Assinado acordo Brasil & Guarda Nacional dos USA para treinamento militar

Imagem por Sgt Andrew Valenza, via U.S. SouthCom.

Por: Redação OD.

Albany, EUA – A Guarda Nacional em Nova York fará uma parceria com o Brasil para realizar missões conjuntas de treinamento e intercâmbio militar. Autoridades da Guarda Nacional afirmaram que o acordo foi assinado na quinta-feira em Manhattan pelo Major General Raymond Shields, representante de Nova York, e pelo Contra-Almirante Guilherme da Silva Costa, representante das Forças Armadas Brasileiras.

O acordo é o mais recente programa que une a Guarda Nacional do Estado com as Forças Armadas de países estrangeiros. Autoridades militares dos EUA dizem que a nação agora tem parcerias com 83 países.

Tal como foi noticiado ontem pelo Orbis Defense e Defesa TV,  se o Governo Brasileiro concordar, o Presidente americano Donald Trump deve anunciar a intenção de declarar o Brasil MNNA “Aliado Importante Extra-OTAN” – “Major Non-NATO Ally” (MNNA, na sigla em inglês).

O governo dos EUA precisaria, então, apenas notificar o Congresso americano e, em trinta dias, a medida teria efeito. Assim como outras medidas politicamente mais

delicadas, como o apoio da candidatura do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), pode ser que os países cheguem a uma decisão conjunta somente durante a visita, que ocorre nos próximos dias 17 e 19 de março. A OCDE é o clube das economias mais

desenvolvidas do mundo e que vem se expandindo para incluir países da Ásia e da América Latina desde os anos 1990.

Se o Brasil for reconhecido como MNNA, poderá receber dos Estados Unidos cooperação nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e treinamento.

O status permitiria ao país firmar contratos com o Departamento de Defesa americano para manutenção e reparo de equipamentos fora dos Estados Unidos, desenvolver projetos conjuntos contra o terrorismo e participar de projetos conjuntos de cooperação em pesquisa e desenvolvimento.

O status permitirá ainda ao Brasil receber “artigos de defesa em excesso”, ou seja, aqueles que estão sobrando ao governo americano; comprar munições de urânio empobrecido; ter acesso a financiamento preferencial de alguns equipamentos de Defesa; e obter licenças especiais de exportação de satélites espaciais e tecnologias, componentes e sistemas da área. A FAB tem interesse na cooperação aeroespacial, já que o programa espacial brasileiro está orientado a produzir e lançar microssatélites, visto como o mercado mais promissor do ramo para as próximas décadas.

Fonte: U.S. SouthCom. DoD USA via redação Orbis Defense Brasil.

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