Boot Camps; preparação moral e física para o sobrevivencialismo

No mundo do sobrevivencialismo vemos uma extensa repetição de temas sobre como fazer fogo, caçar, usar facas, acampar, estocar alimentos, montar mochilas de emergências, etc… Todos obviamente úteis aos diversos cenários imagináveis de uma situação extrema.
Mas  a questão que apresento à todos é: E sua parte moral e física? Essas estão realmente preparadas para enfrentar uma situação extrema e/ou de sobrevivência em meio urbano ou em regiões de matas e florestas?

Uma das habilidades necessàrias em regiões de floresta é o conhecimento e a pràtica de travessia segura de rios e lagos, e no Boot Camp é uma das atividades mais exigidas e instruìda para que tudo seja feito com a devida segurança ao grupo.

Hoje vemos todos os dias nas grandes mídias as ocorrências violentas de todo o tipo, que abrangem a guerra híbrida da criminalidade nas Américas e o terrorismo em outros continentes, incluindo grandes acidentes e desastres ambientais, e, em todos essas situações a ajuda das forças de ordem e de socorro nem sempre chega a tempo de poder socorrer à todos.
Em todos esses cenários de perigo, duas são as certezas envolvidas; em algum momento uma vez envolvido na situação, você terá que correr ou carregar pesos, o que inclui como tal, pessoas feridas ou suprimentos de socorro!  E nesse momento uma boa forma física pode fazer a diferença entre a vida e a morte (sua ou de terceiros).

No treinamento é um pneu de trator, em uma situação real poderia ser uma maca com um ferido de peso acima da média. O treinamento é descontraìdo, mas levado à sério por todos.

Na Europa e nos Estados Unidos os eventos esportivos de aventura já fazem sucesso à décadas, mas desde que os ataques terroristas e outras ameaças aumentaram sua frequência, o sobrevivêncialismo urbano ou em natureza se tornou uma atividade muito procurada por todos que se interessam não só pelo esporte, mas como pela necessidade de manutenção do conhecimento que envolve a doutrina.

Como são os “Boot Camps”?

Nesse final de semana tive a oportunidade de conhecer um “Boot Camp” na região de Lyon (centro-leste da França), organizado pelo  coach profissional esportivo “Ludo White” e quatro instrutores auxiliares, todos militares experiêntes em situações reais pelo mundo.

Nesse Boot Camp foram ministradas quatro atividades diferentes em oficinas de campo, sendo estas; a defesa pessoal, primeiros socorros, orientação topográfica e pista de aplicação (ou pista de ralo).

A instrução de socorrismo, com excelentes técnicas de base para o correto atendimento de vìtimas com ferimentos graves que podem ocorrer em qualquer situação. Rapidez e improviso para salvar até a chegada do socorro especializado.


Todo o treinamento é realizado em condições de treinamento físico constante, o que leva  os participantes a exercitarem e ao mesmo tempo efetuar na prática os ensinamentos mais técnicos do programa. O simples deslocamento entre uma oficina e outra já obrigava o participante a correr algumas centenas de metros para chegar à oficina seguinte da atividade.

Entre uma oficina e outra, uma corrida de aproximadamente 300 metros para exercitar e simular condição de stress antes da instrução.

Apesar da aparência militarizada dos Boot Camps, não existe um ambiênte de pressão psicológica extenuante tal como em treinamentos reais da caserna, pois como o público é bem heterogêneo, e, todos os limites pessoais de cada um são bem observados e respeitados, o que inclusive ajuda a desenvolver a percepção de cada participante na observação dos colegas com limitações, e assim todos se ajudam mutuamente nas atividades desenvolvidas. E esse escopo de percepção é um dos pontos que mais achei interessante no treinamento, com a interação dos participantes ocorrendo de forma muito proativa e com um ambiênte colaborativo que foi bem eficiênte entre os participantes que variavam dos 17 aos 60 anos!

Ultrapassar obstàculos, para fugir do perigo ou salvar vidas, a habilidade desenvolvida com treino e força muscular em equilìbrio.

A região de mata foi muito bem escolhida, com uma área descampada que permitiu todas as atividades das oficinas e também na parte da “pista de aplicação” natural, com alguns obstáculos articifiais   próprios do local, tais como pontes, estruturas de concreto de mini-eclusas, quedas d’àgua, lagoas e trilhas na mata quase do mesmo nível da nossa conhecida Mata Atlântica do sudeste do Brasil. A região do entorno de Lyon possui muitas matas com vegetação protegida que permitem uma muito boa interação com a natureza e isso ajuda muito no ambiênte do treinamento.

O que todos buscam em um treinamento como esse?

Todos os participantes de alguma forma são praticantes de esportes diversos, e praticam atividades físicas diversas constantemente, mas a diferenciação nesse contexto do Boot Camp é também a parte técnica dos conhecimentos, que podem ser aplicados na prática quando em situações extremas que possam expor à algum tipo de risco.
Existe também a plena consciência de que pelo menos um dos conhecimentos treinados nas oficinas poderá ser necessário em algum momento em um futuro próximo, seja em área urbana ou em área de natureza.

Treinar e treinar na paz, para não perecer na eventualidade de ação real.


A manutenção do conhecimento é um dos objetivos dos que já possuem alguma experiência e desejam se manter atualizados, e consequentemente existe a criação de laços de amizades com pessoas que possuem as mesmas motivações na atividade.
A diferenciação das sequências de exercícios é encarada como um desafio nesse cenário de gerir a si mesmo na superação de interagir com outras pessoas inicialmente desconhecidas, o que será fato em um hipotético cenário extremo, onde os conhecimentos do Boot Camp poderão ser aplicados.

Page oficial de Ludo White nas redes sociais:

https://www.facebook.com/TheTrainingDay2016/

Texte version en français

Dans le monde du survivalisme, nous voyons une répétition importante de thèmes sur la manière de faire du feu, chasser, utiliser des couteaux, camper, faire le plein de nourriture, installer des sacs à dos d’urgence, etc. Tout cela est évidemment utile et nécessaire aux différents scénarios imaginables d’une situation extrême.
Mais la question que je pose à tout le monde est la suivante: qu’en est-il de votre partie physique et morale? Sont-ils vraiment prêts à faire face à une situation extrême et / ou de survie dans les zones urbaines ou dans les forêts?

Aujourd’hui, nous voyons chaque jour dans les grands médias de violents incidents de toutes sortes, englobant la guerre du crime hybride dans les Amériques et le terrorisme sur d’autres continents, y compris des accidents majeurs et des catastrophes écologiques, et dans toutes ces situations, l’aide des forces militaires. l’ordre et le soulagement n’arrivent pas toujours à temps pour aider tout le monde.
Dans tous ces scénarios de danger, deux sont les certitudes en jeu; À un moment donné, une fois que vous êtes impliqués dans la situation, vous devrez courir ou porter des poids, y compris des blessés ou des fournitures de secours! Et à ce moment, une bonne forme physique peut faire la différence entre la vie et la mort.

Les sports d’aventure connaissent du succès en Europe et aux États-Unis depuis des décennies, mais depuis que la fréquence des attaques terroristes et autres menaces augmente, le survivalisme urbain ou naturel est devenu une activité très recherchée par tous ceux qui s’intéressent non seulement au sport, mais à cause de la nécessité de maintenir la connaissance qui entoure la doctrine.

Comment sont les camps d’entraînement?

Ce week-end, j’ai eu l’occasion de rencontrer un “Boot Camp” organisé dans la région de Lyon par le coach sportif “Ludo White” et quatre instructeurs auxiliaires, tous militaires, expérimentés dans des situations réelles. Dans ce camp d’entraînement, quatre activités différentes ont été organisées dans le cadre d’ateliers sur le terrain: self défense, secourisme, topographie, et dépassement de soi.
Tous les entraînements sont effectués dans des conditions d’entraînement physique constant, ce qui amène tous les participants à faire de l’exercice et à mettre en pratique les enseignements les plus techniques du programme. Le simple mouvement entre un atelier et un autre obligeait déjà le participant à parcourir quelques centaines de mètres pour atteindre le prochain atelier de l’activité.

Malgré l’apparence militarisée du camp d’entraînement, il n’y a pas d’ambiance de pression psychologique intense comme dans l’entraînement réel des casernes, car le public est assez hétérogène, et toutes les limites personnelles sont bien observées et respectées. Il est utile de développer la perception de chaque participant en observant ses collègues avec des limites, et ainsi de s’entraider dans leurs activités. Et cette portée de la perception est l’un des points que j’ai trouvé le plus intéressant dans la formation, l’interaction entre les participants se déroulant de manière très proactive et dans un environnement collaboratif très efficace chez les participants âgés de 17 à 60 ans!

La région forestière était très bien choisie, avec une zone dégagée qui permettait toutes les activités de l’atelier et également dans la zone naturelle “de piste”, avec quelques obstacles artificiels propres à l’endroit, tels que des ponts, des mini structures en béton. des écluses, des cascades, des lagunes et des sentiers dans la forêt à peu près au même niveau que notre forêt tropicale atlantique bien connue du sud-est du Brésil. La région lyonnaise compte de nombreuses forêts de végétation protégées qui permettent une très bonne interaction avec la nature, ce qui contribue beaucoup à l’environnement de formation.

Qu’est-ce que tout le monde cherche dans une telle formation?

D’une manière ou d’une autre, tous les participants sont des sportifs et pratiquent diverses activités physiques de manière constante, mais la différenciation dans ce contexte de Boot Camp constitue également la partie technique de la connaissance, qui peut être appliquée de manière pratique dans des situations extrêmes pouvant exposer au type de risque.
Il est également pleinement conscient du fait qu’au moins une des connaissances acquises en atelier peut être nécessaire dans un avenir proche, que ce soit dans les zones urbaines ou dans les espaces naturels.
Le maintien des connaissances est l’un des objectifs de ceux qui ont déjà une certaine expérience et qui veulent se tenir au courant. C’est donc la création d’amitiés avec des personnes partageant les mêmes motivations.
La différence des séquences d’exercices est perçue comme un défi dans ce scénario de gestion de soi-même, qui consiste à surmonter l’interaction avec d’autres personnes initialement inconnues, ce qui sera en fait un scénario hypothétique extrême dans lequel la connaissance du camp d’entraînement peut être appliquée.

PS: Merci Ludo White pour l’examen et correction du texte!



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