A Segurança e Defesa do Ciberespaço aéreo Brasileiro frente a projeção da 5ª Geração de Guerra.

 

 

 

Ocorrendo em modalidade interativa online, (De 13/10 a 12/11/2020) com a realização da UNIFA (Universidade da Força Aérea) e o suporte de transmissão da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o II Seminário de Segurança e Defesa Cibernética- Os desafios da defesa cibernética na projeção espacial brasileira. Apresenta tema de total relevância e pioneirismo na fundamental mudança dos aspectos Geopolíticos Estratégicos na tratativa dos novos desafios do Ciberespaço frente as ameaças invisíveis a olhos leigos, porém catastróficas no âmbito exponencial de defesa estratégica em política de Estado Soberano, que são a marca registrada da “5ª GERAÇÃO DE GUERRA” ou “GUERRA HYBRIDA”, neste artigo, focados no aspecto de cenário espacial extraterritorial e Ciberespaço.

    (www.fab.mil.br)

Tal importância fundamental é dissertada no programa Estratégico dos Sistemas Espaciais (PESE), amparado e fundamentado ainda na forma da edição do documento da Estratégia Nacional de Defesa (END), na versão do documento editada ainda em 2008 pelo Ministério da Defesa. Onde ocorreu o inovador voltar de foco e interesse do sistema espacial, representados pelo Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), à época, prevendo a necessidade da Força Aérea Brasileira em engajamento e adaptação ao “novo” cenário que se formava perante a exploração do Ciberespaço, lincando os setores de atividade Nuclear e Estratégico Espacial Orbital; A comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), criada em 2012, atualmente coordenada pelo CMT. Brigadeiro do Ar José Vagner Vital (função de Vice Presidência), cujo foco prevê a defesa de todos os interesses espaciais elencados no PESE, vinculados e alinhados as prioridades do Plano Nacional de Defesa (PND), que traduz a inclusão de seus elementos orbitais e relativos a infraestrutura de acordo com a Diretriz Ministerial nº 14/2009; (Atribuindo ao Comando da Aeronáutica a responsabilidade sobre o Setor Espacial Brasileiro).

(www.fab.mil.br)

Cabe ressaltar que o Brasil é signatário sobre princípios reguladores das atividades dos Estados soberanos na exploração e utilização do espaço sideral, incluindo a Lua e outros corpos celestes, tal carta determina a base da lei espacial internacional (Diretriz 64.362), citando o artigo 4º, da referida que define: “O espaço deve ser utilizado para fins pacíficos, uso não agressivo e utilizado para AUTO-DEFESA”.

A FAB, atualmente é referência no emprego de frotas de satélites, através da representação do Centro de Operações Espaciais (COPE), este com sede em duas bases fundamentais: Brasília e Rio de janeiro (COPE-S), esta estrutura conta ainda com a parceria do ITA, no que tange a parte de formação profissional, apoio e suporte técnico para o PESE.
Uma das premissas básicas é do uso dual da tecnologia ciberespacial para fins de atividades de defesa e igualmente atividades civis de Governo regulamentados pelo referido programa.

(www.fab.mil.br)

As atividades desenvolvidas no COPE, tem a tradição de pioneirismo no estudo e aplicações de “Gateways” , inclusive tendo papel fundamental desenvolvido e apresentado nas Olímpiadas de 2016, nas então, instalações provisórias de “Núcleos” provisórios de controles de sistemas cibernético espacial, o que contribuiu exitosamente na fundação atual das bases do COPE.
O marco fenomenal que foi o “divisor de águas  no rumo da expansão do controle aero espacial, orbital e ciberespacial, o embrionário núcleo de controle de carga útil do satélite Israelense “EROS B”, que com eficiência máxima em dado evento (Olímpiadas de 2016) , após o COPE obter pleno domínio e controle das funções do EROS B e igualmente o satélite “ICE I”, ambos de cargas úteis orbitais baixas, contribuiu para a evolução do programa COPE-FAB, que foram gradativamente contínuas no avanço de operações expandindo inclusive ao controle e lançamento de satélites geoestacionários utilizados principalmente para a defesa e comunicação estratégica com capacidade à 36.000km de alcance, prevendo emissões em Banda- “X” para uso de comunicação Militar e Banda “K A”, para uso de aplicações civis, isto referente em otimização, para fins de propagação e difusão de internet para o Governo.

(www.fab.mil.br)

Em 2020 a FAB conjuntamente com a Marinha do Brasil em operações conjuntas de estações de rádio transmissores trabalhando aproximados aos modus operandis do CENSIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia, integrado para gerar conhecimento e informações atualizadas para articulação, planejamento e coordenação de ações Globais de Governo na Amazônia Legal Brasileira), com foco em produção ótica de imagens de satélites para defesa georreferenciada de comunicação de órbita baixa, em apoio ao Sistema Conjunto de Proteção de Fronteiras (SISFRON); Demonstrando adequação nas operações de poder de comunicação e integração de rede de transmissão de informações, incluindo criptografias em detrimento a iminentes ameaças de guerra híbrida e seu desdobramento de monitoração em campo de forma e postura preventiva de vigilância. Contando com uma excelente frota, composta de satélites de orbitação baixa operativos, tais quais: SGDR (pertencente a classe “CALIDRIS”, alusão a um pássaro brasileiro em latim), modelos “ATTICORA-1” (constelação de satélites de órbita baixa de comunicação), modelos “CARPONIS” (satélites de observações de imagens de órbita baixa), cada sistema com emprego de SGDC, satélites de classe Geoestacionário de comunicações e as aplicações de conceito de multimissão, com uso de tecnologia nano, micro e pico satélites, denominados DESONIA (Satélite de Sistema Radar).

(www.fab.mil.br)

A tecnologia da indústria 4.0 frente as ciber ameaças.
Atualmente a maior finalidade da integração do denominado “New Space”, objetiva para que se possa gerar sinergia governamental de implementação de defesa aeroespacial.
Atualmente este setor é exponencial em crescimento contínuo, com números representativos comparados a 3 anos passados, onde existiam 1900 satélite em órbita, já em 2020 existem 5000 satélites orbitantes, e com previsão de curto a médio prazo, o número dobrar para 10.000.
Empresas privadas internacionais, como a americana Space X e seu projeto denominado “Starlinks”, possuem uma plataforma de baixo custo que já alcança a frota de 42.000 satélites orbitantes e com a promessa de até o final do ano o lançamento de mais 80 deles. Em detrimento temos a Canadense TeleSat com 400 satélites orbitantes, e a Argentina Satelogica “Arsat” representando o cone Sul, em gráficos crescentes, com 16 satélites orbitantes. Desta forma a demonstração do cluster privado e público de investimento tecnológico nos alerta para o avanço do avizinhamento em competição de mercado em curva ascendente exponencial e nos incentiva a parcerias em nosso continente.(www.fab.mil.br)

Segundo o Dr. Roberto Gallo (CEO da empresa de criptografia, “Criptus”), as atuais ameaças cibernéticas, seja em ambientes militares, quanto em ambientes civis, se direcionam ao domínio remoto de satélites e sabotagens, tal qual o exemplo do famoso caso de emprego estratégico de interrupção de comunicação em escala global de acesso a rede e sinais de comunicação, empregando diferentes meios táticos de ataques hackers e crakers de forma direta de invasão sistêmica, assim como o citado caso de 1998 onde sob ataque de “brut force” um satélite emissor de comunicação via raio “X”, sofreu disruptura de comunicação sendo controlado e redirecionado em rota de fronte ao sol, seguidamente carbonizado.
Tais assaltos táticos devem se através de infecções de códigos fonte maliciosos, técnicas de interceptações de software engeneering, ransomeware e até mesmo ataques de base, como Peaneaples, devido a fragilidade da estrutura inicial de escopo do projeto de software e linguagens de programações de sistemas, que na maioria das vezes se utilizando de código fontes abertos e disponíveis a público expostos em rede, ou protocolos de códigos antigos já “expotados” (Spoilled).
Desta maneira, comprometendo toda a estrutura avançada de segurança orgânica do projeto, falhando na base da pirâmide por não passar na adequação de auditoria de Compliance com foco em safety and security adequados, gerando uma verdadeira exposição de dados de REPS e RFIDS, cujo protocolos já existem, e ou, não são readaptados em reescritura de “script shell”, ou o mais indicado, uma nova escritura sobre bases e adequadamente criptografados, tomando o devido cuidado de classificação de acessos a chaves assimétricas. Tornando assim, o maior risco a fragilidade de construção do projeto para defesa cibernética.
Outro dado importante, porém ainda tímido em nosso país, cabe ressaltar, o poder do ataque de hibridismo, chamando atenção, para oque o Centro de Inteligência cibernética da Marinha denomina de “Operador Centaurus”, (uma alusão ao monstro mitológico grego meio homem meio cavalo, cujo referencia-se a ligação do operador de inteligência de campo interligado a software e IA), chamando atenção para os operadores de RED TEAM, que são especializados em inteligência de HUMAN HACKING, também conhecidos como “Ghosts” (homens fantasmas), por sua capacidade de penetração física, espionagem, sabotagem, dissimulação, entrevista e leitura corporal por antecipação de inteligência de brut force físico e ataques mimetizados, para romper a cadeia logística de segurança de bases, projetos e até mesmo acessar áreas sensíveis e capturar dados comprometedores e chaves de projetos.

(www.fab.mil.br)

Desta forma este estudo aponta como solução, um maior investimento em capacitação, recrutamento e treinamento de material humano especializado em ciber segurança e inteligência tática operacional, seja em homens de campo de Red Team com foco em Antifraude e operadores de mesa de Offensive Security, conjuntamente com a funcionalidade de engenheiros de software dispostos a criar “scripts exclusivos” para a operacionalização do sistema de comunicação orbital de satélites.(www.fab.mil.br)

Concluindo assim, um grande avanço neste seminário em demonstrar a importância do investimento de cibercultura, seja por meio de grandes projetos como por exemplo a “Dimensão 22”, cujo o lema é: Controlar, defender e integrar, (correspondendo excelente projeto de programa de exploração de 3ª dimensão, cujo o controle de monitoramento de defesa físico, aéreo e cibernético integrados, que alcançam aproximadamente 22.000.000 km2 em monitoramento e atuação continua).



Receba nossas notícias em tempo real nos seguindo pelos aplicativos de mensagem abaixo:

Assine nossa Newsletter


Receba todo final de tarde as últimas notícias do DefesaTV em seu e-mail, é de graça!

Assista nosso último episódio: