Aeronaves chinesas ajudam manter a Aviación Militar Bolivariana voando

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A Aviación Militar Bolivariana (AMB) possui 23 aeronaves K-8W Karakorum, que foram compradas junto à China entre 2010 e 2012. Uma das aeronaves fora perdida durante voo de treinamento. O último lote contendo nove aeronaves, fora recebido há três anos, em 2016.

Segundo informe do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o contrato bateu na faixa dos US$ 82 milhões. Cada aeronave, com suprimentos e logística, teria saído por apenas US$ 3,4 milhões em um mercado onde os concorrentes de entrada custam, sem peças, sem armas nem componentes de reposição, a partir de US$ 9,5 milhões.

O Karakorum (Nome da cidade que foi capital do Império Mongol no século XIII, durante 30 anos, e da Dinastia do Yuan do Norte – Mongólia pós-imperial, nos séculos XIV e XV), é produzido pela empresa Hongdu Corporation, e é utilizado em 15 países.

Pequeno e leve

O batismo de fogo do K-8W foi em Mianmar. Dois dias de ações aéreas no território, contraposições da etnia Kachin, em dezembro de 2012 e janeiro de 2013, destruíram três centros de comando, controle e comunicações dos rebeldes, mais depósitos de armas e uma estação de distribuição de energia.

O K-8W é uma aeronave de dimensões pequenas (mede 11,6 metros) , e leve, pesa cerca de 4,3 toneladas com carga máxima – uma tonelada de armamento externo, mais um canhão de 23 mm. Opera à até 13 mil metros e tem alcance no limite de 2,3 mil km. Voa a 800 km/hora.

As capacidades acrobáticas em alta velocidade a baixa altura são fundamentais para atacar tropas no chão e atingir objetivos em meio a ambientes desfavoráveis, como os cenários de selva ou nas zonas urbanas de alta densidade de ocupação.

O modelo é também empregado como aeronave de treinamento. O segundo assento, do instrutor, pode ser convertido em posição de um oficial de armas nas missões especializadas – ataques com bombas inteligentes, por exemplo.

Segundo agências de Inteligência estrangeiras, há um mês os 23 caças bombardeiro K-8W estão passando por revisão técnica na base de El Libertador, no Estado de Aragua. A AMB teria recebido farto material para esse procedimento há um mês.

Antes disso havia 17 aeronaves operacionais, sendo que algumas limitadas a voos diurnos. A versão venezuelana do Karakorum usa sistemas digitais semelhantes aos encontrados em caças pesados, supersônicos. Melhor para pilotar, vantagem na precisão.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, em visita a Rússia no último dia 6, afirmou que o país está pronto para resistir no caso de um ataque militar dos EUA.

“Temos uma Força Armada, um povo, uma milícia nacional, que seria capaz não só de resistir e lutar, mas também de vencer e derrotar qualquer Exército”, alertou.

  • Com informações de agências de notícias internacionais

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