A crise econômica, a violência e seu impacto na segurança privada

A crise econômica que castiga o Brasil, e o abandono político da segurança pública ao longo de décadas, fez aumentar no ultimo semestre as ações criminosas que avançam assustadoramente em alguns estados da federação.

Notadamente, no Rio de Janeiro, isso tem sido evidência concreta do avanço desenfreado dos crimes e da violência que, mesmo com a Intervenção Federal, não tem tido diminuição nos casos, e em determinado tipo de crime, só tem crescido, como por exemplo o roubo de cargas e carros de passeio, principalmente na capital carioca.

Com isso, a necessidade por segurança privada tem crescido no país, à medida que os problemas sociais aumentam e a segurança pública não dá conta.

Com a crise econômica, e mais os prejuízos causados por perdas diretas e indiretas decorrentes da ação de criminosos, em especial no Rio de Janeiro, evidencia-se enorme impacto financeiro, que faz com que o tomador dos serviços de segurança privada tenha menos dinheiro para investir em sua própria segurança.

Assim muitas empresas de segurança perderam alguns de seus contratos e, consequentemente, muitos trabalhadores do ramo de segurança perdem seus empregos.

Esse cenário tem feito com que alguns tomadores dos serviços de segurança privada optem erradamente por reduzir a quantidade do efetivo de seguranças em seus empreendimentos para diminuir custos, mesmo sem avaliar seriamente o impacto dessa atitude em sua segurança e até mesmo a sua legalidade, visto que escalas de serviço e quantitativos mínimos de vigilantes e diretos trabalhistas, tais como intervalos de descanso e refeições, devem ser respeitados.

Ainda como alternativa para reduzir custos, substituem vigilantes por porteiros e até mesmo, recorrem à tomada de preços entre as empresas de segurança para abaixar o valor da fatura, quer seja pressionando a empresa já contratada a abaixar seu preço ou a substituindo por uma outra que cobre um valor menor pela prestação do mesmo serviço (criando uma concorrência predatória).

Em muitos casos mais inconsequentes, trocam a empresa de segurança privada, devidamente legalizada, por serviços clandestinos de (in)segurança sem impostos e encargos sociais para pagar um preço mais barato, que no final certamente vai sair muito mais caro.

Lamentavelmente para o tomador de serviços de segurança que resolver praticar qualquer uma dessas “estratégias” para redução de custos, cortes de custos na segurança criam para si mesmo e terceiros um cenário tão perigoso que acaba facilitando a própria ação dos criminosos contra o patrimônio ou a sua própria vida, pois quem acredita que se pode ter proteção sem o devido investimento em segurança proporcional ou superior às ameaça possíveis e prováveis às quais está sujeito está enganado, e na verdade está jogando dinheiro fora e aumentando o seu próprio risco.

1 COMENTÁRIO

  1. Como profissional de segurança privada desde 1994 vejo realmente que a segurança física está sendo substituída por equipamentos eletrônicos modernos e substituindo o seu efetivo por mão de obra mais barata, o crescimento por controladores de acesso em lugar de porteiros e vigia no lugar de vigilante cresceu de maneira exorbitante pois são profissões que não necessita de preparo preventivo e administrativo são apenas serviços de controladoria e vigia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here
Enter the text from the image below