Ala 10 promove especialização operacional a pilotos que iniciam voos solos de helicóptero

“A sensação é incrível, a gente vê que todo trabalho e esforço despendidos durante a instrução se realizam nesse voo solo”. A afirmação é do futuro piloto de combate da Força Aérea Brasileira (FAB), Aspirante a Oficial Aviador Daniel de Almeida Romani.

Ele foi um dos primeiros estagiários do Curso de Especialização Operacional da Aviação de Asas Rotativas (CEO-AR) a realizar o voo solo no helicóptero H-50 Esquilo. As missões tiveram início na última quinta-feira (02), na Ala 10, em Parnamirim (RN).

O Comandante do Esquadrão Gavião (1º/11º GAV), Tenente-Coronel Aviador Rodrigo Silva de Andrade, responsável pela especialização dos pilotos de asas rotativas da FAB, explica a importância dessa fase na instrução.

“O voo solo para o aspirante é o coroamento de todo o trabalho feito até agora no curso. A adaptação ao voo de helicóptero, com sua aerodinâmica diferenciada, e a conjunção de comandos para a execução dos exercícios exige que o piloto passe a ter que coordenar em três eixos em vez de dois”, diz. Ainda de acordo com o oficial, passar por toda a fase de adaptação diurna, realizar o voo pairado e dominar as emergências são passos para se estar apto ao voo solo e terminar a missão com êxito. “É uma importante marca, que confere ao aspirante a qualificação de piloto de helicóptero”, completa.

Outro militar que decolou no mesmo dia foi o Aspirante a Oficial Aviador Danilo Corrêa Alves da Silva. Após o briefing, ele foi autorizado pelo Comandante do Esquadrão Gavião a realizar a missão solo. Na sequência da inspeção externa da aeronave, o piloto tomou o assento no comando da máquina e, em minutos, já estava pilotando sem ninguém para validar seus comandos.

“Desde a AFA a gente vem sendo treinado para isso, mas é diferente, pelo gosto que a gente sente pela aeronave e pela aviação. O que mais me desafia é olhar para o lado e ver que não tem ninguém e que tudo depende de mim”, declarou o Aspirante Danilo. “O sentimento agora é de gratidão e de missão cumprida”, completou.

O Tenente-Coronel Andrade esclarece que, durante a vida operacional, os pilotos de helicóptero não realizam voos solos, mas precisam estar aptos a retornar sozinhos com a aeronave em caso de emergência.

“Nessa condição, esse é o único voo solo que ele fará na carreira inteira. É uma tradição e ao mesmo tempo um divisor de águas. Ele passa a ser considerado piloto da aeronave, não mais um aluno, e assume uma postura diferente, passa por várias provações até ter certeza de que ele escolheu a aviação correta”, pontua.

Ao final dos voos, os militares foram recepcionados pelo Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, que os entregou o distintivo da Aviação de Asas Rotativas. Os aspirantes também receberam o banho no tradicional batismo após a primeira experiência.

Crescimento profissional

O Comandante do Gavião acredita ser nítida a mudança de postura do estagiário após realizar o voo solo. “Quando ele consegue atingir esse nível, passa a ter mais iniciativa, a ser mais observador e a ter esmero com a sua execução em voo e toma para si a responsabilidade. De um modo geral, ele cresce profissionalmente”, opinou.

Apesar de ser um piloto ainda em formação, a experiência já entrou para as memórias do Aspirante Romani. “O momento mais marcante foi quando eu estava chegando na área de instrução, eu olhei para o lado e o Danilo também estava lá, dominando a máquina no voo pairado. Foi inesquecível para mim. Se um dia eu voltar para o Esquadrão Gavião para dar instrução eu vou lembrar desse momento, com certeza”, relata o aviador.

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  • Com informações do Cecomsaer, Fotos: Sargento Carlos Eduardo

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