Brasil mantém neutralidade após ataque dos EUA a general iraniano

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (3) que o governo brasileiro não vai se manifestar sobre o ataque dos EUA, que resultou na morte do general Qassem Soleimani.

“Não tenho o poderio bélico que o americano tem para opinar neste momento. Se eu tivesse, opinaria”, disse o presidente na saída do hospital de Brasília após realizar visita a primeira-dama.

O presidente revelou ter se reunido com o ministro-chefe da Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, para avaliar a situação internacional após a ação militar norte-americana.”Conversamos e aprofundamos a conversa. Temos uma estratégia de como proceder no desenrolar dos fatos”, disse.

Itamaraty se manifesta por meio de nota

Em nota, emitida na noite desta sexta, o Itamaraty manifestou “apoio à luta contra o flagelo do terrorismo” e reiterou que a “luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”.

“O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento. O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul”, diz o texto.

Por fim, o texto afirma que o país “condena igualmente os ataques à embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país.

Perfil falso do Ministro da Defesa

Um perfil falso em uma rede social, do ministro da Defesa, foi compartilhado com um texto dizendo que o “Brasil não iria manter neutralidade”. Mas esta postagem fora logo desmentida pelo Ministério da Defesa, por meio de sua conta do twitter, explicando que o ministro “Não Possui possui conta pessoal no Twitter, e ele só utiliza a conta oficial do Ministério da Defesa”.

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Perfil falso está sendo investigado pelo Ministério da Defesa

Entendendo os fatos

Comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani foi morto na quinta-feira (2) nos arredores do aeroporto de Bagdá. Soleimani era o comandante da unidade de elite Força Quds, uma brigada de forças especiais responsável por operações militares extraterritoriais do Irã que faz parte da Guarda Revolucionária Islâmica.

O governo dos EUA justificou a ação afirmando que as Forças Armadas do país “agiram defensivamente de forma decisiva, matando Qassem Soleimani para proteger os indivíduos americanos no exterior”.

O presidente Donald Trump ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani, anunciou o Pentágono em um comunicado. Na nota, o Pentágono disse que Soleimani estava “ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região”.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, respondeu que o país preparará uma “retaliação severa” pelo ataque.

  • Com agências internacionais, Ministério da Defesa e Ministério das Relações Exteriores