As mulheres que combatem os terroristas islâmicos na Siria

O boné 5.11 deixa claro a presença de apoio logistico dos USA. Foto por Hikmet Durgum.

Foto por Hikmet Durgum via Russia Press Sptk
Por: Redação OD Europa.
Os combatentes do Peshmergas são unidades do “PAK”, ou Partido da Liberdade do Kurdistão, são unidades de homens e mulheres que combatem o ISIS na região sob a administração do governo regional do Kurdistão Iraquiano. Porém o que chama a atenção internacional nessas unidades é a grande quantidade de mulheres que integram as fileiras do “PAK”, e muitas delas em unidades de combate de linha de frente. Atuando nos fronts de Mossoul, de Bashika, de Sinjar e de Kirkouk, essas mulheres estão causando o terror entre os combatentes do ISIS não só pela sua eficiência em combate mas por outros motivos bem interessantes.

O boné da marca “5.11” deixa claro a presença de apoio dos USA. Foto por Hikmet Durgum.
De aproximadamente 6 mil combatentes kurdos do Peshmerga na região, existem 200 mulheres que integram unidades de linha de frente desde 2012, e esse número poderá crescer para quase 3 mil mulheres que já estão em treinamento sob supervisão dos USA e Reino Unido na região.
Os motivos da luta 
É de conhecimento público que faz parte da doutrina islâmica a subvalorização da mulher, e nos casos mais extremos, é comum em vários continentes a submissão idêntica ao estado de escravidão, severas punições físicas e até pena de morte por problemas banais como vestimentas e adultério. Em todas as regiões tomadas pelo ISIS, praticamente todo tipo de crimes foram e continuam a ser praticados contra mulheres das piores maneiras possíveis. E, essas mulheres kurdas querem mais que justiça, elas querem vingança, e todos sabem que não existe vergonha maior para um combatente islâmico do que ser subjugado e/ou  morto por uma mulher. Existem voluntárias de praticamente todas as classes sociais e regiões do Iraque e até mesmo oriundas da Turquia. 
Foto por Hilmet Durgum.
Todas tem alguma história de perdas pessoais, sejam familiares diretos, parentes ou amigos, todas tem bons motivos para estarem no combate direto, deixando as atividades de manutenção de equipamentos e logísticas para as mulheres mais velhas que não possuem capacidade física para o combate. Algumas admitem até já terem sido comercializadas como escravas e relatam terem sido estupradas das formas mais bizarras pelos integrantes do ISIS/Daesh, e, quando capturam os seus antigos algozes, fazem questão de levá-los vivos para os devidos julgamentos públicos, antes das  execuções ditadas pelas leis locais de guerra.
A afirmação mais comum de todas elas;

“Combateremos o ISIS/Daesch até o fim, até que o último tenha sido morto, pois, não haverá paz enquanto existir um único fanático do Estado Islâmico seja aonde for!”.

A combatente de nome Kazlava Resho, de patente não revelada, uma das mais atuantes em campo de batalha desde 2012. Foto por Hikmet Durgum.
O treinamento
O treinamento de grande parte delas veio através de meios informais no começo, com a instrução mais básica de uso de armas e outros equipamentos pelos integrantes de milícias que já possuíam alguma experiência militar anterior do Exército Iraquiano pós era Saddan Hussein. Mas atualmente existe um esforço internacional liderado pelos USA para que essas forças kurdas tenham treinamento mais profissional, tanto que já foram entregues aos kurdos em torno de 110 milhões de dólares em equipamentos diversos, desde fardamento até armas e munição. Os países mais empenhados nesse esforço de fornecer treinamento aos kurdos são os USA, Reino Unido e apoio logístico da Alemanha e França.
Das idades e classes sociais mais diferentes, a combatente que usa óculos de correção é obviamente oriunda de uma família abastada do povo Kurdo. Foto por Hikmet Durgum.
Se antes já eram eficientes, agora com treinamento supervisionado pelos USA e UK, poderemos esperar novidades interessantes em breve. Foto por Hikmet Durgum.
Adaptado da matéria original de Hikmet Durgum para Russian Press Sptk Int.
Traduzido e adaptado por Yam Wanders via Redação Orbis Defense Europa.
Publicado originalmente com o titulo: Mulheres combatentes do PAK; “Combateremos o DAESH até o fim!

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