A engenharia paraquedista desdobrada na zona de lançamento aquática

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Integrantes da 1ª Cia E Cmb Pqdt se preparando para realização de salto em massa d´agua. Foto arquivo Engenharia Paraquedista

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Por: Carlos Augusto Leopoldino Júnior¹ & Elvis Barbosa de Lima²

O presente estudo trata sobre as Operações Aeroterrestres desenvolvidas pela Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt) do Exército Brasileiro (EB), que em envolvem salto em massa d’água. O enfoque deste trabalho está na 1ª Companhia de Engenharia de Combate Paraquedista (1ª Cia E Cmb Pqdt) e como ela desdobra seus meios aquáticos para apoiar a referida operação.

O objetivo do trabalho é verificar a possibilidade de conciliar reduzida quantidade de meios aquáticos envolvidos, com o máximo de paraquedistas resgatados e reorganizados.

Para que seja atingido os objetivos propostos iremos analisar como é realizado este tipo de operação nos dias atuais, através de entrevistas com militares que servem nessa Organização Militar Paraquedista, verificação de documentações de operações anteriores, e também analise de aspectos doutrinários que versam a respeito do assunto.

INTRODUÇÃO

O emprego de tropas paraquedistas não era um conceito novo na Segunda Guerra Mundial. Contudo, nesse conflito introduziu-se um novo meio de guerra de manobras. Com as tropas aeroterrestre os exércitos adquiriram o poder de explorar o “flanco superior” do inimigo, com grandes unidades podendo ser inseridas de paraquedas, planador ou aeronave atrás das linhas inimigas.

À esta ideia denominou-se Operações Aeroterrestre. Inicialmente realizada pelos soviéticos, o Exército alemão colocou em prática, na Batalha na ilha grega de Creta. Posteriormente, operações como Overlord (Dia D) e Market Garden ambas na Segunda Guerra empregaram em larga escala tropas paraquedistas. O desenvolvimento das aeronaves, planadores e dos paraquedas viabilizaram o emprego das Operações Aeroterrestre.

A possibilidade de usar tropas a partir do valor Unidade para tomar pontos estratégicos como pontes, entroncamentos e bases áreas para apoiar o avanço e atrapalhar o reforço inimigo, fomentou a ambição de estabelecer um poder aeroterrestre pelos exércitos mundos a fora. Nesse contexto, em 1945, foi criado pelo EB, como força de ação rápida estratégica, a Bda Inf Pqdt.

Apta a operar em toda a faixa do território nacional no prazo máximo de até 24 horas após seu acionamento, a Bda Inf Pqdt dispõe de 15 organizações militares diretamente subordinadas (OMDS), dentre as quais temos a 1ª Cia E Cmb Pqdt, um dos diversos fatores fundamentais para que se possa desdobrar no terreno uma tropa paraquedista é a existência de zonas de lançamentos.

Conforme define o manual doutrinário de Operações aeroterrestres, zona de lançamento é uma área específica sobre a qual tropas aeroterrestres, equipamentos e suprimentos são lançados por paraquedas, ou suprimentos podem ser entregues por outro processo de lançamento.

Visto esta definição faz-se necessário que tenhamos uma visão panorâmica sobre as potenciais zonas de lançamentos dentro do território brasileiro… Voltemos nossas vistas para a região norte, mais precisamente para a região Amazônica. Localizada na porção ocidental do país, corresponde a 56% do território brasileiro.

Internacionalmente, a floresta abrange seis países e possui 10 mil km de fronteiras com essas nações. No Brasil, é composta por seis estados, com cerca de 13 milhões de habitantes. As riquezas minerais são uma constante em todo o seu território, do ouro ao petróleo, do manganês ao diamante, reservas de pelo menos 12 minerais diferentes, além da diversidade da fauna e flora, muitas das quais em terras indígenas e pouco exploradas.

Nessas áreas indígenas, residem entre 320 e 350 mil índios. No tocante a problemas de cunho socioeconômico temos o narcotráfico, garimpo ilegal, disputa por terras, presença de guerrilhas, desmatamento ilegal e cobiça internacional. Diante deste cenário complexo que abrange, observa-se a tamanha relevância de se possuir tropas adestradas e equipadas, em condições de atuar nesse teatro de operações.

Nesse contexto, a Bda Inf Pqdt, procurando se adequar para melhor atender a sua missão na defesa da Pátria e na garantia dos poderes constituídos mostra-se um pólo irradiador das técnicas, táticas e procedimentos especiais de combate no âmbito das Forças Armadas Brasileira face à necessidade do emprego militar na região Amazônica. Assim o salto em massa d’água, torna-se uma eficiente e eficaz alternativa de infiltração nessa área da floresta tropical.

No ano de 2013, é reativado pelo então comandante da Bda Inf Pqdt, General de Brigada Roberto Escoto, a Força-Tarefa Biguá (FT Biguá), cujo foco fora o treinamento de uma Força-Tarefa Subunidade (FTSU) da Bda Inf Pqdt para realização do salto em massa d’água.

Nesse sentido, a 1ª Cia E Cmb Pqdt, orgânica da Bda Inf Pqdt, torna-se responsável por viabilizar a mobilização e desdobramento dos meios aquáticos necessários à realização da Operação Biguá.

Uma missão desafiadora, em vista da disponibilidade escassa de meios aéreos para o transporte de meios aquáticos. A análise da mobilização, operação e conciliação dos meios aquáticos com os meios aéreos por parte da 1ª Cia E Cmb Pqdt, será o objeto deste trabalho.

PROBLEMAS COM DESLOCAMENTOS

Em vista da necessidade de se desdobrar os meios aquáticos nas zonas de lançamentos, como a 1ª Cia E Cmb Pqdt poderia executar esse apoio levando em consideração a escassez de meios aéreos? Como otimizar os meios de forma que a não defasar a operação? Como fazer com que os meios náuticos, mesmo reduzidos possa atender ao número máximo de saltadores de forma que estes possam ser resgatados e conduzidos para as zonas de reunião (Z Reu) em segurança?

Devido à recente retomada das operações de salto em massa d’água no contexto das FT Biguá, ocorridas a partir do ano de 2013, com o salto na região amazônica, mais precisamente sobre o rio negro, a engenharia paraquedista vem se reinventando nesse tipo de operações.

Operações desta natureza tornaram-se frequentes no ano de instrução da Bda Inf Pqdt. Zonas de lançamentos aquáticas foram reativadas. Enseada de Sahy, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, ocorreram operações de 2016 a 2018 e em São Pedro da Aldeia, região dos lagos do estado do Rio de Janeiro, nos anos de 2014 e 2015.

OS OBJETIVOS DA FT

Coerentemente com o que estabelece a finalidade do emprego de tropas aeroterrestres no tocante a missão precípua da Bda Inf Pqdt que é de desdobrar até três Forças Tarefas Batalhão de Infantaria Pára-quedista (FT BIPqdt), no prazo máximo de 24 horas após o seu acionamento, em qualquer parte do território nacional ou em outras regiões de interesse estratégico no exterior para executar operações de combate afim de destruir forças inimigas, podendo empregar o lançamento aeroterrestre, devemos considerar que efetivos da 1ª Cia E Cmb Pqdt, juntamente com seus meios orgânicos estariam inseridos numa turma de apoio junto ao Escalão Precursor.

Consideraremos Escalão precursor de uma operação aeroterrestre, o que precede toda a força aeroterrestre, visando dentre outros objetivos, principalmente a reorganização da tropa após o lançamento. Sendo assim o objetivo geral é de levantar possibilidades para que os meios náuticos providos pela 1ª Cia E Cmb Pqdt, lançados de aeronaves por integrantes do Batalhão Dompsa (B DOMPSA) e operados por militares da arma de Engenharia inseridos junto ao escalão precursor, possa atender toda a tropa a ser lançada no assalto aeroterrestre.

Os objetivos específicos destes trabalhos visarão levantar os métodos e formas como estão sendo desenvolvidos as tarefas atualmente, para subsidiar possíveis propostas de melhores práticas. Verificando procedimentos similares de outros exércitos pelo mundo a fora a fim de constatar se pode ser aplicável para a realidade do Exército Brasileiro.

JUSTIFICATIVAS E CONTRIBUIÇÕES

A Bda Inf Pqdt com sua missão de desenvolver a capacidade de desdobrar até trê FT BIPqdt, no prazo máximo de 24 horas após o seu acionamento, tem como grande desafio, desenvolver e adestrar essa capacidade na região amazônica, em vista das condições desfavoráveis no tocante a Zona de Lançamentos (ZL) convencionais, ou seja, em terra firme. Uma maneira de compensar essa dificuldade e de utilizar ZL aquática.

Nesse escopo, a 1ª Cia E Cmb Pqdt tem o desafio de mobiliar e operar através dos seus meios náuticos orgânicos, as zonas de lançamento, para viabilizar a reorganização da tropa e dos meios de combate, bem como suprimentos diversos. Nesse tipo de operação a Companhia torna-se protagonista, pois sem esta Organização Militar (OM) é praticamente inviável lançar mão desse tipo de operação.

Visando contribuir com a Bda Inf Pqdt no melhor cumprimento de suas missões a 1ª Cia E Cmb Pqdt alinhada com a sua visão de futuro que propõe atuar com presteza e eficácia, busca soluções para conciliar a necessidade de desdobrar vultuosos meios de engenharia, com a realidade da escassez de aeronaves da Força Aérea brasileira, para enfrentar esses óbices.

A relevância do trabalho, está na busca do aprimoramento das práticas adotadas atualmente pela 1ª Cia E Cmb Pqdt, como uma OMDS de apoio ao combate, quaisquer melhorias adquiridas irá refletir consideravelmente no emprego das tropas em 1ª escalão, e por consequência na Bda Inf Pqdt como um todo.

GENERALIDADES

A FT Biguá trata-se de uma tropa da Bda Inf Pqdt, de composição variável enquadrada sempre por uma peça de manobra de 1º escalão (25º, 26° e 27º Batalhão de Infantaria Paraquedista), apta a realizar o salto de paraquedas em massa d’água. Essa tropa deverá, ainda, ser capaz de conduzir seus meios de apoio e de atingir, por seus próprios meios, as margens da ZL aquática.

MOBILIZAÇÃO

Durante a fase de mobilização, no estudo de situação da 1ª Companhia de engenharia de Combate paraquedista, o primeiro fator a ser analisado é o valor da tropa a ser lançada na zona de lançamento aquática. Atualmente, ocorrem operações de média envergadura, para fins de adestramento, e basicamente são realizadas por tropa valor subunidade.

Acrescenta-se ao escalão de assalto elementos não só das armas base. Precursores, engenheiros, elementos Dompsa, elementos de saúde, comando e controle e outros, compõe o efetivo a ser lançado. De posse das informações de articulação da FT, a 1ª Cia E Cmb Pqdt passa para a tarefa de levantamento das necessidades de materiais e pessoal.

Conforme memória de cálculo fornecida pelos integrantes da 1ª Cia E Cmb Pqdt, a média de efetivo envolvido nas operações de adestramento realizadas nos últimos cinco anos girou em torno de 200 militares. No que diz respeito aos meios envolvidos os materiais orgânicos atendem a manobra. Botes pneumáticos de reconhecimentos com capacidade para 06 militares equipados com motores de popa de 25 HP são utilizados pela equipe precursora para balizar e operar a ZL.

Botes Pneumáticos com capacidade para 12 militares armados e equipados, equipados com motores de popa de 45hp e 55HP, são responsáveis por resgatar os saltadores e conduzi-los para a Zona de Reunião (Z Reu). Vale lembrar que todos os meios aquáticos são operados por militares da 1ª Cia E Cmb Pqdt.

Os botes serão transportados pelas viaturas e reboques orgânicos da 1ª Cia E Cmb Pqdt até as proximidades da ZL. Utilizando aeronaves para o transporte e lançamento dos botes diretamente na ZL, devido às restrições de meios, a quantidade é reduzida. Esta capacidade de preparo e lançamento pesado é inerente dos militares integrantes do BDOMPSA.

EXECUÇÃO

Na fase de execução, a 1ª Cia E Cmb Pqdt é responsável por operar os meios aquáticos envolvidos na operação. Militares qualificados a operarem os botes exercem fundamental papel para o cumprimento da missão. Eles darão o suporte necessário para que a equipe precursora cumpra com sua função.

Durante a amerrissagem dos saltadores a tripulação deverá resgatá-los e conduzir até as proximidades da margem para que os paraquedistas possam se reorganizar. Nessa fase os botes mobíliam diferentes equipes para o cumprimento da missão tais quais, equipe do centro de controle de reorganização (CCR), equipe de saúde, apoio de engenheiros e mergulhadores, segurança e comando e controle.

Os demais auxiliam na reorganização da tropa, realizando tarefas de resgate de saltadores e recolhimento de paraquedas.

Durante a Operação biguá que é realizada na localidade de Sahy, no litoral sul do estado do Rio de janeiro, cada bote foi responsável pelo resgate de um saltador, por cada passagem da aeronave na ZL.

O limitador de saltadores nessa ZL foram a quantidade de botes disponíveis para resgate, que no caso eram 10 botes. Assim as equipes de lançamento, por imposição de meios náuticos, eram compostas de 10 militares. A aeronave nesse caso era o C-130 Hércules, com capacidade para 64 saltadores armados e equipados. Com isso para lançar todos os saltadores eram necessárias 7 passagens pela ZL.

Diante do exposto, seria possível, para otimizar os meios náuticos, e, por conseguinte reduzir a quantidade de passagens da aeronave pela ZL, expondo-a o menos possível, que cada bote resgatasse mais de um paraquedista? De acordo com o previsto em Ordem de Operações de uma Força-Tarefa, durante a fase de planejamento de uma operação Aeroterrestre que envolva salto em massa d’àgua, uma série de requisitos e preparações devem ser atentadas pelos militares que a irão compor.

Na ordem de Instrução N° 005 de fevereiro de 2019, do 27º BI Pqdt que trata sobre a FT Biguá 2019, fora confeccionado o anexo ‘A’ que versa sobre o programa de adestramento. Nesse documento uma série de requisitos devem ser atendidos, e para que o sejam testes são realizados pela tropa. Tais como são elencados:

  • Natação utilitária de 100m sem limite de tempo; e
  • Flutuação de 10 minutos.

Para a natação utilitária existem as seguintes condicionantes:

  • A prova poderá ser realizada em qualquer meio aquático, preferencialmente sem correnteza, sem limite de tempo;
  • O militar deverá nadar cem metros, em qualquer estilo, não sendo permitido o nado submerso (quando o militar permanecer mais de cinco segundos com a cabeça abaixo da linha d’agua), partindo da posição de pé ou de flutuação natural, sem impulso, não podendo apoiar-se em qualquer auxilio para flutuação;
  • Caso o militar não consiga nadar no tempo previsto ou a distância prevista, deverão ser registrados o seu tempo de realização e a distância percorrida, conforme os itens anteriores; e
  • A prova será realizada com uniforme 9º B2(Operacional), sem cobertura.

Já a atividade de flutuação é realizada nas seguintes condições:

  • A prova poderá ser realizada em qualquer meio aquático, preferencialmente sem correnteza, em um tempo de dez minutos;
  • O militar deverá manter o corpo na vertical (caracterizado por não haver afloramento de barriga, nádegas, cintura, pernas e pés) e não poderá apoiar-se em qualquer auxílio (de flutuação ou bordas da piscina) durante a prova. Para tal, a área de flutuação deverá ser balizada por cordas de nylon e/ou raias, que não deverão ser tocadas (apoiada) pelo militar durante a realização da prova;
  • A contagem do tempo terá início com o militar na posição de pé ou de flutuação natural;
  • Caso o militar não consiga flutuar o tempo previsto, ainda assim deverá ser registrado o seu tempo de realização, conforme os itens anteriores; e
  • A prova será realizada com uniforme 9º B2 (Operacional) sem cobertura e relógio.

Tais atividades precedem a Operação propriamente dita. Nesse momento é realizado um nivelamento da tropa, de forma a assegurar que todos estejam em condições de atingir os padrões necessários.

Uma vez realizado o nivelamento da tropa nos requisitos necessário à para a atividade de salto em massa d’água, isto estabelece que todos deverão estar em plenas condições de prover a própria flutuabilidade na ZL aquática. Soma-se a isso, que nas condições de execução é ´previsto a utilização de coletes salva-vidas e ou roupa Neoprene.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do que foi proposto para este trabalho, qual seja obter um produto final que auxilie no planejamento de meios de engenharia a serem empregados nas Operações Aeroterrestres da Brigada de Infantaria Paraquedista que envolva salto em massa d’água, bem como otimizar os meios para que se tenha o máximo de paraquedistas resgatados e reorganizados, podemos concluir que é possível que, mesmo com os meios de engenharia reduzidos, aumentar a quantidade de militares resgatados por cada bote.

A preparação técnica na qual os militares envolvidos são submetidos habilita-os a permanecer por mais tempo na água aguardando o resgate pelo bote de reorganização. Acrescenta-se a isso que nas condições de execução cada militar deve portar colete flutuante, ou roupa de Neoprene, o que possibilita o aumento de tempo de flutuação. Com isso otimizamos o emprego dos meios náuticos.

Vale salientar que o objetivo fim desse tipo de operação é habilitar a Brigada de Infantaria Paraquedista a ser empregada em qualquer parte do território nacional, devendo ser desdobrada no menor espaço de tempo. Levamos em consideração os aspectos planimétricos e hidrográficos da região amazônica, na qual os cursos d’águas de grande vulto, tais como o rio negro e o rio Solimões seriam, numa hipótese de emprego, consideradas para possível zona de lançamento.

Nessas condicionantes é imperativo à 1ª Cia E Cmb Pqdt ter a capacidade de apoiar a Bda Inf Pqdt com material e pessoal qualificado… Por fim, vale ressaltar que a relevância do estudo se dá no sentido de desenvolver e aperfeiçoar a capacidade da Brigada de Infantaria Pára-quedista de executar saltos em Zona de lançamento aquática para atuar de forma estratégica no território nacional, mais precisamente na região amazônica, onde se localiza as potenciais zonas de lançamento aquática.

  • Nota da Redação: O presente artigo é o Término de Conclusão de Curso (TCC) dos referidos autores, junto a Escola de Aperfeiçoamento de Oficias (EsAO), do Exército Brasileiro. 
  • Link para o original, Clique aqui

¹ Capitão da arma de Engenharia. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 2009.
² Capitão da arma de Engenharia. Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 2008. Mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO) em 2017.



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