9 Fatos Que Talvez Você Não Saiba Sobre O F-35C

Dois Lockheed Martin F-35. Master Sgt. Ben Mota/U.S. Air Force

Os porta-aviões são embarcações navais das quais aeronaves de diferentes funções e multimissão realizam decolagens e aterrissagens, e utilizam o dispositivo naval como base de apoio a fim de operar o mais próximo possível das regiões em conflito que a nação de origem estiver atuando, precisamente e um tanto informal, pode-se classifica-los como um trampolim marítimo e facilitador dos grupamentos de ataque aéreo de determinada força de aviação naval.

Um Gerard R. Ford cortando o mar. US Naval Institute

Hoje, os EUA possuem a maior força de porta-aviões moderna espalhada por todos os cantos estratégicos do planeta como forma de ataque coordenado de emprego imediato de caças e aeronaves de inteligência quando assim requisitadas.

Apesar da praticidade de alocar recursos, os porta-aviões são embarcações absurdamente caras para se desenvolver, construir e manter, por exemplo, a atual embarcação americana do tipo, a classe Gerald Rudolph Ford, pode abrigar aproximadamente 4.539 tripulantes, já incluindo a Ala Aérea, bem como a constante manutenção de seus dois reatores nucleares A1B.

A atuação dos porta-aviões na história dos EUA é incrível, mas faltava a inclusão de um produto que sobressaísse da normalidade da aviação naval e nunca antes vista em nenhuma marinha do mundo, o emprego de uma caça furtivo de quinta geração nos grupamentos aéreos navais da Marinha Americana.

Dois Lockheed Martin F-22. Lockheed martin

O desenvolvimento do notório F-22 trouxe a superioridade aérea incontestável aos americanos, e acoplá-lo em porta-aviões seria a última opção para um dispositivo caro e em menor número. Porém, tal ousadia só foi possível graças à produção do furtivo F-35 que revolucionou a Marinha Americana.

Deste modo, a Lockheed Martin publicou recentemente em seu site nove fatos sobre a versão naval do caça furtivo F-35C.

A primeira é a furtividade que o caça traz para o mar, é o primeiro e único caça stealth de longo alcance do mundo projetado e construído explicitamente para operações de porta-aviões da Marinha Americana.

Sua configuração, sensores incorporados, combustível interno e capacidade de armas, bordas alinhadas e processos de fabricação de última geração, todos contribuem para o desempenho stealth de baixa identificação em radar exclusivo do F-35. Isso permite que os pilotos evitem a detecção do inimigo e operem em ambientes antiacesso e contestados, melhorando a letalidade e a capacidade de sobrevivência.

Um F-35C acompanhando um Destróier Furtivo de Mísseis Guiados Zumwait. Andy Wolfe/U.S. Navy

A segunda questão gira em torno do conjunto de sensores e radares mais avançados e abrangentes, como o radar de varredura ativa AESA, o Distributed Aperture System (DAS), Electro Optical Targeting System (EOTS) e Helmet Mounted Display System, este pacote permite ao piloto ver tudo no campo de batalha com consciência situacional sem precedentes.

A terceira relação abordada pela Lockheed é a sua capacidade em ser multiplicador de força, já que opera em tempo real recursos de inteligência, vigilância e reconhecimento ao mesmo tempo em que gerencia o campo de batalha, compartilhando informações com todos os recursos terrestres, marítimos e aéreos em rede criptografada no espectro do beligerante, isso garante que homens e mulheres uniformizados possam executar sua missão e voltar para casa em segurança.

Já o quarto fato diz respeito ao alcance e persistência de missão, o F-35C carrega quase 20.000 libras de combustível interno, equivalente a 9 mil Kg, e tem um alcance superior a 2.600 Km. Isso permite que os pilotos do F-35C voem mais longe e permaneçam no campo de batalha por muito mais tempo antes que o reabastecimento seja necessário.

As asas de um F-35C dobram para o norte a fim de ser melhor acoplado no convés dos porta-aviões. Lockheed Martin.

A quinta experiência do F-35C diz respeito a incrível envergadura e o trem de pouso mais robusto de todas as variantes do caça furtivo, dando sublime atenção ao design das asas que se dobram para permitir mais espaço no convés durante a implantação e do trem de pouso que o torna adequado para lançamentos sobre sistemas de catapultas e outros dispositivos mais atuais de apreensão de voo, como aos motores rotativos desenvolvidos pela General Atomics que usam turbinas de água simples de absorção de energia que fornecem controle mais preciso durante a desaceleração de aeronaves.

Ao passo que o assunto se desenvolve, ao pensar em caça furtivo, os engajados amantes do F-35 pensam de imediato na velocidade. O sexto tópico abordado pela Lockheed é exatamente a competência supersônica do F-35C que alcança velocidades de 1.6 Mach, algo em torno de 1.200 mph ou 1.900 Km/H, mesmo com uma carga interna completa de armas. Entretanto, ao se encontrar com sua carga de combustível e armas internas no limite, o F-35C voa mais rápido e sem arrasto, muito diferente dos caças tradicionais.

F-35 com as baias de armas expostas. US Air Force

A sétima questão refere-se a real capacidade do F-35C em transportar armas. Seu compartimento interno carreia mais de 5.000 libras de armamentos bélicos, ou mais de 18.000 libras de armas internas e externas combinadas, excepcionalmente 8.160 Kg de dispositivos mortais, permite assim a duplicidade vital no conflito, o sigilo e a letalidade em um só dispositivo aéreo.

A oitiva curiosidade do caça furtivo diz respeito à força naval americana, a maior operadora da aeronave e que tem planos para adquirir 273 F-35C, bem como o Corpo de Fuzileiros Navais também está adquirindo o F-35C junto com seus F-35B.

Motor Pratt & Whitney F135. Google Imagem

O nono e último fato consolidado pela Lockheed é a participação de milhares de homens e mulheres nos EUA e em todo o mundo na construção do maior caça de quinta geração. A Lockheed Martin lidera a equipe da indústria do F-35 junto com a Northrop Grumman, BAE Systems e Pratt & Whitney, esta disponibiliza os incríveis motores PWF135. Ao todo, mais de 1.900 fornecedores constroem e mantêm o programa F-35 em 48 estados dos EUA e em mais de 10 países.

Um F-35 em potencia máxima com seu motor F135 em pleno entardecer americano. US Air Force (USAF)

A designação de aeronaves de caça por “gerações” começou com os primeiros jatos subsônicos no final da Segunda Guerra Mundial, com cada nova geração refletindo um grande avanço em tecnologia e capacidade. Os 9 fatos sublinhados pela empresa mostram a importância sem precedentes do F-35 na aviação de caça tático. Ao acoplar os F-35C nas frotas navais da Marinha Americana, seus recursos integrados, materiais avançados e tecnologias de integração de dados tornam o F-35C virtualmente indetectável ao radar inimigo.

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