Aparecimento mais frequente de inteligência da OTAN em território norueguês é ‘sinal à Rússia’

Analistas militares definem a região do Atlântico Norte como elo de ligação entre à América do Norte à Europa

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A agência de notícias norueguesa NRK noticiou que, as águas e espaço aéreo do país estão sendo cada vez mais visitados por meios de inteligência, descrevendo isso como uma nova tendência.

No início desta semana, o navio de reconhecimento alemão Alster deixou o porto norueguês de Hammerfest e desde então a embarcação tem sido visível em radares marítimos públicos.

Analistas militares definem a região do Atlântico Norte como elo de ligação entre à América do Norte à Europa, e o aparecimento explícito da inteligência aliada nessa zona é visto como um sinal tanto para nações do bloco militar como para a Rússia.

No início desta primavera europeia, um avião de inteligência britânico realizou um voo no espaço aéreo internacional até a fronteira russa. Dois meses mais tarde, um submarino nuclear dos EUA chegou ao porto ártico de Tromso.

O porta-voz da Marinha Alemã, capitão Johannes Dumrese, explicou que as forças navais da OTAN, incluindo navios alemães, operam regularmente no Flanco Norte, que se estende da costa leste da América do Norte até a costa norueguesa, mar do Norte e mar Báltico.

Ele denominou o flanco de “cordão umbilical do continente norte-americano”, explicando que em uma situação de guerra os reforços para proteger a Europa viriam daí. Por isso, a Alemanha deve saber o que está acontecendo no Flanco Norte e está acompanhando as ações de outros países na área.

Por sua vez, o tenente-coronel Ivar Moen, porta-voz das Forças Armadas da Noruega, descreveu a navegação aberta de navios de inteligência como um “procedimento normal”. Andreas Osthagen, pesquisador sênior do Instituto Fridtjof Nansen e do Centro do Extremo Norte, argumentou que esta atividade é parte de uma maior ênfase no Ártico.

“A Marinha alemã quer mostrar à Rússia e a nossos aliados que eles estão presentes no norte, que têm capacidades no norte e que assumem sua parte dos encargos através do monitoramento da atividade russa”, disse Osthagen à NRK.

Segundo ele, o fato de que o navio está navegando abertamente, em vez de ser “invisível” ou pelo menos parcialmente camuflado, é um sinal tanto para a Rússia como para os aliados da OTAN.

  • Com agências internacionais