Segundo historiador, a Vista Chinesa foi a primeira boca de fumo do Rio de Janeiro

Foto: Augusto Malta. Vista Chinesa em 1906. 3 anos após inauguração.

Segundo o historiador Milton Teixeira, o imperador dom Pedro II pediu à China que enviasse ao Brasil especialistas para plantarem chá no Jardim Botânico. Isso no final do século 19. Mas o imperador foi enganado. Os 300 mandarins enviados não eram plantadores, mas bandidos.

Em vez dos portugueses mandarem vir agricultores especializados da China, vieram, sim, bandidos das prisões de Macau. Eles não plantavam quase nada, vendiam as mudas e sementes como camelôs pelas ruas da cidade e, com o dinheiro arrecadado, compravam ópio nas boticas, o qual fumavam no rancho onde dormiam no Alto da Boa Vista.

Os portugueses não entendiam porque esses chineses ficavam horas e horas a fio sentados ao chão, lá no Alto da Boa Vista, com aquele cachimbo enorme na boca, olhando para a paisagem. Pensavam que eles ficavam ali admirando a beleza do lugar e, por esse motivo, batizaram o rancho onde viviam como “Vista dos Chins”, ou Vista Chinesa, nome que pegou e foi dado à primeira “boca-de-fumo” do Rio de Janeiro.

Baseado na história do local, o Prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos, em seu programa de embelezamento da cidade, no início do século XX, resolveu construir, em uma das curvas da Estada D. Castorina, um pavilhão que homenageasse os antigos colonos chineses. O pavilhão foi projetado por Luis Rey e concebido em argamassa na forma de bambu. O mirante foi inaugurado em 12/10/1903.

Fonte: O Passado do Rio, por Lourenço Guimarães Lelo



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