A Evolução da Segurança Privada e dos Profissionais da Área – parte 2.

Segurança Privada no Brasil.

Desde sua criação o serviço de segurança privada vem acumulando algumas lendas e “istorias” que servem de justificativa ou justificar a falta de capacitação e treinamento dos profissionais.

As mais comuns e desabonadoras, ouvimos com certa frequência e de diversas fontes, inclusive de profissionais da área. “Também esperar o que de alguém com 4ª serie primaria?’ ou “Não tinha capacidade de ser policia e foi ser vigilante”. Estas frases demonstram duas situações:

1 – A autovalorização é fundamental seja na preservação da imagem como no profissionalismo apresentado pelo agente. Sem esta como cobrar da sociedade uma visão diferente, se alem de nunca sermos reconhecidos e  notados, quando o somos é por alguma falha grave que um de nos cometeu;

2 – Precisamos para ontem, começar uma campanha pessoal, em grupo, na empresa, nas escolas e nos órgãos de fiscalização, pedindo ou exigindo que sejamos melhor treinados, capacitados, remunerados e respeitados como pessoas e como classe.

Imaginem se o CREA, a OAB, o CFM ou outra instituição tão vital como a nossa deixa-se que seus profissionais fossem vistos com o descaso e desprezo que somos vistos, quem iria acreditar em um engenheiro num advogado ou em um medico? Estes últimos quem acreditaria no remédio que ele recomenda? Sabem por que estes são respeitados e tão fortemente defendidos pelas suas entidades de classe? Porque eles têm ENTIDADES DE CLASSE de verdade.

Uma pergunta, Qual é a nossa entidade de classe mesmo? Quem é por nos? Vendo por esta ótica, qual foi a ultimas vez que os senhores ou senhoras votaram ou foram consultados por seus sindicatos e ou representantes para escolher a tão falada representatividade necessária para começarmos a viver uma realidade mais digna e humana?

A valorização começa por nos mesmos, em ações, atos e palavras. Sem representatividade não somos nada alem de peões e descartáveis que são necessários porem facilmente substituídos ao menor sinal de “desconformidade” com as visões da empresa ou do contratante.

Fiz uma busca rápida na internet – “Entidade de classe dos vigilantes” não surgiu nada alem de informação sobre a CNV, sindicatos regionais e filiações a outros sindicatos.  Logo depois repeti a busca com as demais profissões citadas e adivinhem Elas existem e são estaduais e tem as nacionais ou federais. Pois é meus caros, ate quando seremos os Vigões analfas?

Tenho absoluta certeza que muitos dos que atuam nesta área hoje tem no mínimo segundo grau, faculdade, cursos a perder de vista e muito profissionalismo e ética. Porem existe o outro lado, o da informalidade e do jeitinho brasileiro, precisamos mudar esta realidade obscura e sermos fortes e muito bem representados.

Esta matéria parece repetição das palavras já ditas, mas o que falar a mais de uma situação que perdura há décadas sem uma solução ou vitoria real para todos nos? Por onde começar a evoluir e criar uma nova realidade para todos nos? REPRESENTAÇÃO POLITICA e SINDICAL de verdade e focada em nossas necessidades, não acredito e nem posso crer que dentre todos os sindicatos nenhum deles faça um bom trabalho neste sentido. Se houver um adoraria saber e divulgar o exemplo.

Coluna – Segurança em Foco.

Fiquem bem e seguros, Sou Alexandre Martins e nos falamos em breve.

SP, 07/08/2019 – 13:50hs

Fontes:

Fotos – Internet

Sites de Interesse:

Policia Federal:

Câmara dos Deputados:

Senado da Republica:

CNGS:

SESVESP:

ABSEG:

JusBrasil



14 COMENTÁRIOS

  1. É realmente é uma classe pra lá de esquecida, são subjugados por suas ações no cumprimentos do seu dever que seria zelar pelo patrimônio ou transportar com segurança, mas a população assim como os poderes não os vê como trabalhadores de respeito, que saem todos os dias de suas casas, de suas família, para proporcionar a segurança de outros, e ainda tem que ouvir asneiras de alguns que se acham superiores a ele, mas pergunta se ele teria coragem de estar ali no lugar dele.

    • Saudações Caro Jeisson

      Nossa classe é realmente relegada a um plano muito sem relevância. Porem cabe a nos os profissionais da área valorizá-la com nossos ato e ações. Sejam elas diretas durante o desempenho de nossas atribuições ou por meio da cobrança de nossos representantes. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

  2. Boa noite! Maurício de Niterói sou vigilante, graças a Deus conseguir terminar o meu ensino médio, e concordo com o comentário do guerreiro, realmente tem muitos vigs na informalidade tem muito mal o ensino fundamental, e ser vc for tentar convencer essa pessoa, dizendo que tem que melhorar fazer a diferença elas ficam indignadas e poderam dizendo que há eu não tenho muito estudo mas tenho experiência em vista de muitos, aí fica difícil enquanto o profissional da área de segurança, tiver essa mentalidade a categoria vai ficar sempre estaquinada ao fracasso e nunca vai ser levada a sério.

  3. Acho que nossa área não é mas valorizada. Por conta de não ter ensino fundamental completo. Por isso não tem como cobrar salários melhor . Pq nem mesmo estudo tem . Fica difícil deveria ter ensino médio completo. Para fazer se quer o curso . Essa é minha opinião ..

    • Saudações, Caro André

      Concordo com você. A especialização é necessária para a melhoria da classe, do profissional como tal e com pessoa. A exigência de ensino é algo; hoje, meramente no papel pois não todas mas a maioria das empresas só contratam profissionais com alto grau de conhecimento e as vezes este é m fator de seleção. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

  4. Falo tudo irmão, por se tratar de um curso que só estabeleceu a quarte série primeira , muitos nos julgam , nos vem como analfabetos , mas fiz o curso com pessoas que tinham até formação militar , pessoas com faculdades estavam lá Sargento da ESA , Bombeiros civis , Advogados ,
    Prof de Educação física , Enfermeiros e de más isso era só na minha turma , vai saber nas outras

    • Saudações, Caro Cleiton.

      As regras para aceitação no curso, hoje são diferentes das da contratação. A valorização dos profissionais deve ser feita não pelo nível educacional mas pela competência. Sem menosprezar as carreiras militares, mas ter sido militar não o torna melhor ou pior do que outros é apenas mais uma qualificação e uma vivencia que podem as vezes atrapalhar o serviço de segurança privada. Quanto as demais profissões, a necessidade obriga a todos e as vezes não deixa opção, e ai que os mais qualificados sentem na pele o que os mais antigos vigilantes sentem com relação a valorização. A diferença é que tirando a informalidade, somos regidos por estatuto federal e controlados pela PF. um PM ou PC não podem trabalhar legalmente como segurança sem o curso de vigilante e isto as vezes gera uma sensação de rebaixamento nos profissionais e o que deveria ser ao contrario. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

  5. Bom dia a todos acredito que os contratantes (clientes ) dessa classe tem que passar por um cursinho regido pela polícia federal para fazer conhecer os deveres dos profissionais desta ária tão honrosa.

    • Saudações, Caro Rudmack

      Os nossos clientes são o espelho do mercado e ainda das conseguencias de muitas décadas de informalidade e do ‘jeitinho Brasileiro” o que precisamos é de respeito e seriedade e sim, de mais fiscalização e controle aos contratos. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

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