Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra no Ceará recebe medalha da Associação Brasileira das Forças Internacionais da Paz – ABFIP

Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra no Ceará recebe medalha da Associação Brasileira das Forças Internacionais da Paz – ABFIP

A Câmara Municipal de Fortaleza, recebeu nesta quarta-feira (11/3) uma Solenidade de Outorga de Condecoração a personalidades eclesiásticas, civis, militares e guardas municipais que tenham contribuído em favor da paz. A homenagem foi realizada em comemoração aos 60 anos da Partida do 1° contingente do Batalhão Suez rumo ao Oriente Médio.
Proposta pela  Associação   Brasileira das Forças Internacionais da Paz- ABFIP  e com apoio do vereador Raimundo  Filho , o evento lembra da importância do reconhecimento e valorização das forças de segurança.

“Nosso objetivo é divulgar os valores da paz, justiça e reconhecer pessoas que tenham efetivamente trabalhado nesse sentido, tanto da sociedade civil como os nossos policiais, que são verdadeiros guerreiros e põem a vida em risco para manter a nossa sociedade”.

HISTÓRICO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS FORÇAS INTERNACIONAIS DE PAZ DA ONU

Em 27 de janeiro de 1957, deixava o Rio de Janeiro o primeiro contingente brasileiro das Forças de Paz da ONU, seguindo com destino à região de Suez, onde o Brasil iria compor a Força de Emergência das Nações Unidas.

A participação brasileira foi coroada de êxito e trouxe glória às nossas forças armadas pela excelência no desempenho da missão. Desde então, os militares brasileiros, da Marinha, Exército, Força Aérea e Polícias Militares, têm representado o Brasil na mais nobre missão que um soldado pode almejar: a luta pela paz no mundo.

Após a missão pioneira em Suez, no Egito, o Brasil esteve presente nas Forças de Paz operando em dezenas de guerras pelo mundo, sempre levando a mensagem de paz e fraternidade do povo brasileiro, curando feridas, conciliando povos inimigos, reconstruindo países devastados e, não poucas vezes, combatendo de armas à mão.

As Forças de Paz brasileiras estiveram presentes nos locais mais distantes e inóspitos. A lista é extensa: Egito, República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Congo, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Moçambique, Timor Leste, Croácia, Prevlaka, Índia, Paquistão, Libéria, Angola, Ruanda, Ex-Iugoslávia, Nova Guiné Ocidental, Eslavônia Oriental, Haiti, Costa do Marfim, Chipre e Guiné Bissau. Neste exato momento, enquanto realizamos esta cerimônia, quase dois mil militares brasileiros estão integrando diversas missões em andamento pelo mundo, enfrentando condições adversas, distantes da terra natal, combatendo, salvando e pacificando guerras; mantendo sempre alto o nome do nosso país no concerto das nações.

Impressionante é esta folha de serviços ao Brasil, e é justo que a memória dos feitos destes soldados seja preservada, realçando os valores cívicos e militares de nosso povo. Com essa idéia, em 1985, um grupo de veteranos da missão pioneira em Suez, reuniu-se e criou a Associação dos Integrantes do Batalhão Suez, hoje denominada Associação Brasileira das Forças de Paz da ONU de São Paulo, que ora completa vinte anos de existência.

Em 1988 o Comitê Nobel da Noruega outorgou às Forças de Paz da ONU a maior honraria de nossa sociedade, o Prêmio Nobel da Paz. Este prêmio honra nossas forças militares e reafirma o valor do soldado brasileiro na nobre missão de levar a paz ao mundo.

Tão bem sucedida é a atuação das Forças de Paz da ONU que, no ano de 2001, mais uma vez foram elas lembradas pelo Comitê Nobel, quando a Organização das Nações Unidas foi premiada com mais um Prêmio Nobel da Paz, dividido em igual parte com o seu Secretário Geral Kofi Annan.

Esta é uma honra que dignifica o nosso país.

1 Sgt PM leonardo Márcio Santos de Mesquita, representante ABFIPONU Ceará

 

Enviado por:

José Ananias Duarte Frota- Cel QOBM RR
Membro do Conselho Nacional  de Proteção e Defesa Civil-CONPDEC-SEDEC/MI
Assessor de Pesquisa e Estudos Técnicos do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil-CONGEPDEC
Não importa a direção do vento, o importante é ajustar as velas!(parafraseado)




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