ARA Puerto Deseado entra em área da Ilhas Falkands e leva enquadrada da Marinha Real

Um quase incidente entre às Marinhas Inglesa e Argentina, deu-se esta semana na área das Ilhas Falklands, onde um navio da Armada Argentina fora pego na região à procura de petróleo em águas territoriais do Reino Unido. Ao ser detectado, a Marinha Real enviou um navio-patrulha contra a embarcação argentina. O HMS Clyde encontrou o navio militar argentino, ARA Puerto Deseado, depois dele ter adentrado na região das Ilhas Falkland, sob suspeita de que o navio estaria espionando as defesas militares da Ilha.

A suspeita deu-se após o último domingo, quando a embarcação argentina, que possui equipamentos de varredura oceânico, desligou seu rastreador via satélite e aproximou-se muito das águas territoriais britânicas. O navio ultrapassou o limite territorial de 12 milhas náuticas, levando a Marinha Real responder com um confronto direto, enviando o navio de patrulha. A embarcação argentina recuou e ligou seu rastreador, e retornando ao seu porto no dia seguinte. Esta ação, pode vir à aumentar as tensões entre a Grã-Bretanha e a Argentina. O ex-comandante da fragata HMS St Albans, o Sir Tom Sharpe explicou que o navio argentino estava à procura de petróleo, mas elogiou a resposta rápida da Marinha Real.

Ele disse ao Daily Telegraph: “Esse tipo de operação é exatamente o que as marinhas deveriam fazer como protocolo. Precisamos de uma fragata ou um destróier no Atlântico Sul o tempo todo? Não necessariamente. “Isso de forma alguma deve tirar nada do excelente trabalho feito pelo HMS Clyde, operando sozinho e sem medo em torno das águas mais hostis do planeta (…) Não interceptar por medo de exagerar ou, pior ainda, não querer reagir exageradamente como desculpa – é inaceitável”.

Nick Childs, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, disse que o incidente foi relativamente pequeno comparado ao estímulo militar que aconteceu após a Guerra das Malvinas. No entanto, ele disse que “o domínio marítimo é cada vez mais contestado globalmente e este incidente mostra como a Marinha está sendo cada vez mais exigida, ao mesmo tempo que tem tido seus recursos limitados”. Um porta-voz do Ministério da Defesa disse: “Esta foi uma atividade incomum, com viés ilegal ou de confronto. Estamos confortáveis ​​com os navios que operam nessa área, mas o curso e a velocidade do navio argentino para as ilhas, que foi incomum”.

Fonte: Sunday Express
Publicado em: 07/09/18
Tradução e Adaptação: DefesaTV

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