operam equipados com um reservatório de combustível removível de aço inoxidável de aproximadamente 13.600 L transportado dentro do compartimento de carga.

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Há duas mangueiras montadas nas asas e também pods de reabastecimento aéreo que transferem, cada um, até 1.130 L/min para até duas aeronaves simultaneamente, permitindo tempos de ciclo rápidos de formações de aeronaves de múltiplos receptores, ou seja, é possível abastecer até quatro aeronaves em menos de 30 minutos.

É previsto que os Hércules da FAB sejam substituídos gradualmente pelo incrível e lendário Embraer KC-390 Millennium, maior e mais veloz, e único cargueiro militar do tipo projetado e desenvolvido na América do Sul.

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Treinamento de combate à incêndio com aeronave C-130 do 1º GTT equipada com o MAFFS.

O C-130 Hércules na FAB entrou para o hall dos equipamentos que fizeram história no país, sendo reconhecido pela sua simplicidade, motores valentes e ensurdecedor, e resistência a climas e tempo, um dos motivos de ser empregado em expedições gélidas na Antártica e nos combates a incêndios de intenso calor e baixa visibilidade, através do sistema chamado MAFFS adquirido em 2007, disponibilizando ao certo 12.000 litros de água, mas para isso, os pilotos precisam cumprir uma longa jornada de no mínimo 500 horas de voo na aeronave.

O Hércules não deve ter sua produção encerrada tão cedo, a Lockheed atualmente produz dezenas das versões mais atualizadas, como ao C-130J Super Hércules, com um preço na casa de US$ 11 milhões a US$ 30 milhões, dependendo da versão.

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Pela sua tarefa multimissão, o C-130 Hércules fornece à Força Aérea Brasileira condições ímpares de operar e suprir as demandas de seus militares, principalmente ao rápido emprego de tropas terrestres em diversos cantos do Brasil e do mundo.

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