A Evolução da Segurança Privada.

O Mercado e a realidade do Setor – parte 1.

Muito tenho escrito sobre a valorização e o aprimoramento dos profissionais da segurança privada no Brasil, incentivando e demonstrando que a evolução constante e periódica do profissional não é só um beneficio ao individuo no que se refere a carreira, mas também uma   necessidade para a empresa.

Do ponto de vista do profissional, a evolução da carreira pode propiciar melhorias reais no tocante a cargos e salários, levando o profissional a uma melhoria não só na área, mas também na vida pessoal. Do ponto de vista das empresas, mão de obra em constante evolução, propicia um ganho real na qualidade, técnica e desenvoltura ética e interpessoal do profissional e consequentemente da empresa na execução dos contratos.

Sabendo que a evolução deve ser uma constante, fica a pergunta: Como aprimorar em tempos de corte de custos, diminuição de pessoal, perda de contratos e diante de uma cultura onde aprimorar gera custos e não benefícios?

Por mais simples que a resposta possa parecer: “vamos esperar melhorar e dai vemos no que dá”, e outras do tipo. Existe uma parcela pequena de empresas e profissionais que não enxergam assim. A pergunta que se deve fazer é como num mercado em expansão constante mediante a necessidade constante de segurança para a população, empresas e afins, existam empresas que estão cortando pessoal e ate fechando, o que está errado?

É sabido que o contratante; seja ele quem for, procura infelizmente preço e depois qualidade, ou procura o preço e exige qualidade porem não remunera o contrato de acordo com a exigência e às vezes ate com a necessidade do mesmo. Diante disto abre-se um sub-mercado de empresas de temporada e muitas fora dos parâmetros legais e ate na informalidade.

A evolução custa caro e não deve ser vista como um custo a mais e sim como uma ferramenta de evolução. O mercado deve olhar para segurança privada não como um custo e sim como uma forma de evitar custos. Mas como realizar este milagre em tempos de crise?

O profissional da segurança na forma atual faz sua evolução mínima durante as reciclagens obrigatórias que pouco agregam ao já comum e pouco valorizado currículo do mesmo, muitas vezes este tendo que arcar com os custos destes treinamentos na forma de desconto de dias parados quando não pela própria reciclagem e pelos dias parados. Informação este coletada de profissionais a área. O que não me surpreenderia se fosse comprovada a realidade dos fatos em algum contrato ou empresa.

As empresas; salvo raríssimas exceções, não proporcionam cursos ou apoio aos mesmos para seus profissionais, mesmo que um grupos seletos deles. E quando o fazem fornecem a própria reciclagem aos profissionais e usa este obrigatoriedade como um investimento constante na qualidade quando na realidade esta meramente atendendo as regras legais sem prejuízos aos seus quadros e horários que por muitas vezes a tal melhoria e fornecida com a condição de ser realizada em horário de folga e banco de horas.

Mas existe um porque nestas atitudes das empresas, contenção de custos e controle de perdas. O grande numero e tipos de empresas levam muitas a controlar o RH e o operacional de forma incorreta. pois disputar mercado com empresas que não tem custos similares é o que chamamos de concorrência desleal, empresas de segmentos diversos e diferentes ao da segurança por vezes disposnibilizam a outras empresas e condomínios, segurança patrimonial agregada aos seus contratos, visando unificar e baratear os custos para si mesma e ao contratante deixando sua proposta por vezes mais vantajosa e atrativa ao cliente que em contra partida enxerga nesta manobra uma forma de economia.

Os riscos e irregularidades destas formas de economia vão ser observada e cobrada quando de um fato atípico que surja no decorrer deste contrato e que venha a expor ambas as partes e deixar o elemento humano da equação totalmente a mercê da sorte e da bondade dos marginais. Após o fato quem paga o custo real da economia gerada?

Por meio desta visão é lógico e claro como água que o custo inicial de uma boa estrutura operacional, treinada, capacitada e motivada, faria a total diferença para ambas a partes. Pois é como um seguro de vida, contratamos para nunca precisar usar, estamos certos que estamos respaldados e a nossos entes queridos que existe um apoio real e não uma falsa sensação de segurança que cai por terra ao menor tremor de perigo.

O que tudo isto tem a ver com segurança e evolução? Tudo. Como obrigar o mercado a ser mais correto e se adequar a legalidade? Fiscalizando, denunciando aos órgãos competentes, obrigando as empresas a enxergar que segurança não é custo e sim investimento.

Coluna – Segurança em Foco.

Fiquem bem e seguros, Sou Alexandre Martins e nos falamos em breve.

SP, 03/07/2019 – 15:50hs

Fontes:

Fotos – Internet

 

Sites de Interesse:

Policia Federal:

Câmara dos Deputados:

Senado da Republica:

CNGS:

SESVESP:

ABSEG:

JusBrasil.

11 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente nós da segurança privada aqui em santos sp e tenho certeza que quase todo o Brasil somos explorados financeiramente por sindicatos de corruptos e infelizmente não temos a quem recorrer..será que é certo um vigilante arriscar sua vida por 1.500 reais no mês enquanto sindicatos ganham milhões das empresas para barrar aumentos reais nos nossos salários..espero que a categoria se una nacionalmente só assim podemos melhorar nossa situação que é lamentável..!!!

    • Ola Marcelo

      Agradeço seu comentário e interesse. Esta é uma situação que escuto com frequência e de tanto ouvir já acho que é uma regra, infelizmente, tenho dito e repito precisamos de representatividade efetiva de pessoas de nossa área ou seja vigilantes tem que ser representados por vigilantes por vigilantes digamos assim, trabalhar para sustentar sindicatos e associações não leva a nada de concreto para nossa carreira. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

  2. Pra evoluir de verdade ..o piso nacional deve ser aprovado urgente….pois de obrigações e deveres estamos até o pescoço…e além dum salário digno e decente ..um plano de saúde… pois estamos abandonados a esses hospitais públicos podres… evolução começa por aí …

    • Agradeço seu comentário e interesse. Eu pessoalmente concordo com você, precisamos de apoio e reconhecimento por meio de cargos e salários mais dignos e que os demais benefícios; já comuns a outras categorias, sejam estendidos a nossa. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

  3. Também acho que a valorização do profissional devia ser na escolha do trabalhador se ele é ou não bem preparado para exercerem um cargo de acordo com seu nível de escolaridade so ai poderemos falar de um salaa nível nacional que infelizmente no momento não seria possivel. Tenho 23 anos na profissão, e ja trabalhei em algumas empresas, em alguns postos e vejo muitos companheiros que pararam no tempo, muitos não tem ensino fundamental, não sabem anotar um livro de ocorrência corretamente com muitos erros ortográficos, muitos tem vicios como fumar em ambientes de trabalho, faltam um bom curso de informática , ter CNH categoria A e B ter o 2 grau . Aqui em Fortaleza ja tem muitas firmas que se não tiverem o 2 grau ,não recebi mais currículo, então amigos vigilantes, se querem melhorar temos que nos qualificar. Então é isso, paz pra todos .

    • Ola Claudio

      Agradeço seu comentário e interesse. Exatamente isto que tenho falado, a autovalorização é o primeiro passo para a melhoria coletiva, porem esta melhoria tem que partir de cada um com certeza e as exigências do mercado só tendem a aumentar com a inclusão de informatica e outros conhecimentos que já são realidade hoje. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

    • Muito bom Guerreiro. Mas o que andianta tem todos o resquesitos, o Brasil é a polícia federal. Nao RESPEITA os nossos direitos. Tem VIGILANTE que não te 2grau MAS é um grande profissional.

  4. A nossa profissão infelizmente está acabando muitos postos estão tirando vifilante e colocando porteiro. , controlador de acesso e em alguns postos o vigilante tem ser multiuso fazer abastecimento de caminhões eu mesmo já fui obrigado a fazer sobre ameaça de ser demitido a minha então demita mas não aconteceu que não são pertinentes a função e ainda somos ameaçados se não o fizer

    • Ola Marcos

      É o que eu tenho lutado para que a categoria se conscientize. Precisamos de uma representação forte tanto na Câmara como no Senado. Precisamos escolher estes indivíduos e colocá-los lá pois temos força para tanto. Não acredito em votar em outras classes par anos representar pois como o próprio nome diz é outra classe laboral. Precisamos da representantes; não só um, mas vários, de nossa classe que entenda e já tenha passado pelo que passamos. Assim teremos voz e força. O primeiro passo seria a eleição de nossos sindicatos e representantes. Continue acompanhando as próximas publicações onde irei aprofundar mais no nosso universo. Fique bem e seguro.

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