Brasil firma acordo comercial com Estados Unidos para utilização da Base de Alcântara

As negociações em torno do uso comercial do Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, foram finalmente acertadas. Brasil e Estados Unidos chegaram a um acordo na utilização do Centro. A iniciativa era esperada por autoridades e pesquisadores de ambas as nações, principalmente pela Força Aérea (FAB) – para injetar recursos no programa espacial brasileiro. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas possui cláusulas que protegem tanto a tecnologia usada pelos norte-americanos quanto pelos brasileiros. Na prática, os EUA poderão lançar foguetes do local.

A principal atividade da base, que agora deve ter seu potencial de lançamento elevado, é a de enviar satélites ao espaço. Por conta da localização, os lançamentos exigem 30% a menos de combustível quando partem da região, por conta da proximidade com a Linha do Equador. As negociações ocorrem desde 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso e foram rejeitadas anteriormente pelo Congresso Nacional. Na época, os congressistas avaliaram que havia uma forte interferência do governo norte-americano em território nacional, pelas cláusulas apresentadas.

Desde que foi criada, em 1985, a Base de Alcântara serviu como ponto de partida para 490 veículos (espaciais) por meio de 101 lançamentos. Atualmente, o espaço é gerenciado pela FAB.  Em setembro do ano passado, o  presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais da FAB Major- Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, afirmou a jornalistas que a intenção da parceria é fazer com que o Brasil participe do lucrativo mercado global voltado para atividades no espaço. “Ao redor do mundo, o setor espacial movimenta U$ 330 bilhões. Não queremos todo esse valor, queremos 10%. Podemos começar com menos”, afirmou. 

  • Com informações do jornal Correio Braziliense


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