ALA 2 se adéqua para receber os esquadrões do caça Gripen E e do KC-390

A ALA 2 (antiga Base Aérea de Anápolis), será a primeira unidade da Força Aérea Brasileira a receber as novas aeronaves tanto aguardada pela Força. Como parte preponderante deste processo de atualização da FAB, a base está passando por obras para sua adequação aos futuros esquadrões do caça Gripen E e do cargueiro KC-390.

A ALA 2 (antiga Base Aérea de Anápolis), será a primeira unidade da Força Aérea Brasileira a receber as novas aeronaves tanto aguardada pela Força. Como parte preponderante deste processo de atualização da FAB, a base está passando por obras para sua adequação aos futuros esquadrões do caça Gripen E e do cargueiro KC-390. Em 2014 o Governo Federal e o Ministério da Defesa fecharam um contrato para a compra de caças suecos Gripen série E. O protótipo do modelo já foi produzido, e passa por testes que contam com a participação de profissionais da Embraer, empresa que será a responsável pela construção de 15 unidades aqui no Brasil. O valor do contrato é de US$ 5,4 bilhões, que deve ser encerrado em 2024, ano de entrega da última aeronave.

De acordo com o Coronel Aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, comandante da ALA 2, a unidade possui uma localização privilegiada dentre as demais estratégicas do país, para a proteção nacional e a realização de missões em todas as regiões do país devido a sua proximidade com o centro do país. “Nós estamos nos preparando para receber dois projetos: de ampliação do pátio, da construção de hangar e da reforma das instalações, além de vários processos para receber esses novos aviões”, afirmou. Conforme informado pela Força Aérea, dos 36 caças já encomendados, 32 terão como destino a Ala 2, onde está o batalhão de defesa aérea.

A base ainda deverá de receber duas novas unidades do cargueiro KC-390, que está em fase final de desenvolvimento na Embraer. O modelo é um pedido da FAB para substituir os antigos Lockheed C-130 Hércules, e que estão em uso pela FAB desde a década de 1960.

A base ainda deverá de receber duas novas unidades do cargueiro KC-390, que está em fase final de desenvolvimento na Embraer. O modelo é um pedido da FAB para substituir os antigos Lockheed C-130 Hércules, e que estão em uso pela FAB desde a década de 1960. Os KC-390 estavam previstos para serem entregues este ano, mas a Embraer já confirmou que, devido a um incidente envolvendo a primeira unidade construída, a entrega será realizada somente no ano de vem. O KC-390 serie 001 sofreu um acidente durante um teste no interior de São Paulo e teve sérios danos estruturais. A campanha de testes do KC-390 já atingiu mais de 1.700 horas no final do último trimestre e a aeronave conta com um certificado “básico”. O objetivo principal é alcançar a capacidade operacional final em até dois anos.

No início desde ano, o Coronel Aviador Samir Mustafá, gerente do Programa na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), afirmou que as unidades ainda precisam passar por diversos testes antes da entrega firnal a Força Aérea. “As duas unidades vão ser entregues com capacidade inicial, com condições de cumprir variadas missões, como transporte logístico, lançamento de carga e paraquedistas, neste caso, tanto pela rampa traseira quanto pela porta”, completou.

Antigas aeronaves

Nos últimos anos o Brasil, passou a ter como principal ponto de defesa aérea os caças os caças F-5 M, já que os Mirage 2000, de produção francesa e comprados no final de 2004 foram aposentados em 2014, assim a principal defesa se tornou os F-5 M, que são mais lentos e com uma capacidade
menor de interceptação.


menor de interceptação.
Enquanto os caças F-5 M ainda continuam em operação, os Mirages foram desativados e muitos foram desmontados. Em dezembro de 2013, o último modelo em uso do Mirage, o de N.º 4948, foi aposentado e vou doado ao Museu Aeroespacial. Após mais de 10,6 mil h de voo no país, e já sucateado, sem munição e com um alto custo de manutenção, o caça partiu da Base Aérea de Anápolis, com destino ao MUSAL, no Rio de Janeiro, onde pousou para nunca mais decolar e hoje lá repousa.

Na época apenas uma aeronave estava em uso, já que as outras foram desmontadas para a retirada de peças de substituição. De acordo a FAB o custo para uma hora de voo era maior que US$ 7 mil, devido aos problemas de manutenção e ao alto gasto dos componentes mecânicos. Em 2016, os remanescentes dos Mirage foram colocados a venda pela FAB. Os valores partiram de US$ 2,5 milhões e qualquer pessoa física poderia comprá-los desde que sejam cumpridos todos os requisitos estipulados pelo órgão. Atualmente, o Mirage 2000 ainda é utilizado por forças aéreas de diversos países, como: Emirados Árabes Unidos, Egito, Peru, Índia, Grécia, além da própria França, com mais de 300 aeronaves ativas.

Força Aérea Brasileira passa por atualizações tecnológicas

A Força Aérea Brasileira (FAB) vem passando por diversas mudanças em toda a sua estrutura. Segundo o próprio órgão, as medidas visam tornar a defesa aérea mais operacional e eficiente. Somente em 2016 foram implantados os novos Grupamentos

de Apoio (GAP) com o objetivo de concentrar as atividades relacionadas com licitações, contratos, convênios e instrumentos congêneres, finanças, subsistência, almoxarifado, tecnologia da informação, transportes de superfície, protocolo e arquivo, fardamento, pessoal e outras específicas de cada organização que não refletem a atividade-fim da Força.

De acordo com o órgão, a eficiência é a principal razão para a criação destes grupos. “O resultado esperado com a concentração dos processos administrativos é o aumento da eficiência em função da mão de obra qualificada, cultura organizacional, padronização de procedimentos, economia nas aquisições e contratações de serviços, além do pleno atendimento das expectativas das organizações apoiadas e a desoneração dessas OMs para que foquem em sua atividade principal”, afirmou o órgão.

No mesmo ano foram desativadas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR) para a criação das Alas, organizações militares voltadas para a área operacional. A Ala é uma organização operativa de nível tático, comandada por um Brigadeiro do Ar ou Coronel-Aviador, que tem a responsabilidade focada tanto nas atividades de preparo quanto nas ações de emprego da Força, quando assim for determinado. Em outras palavras, as Alas, distribuídas pelo território nacional, são o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão-fim.

No mesmo ano foram desativadas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR) para a criação das Alas, organizações militares voltadas para a área operacional. A Ala é uma organização operativa de nível tático, comandada por um Brigadeiro do Ar ou Coronel-Aviador, que tem a responsabilidade focada tanto nas atividades de preparo quanto nas ações de emprego da Força, quando assim for determinado. Em outras palavras, as Alas, distribuídas pelo território nacional, são o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão-fim.

O objetivo do comandante da Ala é a atividade operacional, o treinamento e o emprego dos esquadrões subordinados, de acordo com as diretrizes e os planos emitidos pelos escalões superiores. As novas atividades não são ligadas às atividades administrativas como funcionava anteriormente, mas o responsável deverá coordenar com os órgãos especializados todo o apoio necessário para que seus comandados alcancem os padrões previamente definidos, de forma segura, eficaz e eficiente.

Fonte: Jornal “O Hoje”
Por: Gabriel Araújo
Publicado em: 22/08/18

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