Avibras deseja assumir protagonismo e com isso quer liderar o polo bélico de São José dos Campos

Depois de mais de uma década sem investimentos em São José dos Campos, a Avibras Indústria Aeroespacial, que surgiu no município na década de 60, volta ao cenário local para provocar uma revolução na indústria bélica. A empresa, que deseja voltar a ser protagonista como fora nos anos 80, onde a empresa era uma das maiores exportadoras de material bélico do País, inaugurou o Espaço Avibras de Tecnologia e Inovação (EATI) no Centro Empresarial IV, situado no Parque Tecnológico do município. Esse local servirá para atração de novas oportunidades de negócios e promover a aproximação entre as universidades, empresas de inovação e centros de pesquisas de outras companhias.

Nos anos 80, junto com à Engesa, ela foi uma das maiores exportadoras de material bélico do País. A Avibras conseguiu superar várias dificuldades, como uma concordata e calotes milionários de clientes estrangeiros, sobrevivendo ao declínio da indústria bélica nacional e agora retoma seu poder e capacidade de investimento. Segundo a direção da empresa, o EATI foi concebido para atuar como a embaixada para negociações nos segmentos da pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos e soluções nos polos de Defesa, Espaço e Segurança Pública, em ambiente de parceria e de colaboração com universidades, centros de pesquisa e empresas de bases tecnológicas similares.

Além da aproximação com setores até então pouco explorados da Avibras, a finalidade do centro também é promover o desenvolvimento de tecnologias estratégicas, novos produtos e negócios, a partir de know how próprio. Entre os objetivos do EATI está a identificação no Brasil de universidades, instituições de ciência e tecnologia e empresas que possam desenvolver parcerias em linhas de pesquisa e a busca por interesses comuns.

Mão de obra especializada

Também será focado na busca por profissionais com conhecimento técnico em tecnologias a serem coordenadas e integradas no EATI. Além disto, explorar o conceito “tríplice hélice” envolvendo ações comuns entre empresa, academia e governo na busca por inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico. O EATI, segundo a Avibras, também prevê atividades como criação de protótipos, fabricação, montagem e ensaios de provas conceituais, que envolvam tecnologias inovadoras, patrocínio e participação em eventos de integração.

Além, é claro de promover um fórum permanente de inovação por meio de palestras e seminários sobre a ligação entre pesquisa acadêmica-industrial e à produção de conhecimento aplicado. “Acreditamos que em um ecossistema de inovação como o que temos no Parque Tecnológico São José dos Campos, a Avibras pode ter o papel de empresa âncora, levando as inovações criadas através das parcerias com instituições de ciência e tecnologia e empresas parceiras a novos produtos, com escala industrial e presença global, criando um ciclo virtuoso de inovação não só na região como também em todo o País”, destacou o diretor de engenharia, Fernando Ranieri.

Fonte: Diário Comércio Indústria & Serviços
Por: Júlio Ottoboni



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2 COMENTÁRIOS

  1. A avibras tem que entrar urgente na batalha anti aérea com mísseis de longo alcance Cruzeiro,etc,baseado nos sistemas russos só assim ela vai decolar apesar dos astros mk6botar respeito precisa de armas maiores

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