Bombeiros da França recusam vacinação obrigatória

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Por toda a França a revolta dos Bombeiros é antiga e remonta ao governo François Hollande. Entre os serviços públicos, os Bombeiros são a categoria mais sofrida e desvalorizada pelo governo. A falta de efetivo que já é uma realidade pode piorar a situação caso a política da vacinação obrigatória realmente obrigue os não vacinados à serem demitidos. Imagem ilustrativa via Sapeurs-Pompiers de Lyon.

Sete organizações sindicais que representam os bombeiros militares e voluntários da França declararam rejeição a vacinação obrigatória para a categoria na segunda-feira. A desconfiança frente a produtos pouco testados e efeitos colaterais graves que jà causaram sequelas como trombose, problemas cardíacos e até a morte de bombeiros e civis continuam a ser um grande argumento aos que não acreditam nas eficácias das vacinas e das políticas da gestão da crise sanitária.

“ Seja qual for a motivação para esta nova orientação, os bombeiros recusam este novo ataque às liberdades individuais e pedem que esta disposição seja retirada.” A mensagem é clara: os sindicatos se opõem à vacinação obrigatória.

Em um comunicado à imprensa intitulado “Os bombeiros recusam a política do bastão”, eles especificam que não são ” contra a vacinação, mas continuamos fortemente apegados às liberdades individuais “. “ A pressão e a ameaça de suspensão e demissão não fazem parte dos instrumentos de gestão ”, escrevem.

Os sindicatos recordam ainda que o Parlamento Europeu, no início de 2021, sublinhou que “ a rapidez com que as vacinas são desenvolvidas pode causar um sentimento de desconfiança difícil de combater ”, e indicou que “para garantir um elevado nível de aceitação das vacinas ” é necessário “ garantir que os cidadãos sejam informados de que a vacinação não é obrigatória e que ninguém está sob pressão política, social ou outra para ser vacinado ”.

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Fonte: https://snspp-pats.com/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_19_Pompiers_contre_lobligation_vaccinale.pdf

Apelo aos parlamentares

Em conclusão, incentivam os parlamentares “ a exercerem sua prerrogativa emendando o projeto de lei patrocinado pelo governo ”.

Novas medidas de saúde foram anunciadas na segunda-feira, 12 de julho, por Emmanuel Macron para conter uma alegada 4a onda da epidemia. Entre elas, a obrigatoriedade de algumas profissões, entre 1,5 milhão de trabalhadores ativos serem vacinadas antes de 15 de setembro, sob pena de sanções que vão desde a demissão até multa e prisão dependendo do caso.

Esta obrigação de vacinação se aplica a auxiiares de enfermagem em hospitais, lares de idosos, voluntários de associações e, portanto, também a bombeiros. Por outro lado, a polícia e grande parte das forças armadas não está na obrigatoriedade.

Porém a rejeição à vacinação obrigatória não é exclusiva dos Bombeiros, mas também uma das revoltas de grande parte da população francesa, que protesta contra diversas medidas restritivas que praticamente atravancaram a vida socio-econônica do país durante a crise sanitária. Entre escandalos de corrupção e incompetências, o governo francês do presidente Macron conseguiu ser considerado como um dos piores na gestão da crise, fora os diversos problemas políticos já conhecidos na França e no exterior.

Fontes de referência (via redação Orbis Defense Europe):

VACCINATION OBLIGATOIRE : LES SAPEURS-POMPIERS REFUSENT LA POLITIQUE DU BATON

https://snspp-pats.com/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_19_Pompiers_contre_lobligation_vaccinale.pdf

https://www.lavoixdunord.fr/1046947/article/2021-07-19/vaccination-les-syndicats-de-sapeurs-pompiers-refusent-l-obligation?fbclid=IwAR0TamtFOCSuyvyV64QWe3zAi1Oh7lQYFvNWB1CMoW4_dc9m21INMsXL1e0