África do Sul: Exército é mobilizado contra gangues e tribos “BLM” que atacam cidadãos, saqueiam e destróem o comércio

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Imagens dos confrontos entre cidadãos organizados em milícias e gangues BLM nas ruas da Africa do Sul já causaram a mote de pelo menos 150 pessoas de acordo com relatos divulgados em redes sociais.

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Desde semana passada pequenos conflitos evoluíram para uma situação de rebelião nesse dia julho 13 , sendo já cinco dias de tumultos violentos em África do Sul, com pelo menos 72 pessoas mortas até agora. Fontes extra-oficiais avaliam pelo menos 150 mortos e milhares de feridos.

As multidões que estão promovendo toda a destruição e assassinatos são gangues de tribos nativas diversas, que declaram seguir a doutrina “BLM” sul-africana, os “Burn-loot-murders”, uma adaptação mais violênta do Black Lives Matters. Essas gangues exigem mais privilégios sociais e reivendicam a posse de territórios residenciais e comerciais dos cidadão brancos que ainda habitam algumas regiões da Africa do Sul, assim como a autonomia administrativa do governo, pois tencionam criar estados independentes.

Os saques e a violência continuam, apesar do presidente Cyril Ramaphosa enviar o exército para conter os distúrbios, pois as forças policiais não conseguem mais conter tantos revoltosos e até mesmo os bombeiros estão sendo atacados.

Imagens de extrêma violência mostram cidadãos brancos sendo atacados, agredidos violentamente e até mesmo sendo mortos. Em cenas mais absurdas, até mesmo policiais negros são vistos ajudando nos saques e nas agressões contra cidadãos brancos e também contra cidadãos negros que se recusaram a participar dos movimentos violêntos e depredações.

Autoridades de segurança disseram que o governo está trabalhando para conter a disseminação da violência e dos saques, que se espalharam da casa de Zuma na província de KwaZulu-Natal para a maior cidade do país, Joanesburgo, e a província de Gauteng, e para a cidade portuária de Durban, no Oceano Índico.

As forças armadas enviaram 2.500 militares para ajudar a polícia sobrecarregada. Mas esses números são ofuscados pela implantação de mais de 70.000 soldados para reforçar o bloqueio do coronavírus no ano passado, e apenas um punhado deles foi visto em alguns shopping centers.

De acordo com comunicado da Polícia Nacional:

“O número total de pessoas que perderam suas vidas desde o início desses protestos … subiu para 72”. A maioria das mortes ocorreu durante incidentes de saque de lojas e tentativas de invasão de propriedades”.

Os protestos que se seguiram à prisão do ex-líder Jacob Zuma por não comparecer a um inquérito de corrupção se transformaram em saques e uma manifestação de raiva geral sobre as dificuldades e a desigualdade que persistem 27 anos após o fim do apartheid e contra as restrições anti-covid.

Zuma, 79, foi condenado no final de junho por desafiar uma ordem do tribunal constitucional para prestar depoimento em um inquérito que investigava corrupção de alto nível durante seus nove anos no cargo até 2018.

A decisão de prendê-lo resultou de procedimentos legais vistos como um teste à capacidade da África do Sul pós-apartheid de fazer cumprir o Estado de Direito, inclusive contra políticos poderosos.

Há muitas piadas de que a África do Sul se transformou em algo saído de um filme de Mad Max, mas os paralelos são claros e bastante preocupantes.

Nas redes sociais, muitas imagens mostram a situação que mais se assemelha a uma guerra civil, pois os cidadãos somente conseguem se defender onde existem milícias organizadas:

  • Com informações France Inter, France 24, STF Anamysis & Intelligence, African News e redes sociais via redação Orbis Defense Europe.


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