Brasil precisa ter uma força militar de dissuasão para garantir soberania, diz Mourão

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O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, defendeu nesta terça-feira (24) que o Brasil tenha uma força militar de dissuasão para garantir a sua soberania.

Embora tenha reconhecido as limitações financeiras que tem afetado até mesmo as Forças Armadas em um governo liderado por um capitão da reserva, Mourão destacou a importância de se ter essa capacidade de dissuasória e deu um exemplo envolvendo Estados Unidos e Irã para reforçar seu argumento.

“Por que os Estados Unidos não foi bombardear o Irã ainda? Porque o Irã tem uma força armada capaz de exercer a dissuasão. Se vai entrar lá, vai sangrar. E é o que vai acontecer aqui também”, disse Mourão em palestra no Clube Militar para uma platéia majoritariamente formada por militares da reserva.

Mourão destacou que a presença de uma força dissuasória é importante para defender e garantir os interesses da nação.

“Não adianta (o Brasil) dizer que a Eletrobras é minha, a Amazônia é minha se não tem capacidade de defender. Isso passa pela capacitação das Forças Armadas”, disse. “Nos faltam recursos? Nos faltam recursos, mas temos preservado algo que não conseguiram meter a mão que são os nossos valores.”

A defesa da soberania faz parte do discurso do governo em defesa da autonomia brasileira sobre o controle da região amazônica e foi tema do discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira.

“Há muitos anos ouvi um oficial de Marinha falar da teoria do canivete. Temos que ter o nosso canivete. O grandão vem aqui, mas vai tomar uma canivetada na barriga e vai sangrar”, defendeu Mourão, sem citar quem poderia ser esse “grandão”.

  • Por: Rodrigo Viga Gaier)/Reuters

9 COMENTÁRIOS

  1. Perfeito, precisamos urgentemente dar dentes a onça, tecnologia própria, onde só nós temos, não só comprar pacotes prontos, não ficar só pensando na defesa, perseguir sistematicamente uma forma, que possamos atingir qualquer país que nos seja agressivo. O recado foi dado hoje pela França, amanhã quem sabe??? Quer a paz, prepara-te para guerra.

  2. Analisando-se o que ocorre no Mundo Animal, percebemos que, além do instinto, muitas espécies enquadradas como presas são dotadas de algum modo de fuga, de camuflagem ou de defesa.
    Audição, olfato, visão ou tato, altamente desenvolvidos, possibilitam o reconhecimento de algum perigo que se aproxime.
    Asas, patas ou nadadeiras que permitem a rápida saída de local comprometido ou sendo invadido.
    Dentes, unhas, odores, fluídos, chifres, couraça e outros meios específicos para cada animal, permitem que se defendam de seus predadores.

    E se nenhum desses ou outros atributos estiverem presentes, o animal se torna presa fácil, sendo facilmente capturado, dominado e eliminado.
    Finalmente, temos de considerar que, quando tal ser vivo for um filhote, estiver doente ou muito velho, ou ainda não estiver reunido em um bando, ainda que possuindo algum dos atributos citados, as chances de escapar de um ataque são muito menores.
    Trazendo-se tais considerações para usar como paradigma com as declarações de nosso Vice-presidente, percebemos o quanto é importante que resgatemos a capacidade de defesa de nosso País, tão desmantelada desde o início dos governos de esquetda (FHC), já que, como vemos claramente, o vilipêndio de nossas riquezas naturais ocorre continuamente, ainda que sorrateiramente, através das famigeradas ONGs.
    E como alguns dirigentes internacionais assanham-se com a possibilidadr de se apropriarem de nossa Amazônia, por exemplo, urge que tenhamos condições de nos defendermos contra tais ameaças.
    Interpreto como plenamente justificáveis, pois, as ponderações do ilustre General Mourão

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