Ataque no Sri Lanka: terroristas islâmicos eram universitários de clase média alta

Image via AFP-France.

Os terroristas envolvidos no ataque no Sri Lanka eram de classe média ou alta, mantinham ligações internacionais e eram bem-educados, informou o governo do país na manhã desta quarta-feira. Entre eles, há quem tivesse estudado no Reino Unido e na Austrália e a maioria era de famílias de classe média ou alta, financeiramente estáveis.

Até o momento, 58 pessoas foram detidas por ligações com a onda de explosões suicidas que abalou a capital, Colombo, no último domingo, 21 de abril. Autoridades do Sri Lanka advertiram, ainda, que há nove suspeitos foragidos, mas armados com explosivos, o que aumenta o temor de que novos atentados ainda possam acontecer.

Ataque no Sri Lanka

O último domingo, dia 21 de abril e Páscoa, foi de terror em Colombo. Naquele dia, atentados terroristas conduzidos por homens-bomba foram realizados contra hotéis de luxo e igrejas, atingindo turistas e cidadãos do país. Nesta quarta-feira, 24, o número de mortes chegou a 359 e o número de feridos a 500.

O ataque, contudo, era previsto por autoridades, que receberam alertas dos serviços de inteligência da Índia duas semanas antes e na noite anterior aos atentados. O governo agora investiga o porquê de nenhuma medida adicional de segurança ter sido tomada.

O grupo Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados no Sri Lanka na última terça-feira, 23 de abril, em um comunicado que foi visto com ceticismo por especialistas. Acredita-se que as explosões possam ter sido inspiradas em ataques já conduzidos pelos militantes do EI, mas ainda não está claro se o grupo está envolvido ativamente na organização.

“Nove homens-bomba, incluindo um casal, realizaram os devastadores ataques no domingo de Páscoa, no Sri Lanka, segundo informaram autoridades do país nesta quarta-feira (24), revelando novos detalhes sobre a rede por trás dos atentados que mataram 359.

Oito agressores foram identificados, de acordo com o porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekera. O grupo incluía dois irmãos e um marido e sua esposa, que se explodiu no domingo quando a polícia cercou uma casa em Colombo, a maior cidade do Sri Lanka.
“De acordo com o Ministério da Defesa, os homens-bomba eram de famílias de classe média e alta, sendo que alguns eram “pessoas bem educadas” – pelo menos um deles estudou na Grã-Bretanha e na Austrália. Outros haviam sido detidos temporariamente depois de pequenos ataques.

O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, disse que os suicidas se separaram do National Thowheed Jamaath, um obscuro grupo extremista islâmico baseado na parte leste do país. O líder dos dissidentes realizou o ataque suicida ao hotel Shangri-La, em Colombo.

Sessenta pessoas foram presas em conexão com os ataques a igrejas e hotéis, incluindo Mohamed Ibrahim, um rico empresário que possuía uma casa no bairro de Dematagoda, em Colombo, onde a polícia realizou uma incursão no domingo. Pelo menos dois de seus filhos estavam entre os homens-bomba.

O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos ataques de domingo, mas as autoridades do Sri Lanka não estão seguras quanto ao papel desempenhado pelo grupo terrorista. Wijewardene disse que havia uma conexão com o Estado Islâmico “através de ideologia e talvez financiamento”, mas que o apoio financeiro ainda estava sob investigação.

Wijewardene também afirmou que a avaliação das agências de inteligência do Sri Lanka é que os ataques às mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, “motivaram essas pessoas a realizá-lo no domingo de Páscoa”. Ele se recusou a fornecer mais detalhes sobre como essa avaliação foi alcançada.

 
Alertas da Índia

De acordo com a CNN, a Índia enviou três alertas específicos sobre possíveis ataques terroristas em igrejas e hotéis antes dos atentados do domingo de Páscoa. O primeiro foi enviado em 4 de abril, o segundo no dia 20 e o último deles, uma hora antes dos bombardeios.

As autoridades do Sri Lanka reconheceram que receberam informações sobre possíveis ataques terroristas, mas o presidente Maithripala Sirisena disse que os alertas não chegaram a ele – motivo pelo qual Sirisena pediu a renúncia do chefe de polícia, Pujith Jayasundara, e de um dos secretários de Defesa do país, Hemasiri Fernando, nesta quarta-feira.

 

Com informações Agence France Press e Reuters Internacional via redação Orbis Defense Europa.

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