Acompanhamento do Incidente com o FPSO “Cidade do Rio de Janeiro”

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FPSO "Cidade do Rio de Janeiro". Imagem via ANP/Petrobras

A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1º Distrito Naval e da Delegacia da Capitaniados Portos em Macaé (DelMacae), informa que tomou conhecimento, na noite de sexta-feira (23),da existência de falhas estruturais no casco da Plataforma “FPSO Cidade do Rio de Janeiro”.A MB acompanha o caso, e, desde o último dia 26, faz parte de um gabinete de crise para fiscalizaro andamento das ações adotadas após o vazamento de óleo ocorrido na Bacia de Campos (RJ).A Marinha esclarece ainda que, até o momento, não há riscos à navegação nas proximidades da região afetada e que instaurou Inquérito Administrativo para apurar as causas e responsabilidades do ocorrido.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) criou uma sala de crise em conjunto com o Ibama e a Marinha para fiscalizar as ações tomadas pela Petrobras para reduzir os impactos com o incidente causado durante o descomissionamento do FPSO CIdade do Rio de Janeiro, afretado com a Modec, e que está instalado no campo de Espadarte, na Bacia de Campos. A ANP informou nesta terça (27) que a plataforma será deslocada para reparos em um estaleiro. O FPSO Cidade do Rio de Janeiro não produz há mais de um ano.

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De acordo com a agência, sete embarcações de combate à poluição e quatro barcos de apoio estão na região para ajudar na dispersão do óleo que vazou para o mar. Uma mancha de óleo de 6,6 mil litros de petróleo foi identificada no último sobrevoo, realizado às 15:30 de ontem (26).

“Os técnicos que trabalhavam no local deixaram a unidade, e empresa especializada em estabilidade de embarcações está avaliando a situação. O FPSO deve ser movimentado para a realização dos reparos em estaleiro”, afirma a agência em nota.

O FPSO Cidade do Rio de Janeiro, que se encontra no Campo de Espadarte, Bacia de Campos, está em fase de descomissionamento e realizava a desconexão dos risers, quando foi identificada falha estrutural (trincas) no casco da unidade, no dia 23/08.

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A unidade apresenta uma inclinação reduzida (12º) e um dano no casco de 25 x 3m de extensão. A empresa contratada para estabilizar a unidade e controlar a emergência está realizando a preparação para (i) reduzir o inventário de 450 m3 de óleo diesel, armazenado em tanque não afetado pelo dano, e de 169m3 de borra oleosa; (ii) aliviar a tensão do sistema de ancoragem, para reduzir esforços estruturais e (iii) realizar a desconexão imediata dos risers remanescentes, para movimentação da unidade.

No último sobrevôo, realizado às 15:05 desta terça-feira, 27/08/2019, no entorno do FPSO Cidade do Rio de Janeiro, foram estimados 420 litros (0,42 m3) de água oleosa no mar. No momento, há 10 embarcações de apoio e de combate à poluição na região.

A ANP, em conjunto com a Marinha e IBAMA, permanece monitorando a resposta à emergência na sala de crise instituída para tal fim, acompanhando as ações adotadas pela Petrobras para mitigação dos possíveis impactos.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Comando do 1º Distrito Naval, http://www.anp.gov.br/noticias/5330-acompanhamento-incidente-fpso-rj

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