Administração Federal de Aviação espera mais detalhes para autorizar retorno dos voos do 737 MAX

Vista aérea do aeroporto Moses Lake, em Washington, mostrando várias unidades do Boeing 737 MAX, cujos voos estão suspensos. 16/9/2019. REUTERS/Lindsey Wasson

A empresa Boeing possui ainda uma série de passos que devem ser cumpridos antes de poder se retomar os voos da aeronave 737 MAX, incluindo o envio da versão pré-produção de uma atualização de software do avião, afirmou o presidente da Administração Federal de Aviação (FAA), Steve Dickson, nesta sexta-feira (20).

Dickson reuniu-se com executivos da empresa na quinta-feira (19) e testou o software atualizado para resolver problema no sistema anti stall em um simulador. Na próxima semana, ele se reunirá com cerca de 50 autoridades de aviação em Montreal para discutir o caso do avião, que teve os voos suspensos em março, após duas quedas em intervalo de meses que mataram centenas de pessoas.

A FAA esta avaliando as mudanças no software há meses e continua sem ter certeza quando a Boeing poderá fazer um voo de teste de certificação, um passo necessário antes que o avião mais vendido da companhia possa voar de novo.

“Eu não vou liberar o avião até que esteja pessoalmente satisfeito”, disse Dickson, falando à Reuters por telefone. Algumas autoridades governamentais afirmaram que não acreditam que a Boeing conseguirá fazer o voo de certificação até pelo menos meados de outubro.

A Boeing tem repetidamente afirmado que espera que os voos do avião sejam retomados no início do quarto trimestre. A companhia reiterou na quinta-feira que continua “comprometida em trabalhar em colaboração” com a FAA e outros reguladores.

A FAA ainda precisa ver “a descrição final do sistema” (um documento de 500 páginas que trata da arquitetura do sistema de controle de voo) e “das mudanças que eles fizeram”, disse Dickson, acrescentando que as mudanças de software precisam estar em estado de “pré-produção” e não numa “versão beta”.

Assim que a descrição do sistema for concluída, a FAA vai trabalhar com a Boeing para desenvolver a “análise integrada do sistema de segurança”, um passo que vai levar vários dias para ser completado. A partir daí a FAA vai para a próxima fase – cenários do fluxo de gestão do piloto.

Assim que isso acontecer, a agência poderá “estar muito mais perto de estimar um prazo para quando o voo de certificação vai ocorrer”. A FAA planeja receber colaborações de reguladores internacionais da Europa, Canadá e do Brasil, onde o maior cliente do 737 MAX é a companhia aérea Gol.

  • Com agências internacionais


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