Arsenal de Guerra do Rio: Unidade do Exército Brasileiro responsável pelos equipamentos de Visão Noturna

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O Arsenal de Guerra do Rio (AGR) é a Organização Militar (OM) que realiza a manutenção e a produção de Equipamentos de Visão Noturna (EVN) da Força Terrestre. Esses materiais, que possuem tecnologia consolidada e são usados em larga escala por diversos países, fazem parte da idealização do equipamento do soldado do futuro no Exército Brasileiro (EB).

Importância dos Equipamentos de Visão Noturna

Com o advento dos EVN, o olho humano passou a ser capaz de enxergar à noite tão bem quanto à luz do dia. Essa capacidade vem redefinindo as táticas de guerra e tornando indispensável a sua utilização no teatro operacional noturno.

Desde a Guerra das Malvinas, ficou evidente a necessidade de emprego de tecnologia militar de visão noturna. Nos combates modernos, as Forças Armadas utilizam a escuridão como uma vantagem e só os exércitos que fazem uso desses equipamentos estão em condições de operar com eficiência.

Em seu aspecto mais amplo, visão noturna é a capacidade de enxergar em situações de baixa iluminação (em ambientes abertos, à noite, ou em ambientes fechados, como em cavernas sem iluminação).

Isso é possível devido à existência de um componente principal denominado Tubo Intensificador de Imagem (TII), que funciona como um olho eletrônico, capaz de “enxergar” na região do espectro correspondente ao infravermelho próximo.

Em termos militares, a visão noturna abrange toda uma família de equipamentos construídos para essa finalidade e empregados em combate.

Manutenção e Produção de EVN

A manutenção de EVN requer algumas condições especiais para sua plena execução. É necessário haver um ambiente com controle de limpeza, temperatura e umidade; ferramentas especiais e pessoal capacitado.

Nesse contexto, a Seção de Optrônica do AGR reúne todas essas condições, dispondo de bancadas de fluxo laminar, que permitem abrir os equipamentos sem risco de contaminação por agentes suspensos no ar (sujeira e poeira).

Já a produção do EVN, também realizada na Seção de Optrônica, consiste na montagem de determinados modelos a partir de conjuntos de peças completamente desmontados. Essa montagem representa uma economia de cerca de 15 a 20 % do valor do equipamento adquirido pronto.

Assim, como na manutenção, para viabilizar a montagem, também é necessário pessoal habilitado e capacitado, ferramental específico e ambiente controlado. Essa estrutura existente na Seção de Optrônica, juntamente com a capacitação de seus integrantes, tem possibilitado a obtenção de resultados significativos na manutenção e na produção de EVN nos últimos anos.

No que se refere à produção, esses EVN são adquiridos por meio da Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW) e entregues ao AGR pelo Batalhão de Manutenção e Suprimento de Armamento completamente desmontados, em um processo conhecido como Completely Know-Down (CKD).

Cabe à Seção de Optrônica a realização da montagem e dos testes desses equipamentos para serem entregues às diversas OM da Força Terrestre. Tal fato aumenta significativamente a capacidade operativa, uma vez que esses equipamentos também possibilitam desenvolver atividades peculiares em ambientes privados de iluminação adequada, o que torna sua utilização um elemento diferencial para o sucesso das missões.

Atualmente, o modelo de EVN fabricado pelo AGR é o MK6 LORIS, um monóculo de origem belga e que também faz uso da tecnologia de luz residual.

Estágio Setorial

Os profissionais que executam a produção e a manutenção desses EVN são sargentos oriundos de manutenção de comunicações e de material bélico, além de servidores civis técnicos em eletrônica.

Hoje em dia, não existe um curso específico para formação em optrônicos, sendo uma especialização obtida em treinamentos específicos. Diante disso, a Diretoria de Material organiza, anualmente, um estágio setorial, no qual os sargentos técnicos que servem em OM de logística e de manutenção recebem um treinamento básico de uma semana no AGR.

Nos últimos dois anos, cerca de 35 militares de diversas OM logísticas realizaram esse estágio.

Visão de Futuro

Com a visão de que os EVN possuem uma tecnologia consolidada e que estão presentes nas Forças Armadas de vários países ao redor do mundo, o AGR, sob a orientação técnica da Diretoria de Fabricação, prossegue na missão de manutenir e de produzir tais equipamentos, visando prover um incremento à operacionalidade da Força Terrestre.

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