Cadetes do primeiro ano da Academia Militar das Agulhas Negras recebem o Espadim, réplica do sabre de Caxias

Fotos: Marcos Corrêa/PR

Cadetes da Turma Bicentenário da Independência da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), receberam no último sábado (17), o espadim que é um símbolo da honra militar. A cerimônia contou com a presença de 411 cadetes do primeiro ano (397 brasileiros, 14 de nações amigas, e deste total 38 são mulheres).

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo prestigiaram o evento e estavam acompanhados do Comandante do Exército, General de Exército Edson Leal Pujol, do Comandante da AMAN, General de Brigada Gustavo Henrique Dutra de Menezes, e do Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno.

O presidente destacou a responsabilidade que os jovens militares terão pela frente. “Meus cadetes, no futuro, vocês estarão nos nossos lugares. A responsabilidade os acompanharão por toda a vida. Assim como vocês, em 1974, eu também recebi o meu espadim”, lembrou.

O ministro da Defesa falou sobre o significado em receber o espadim, réplica do sabre de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro (EB). “Significa que o futuro oficial do Exército Brasileiro se incorpora às fileiras da Força Terrestre, recebendo uma réplica do invencível sabre de Caxias”.

Em seu discurso, o Comandante da AMAN, General de Brigada Dutra, ressaltou a honra que é para o cadete protagonizar essa cerimônia. Ele recordou a importância de todos manterem firmes os valores ensinados na Academia.

“Sintam-se privilegiados de serem cadetes de Caxias. Lembrem-se, entretanto, que o sucesso particular e o êxito de todos nós juntos está perenemente vinculado aos valores militares, referenciais fixos e fundamentos imutáveis que influenciam o comportamento e a conduta de cada um de nós. Isso implica cumprir rigorosamente o nosso código de honra”

O primeiro colocado, do primeiro ano, da Turma Bicentenário da Independência foi o cadete Gabriel Bejarano Resende. O jovem, de 18 anos, que nasceu em Manaus, recebeu o espadim das mãos do Presidente da República.

Histórico e estrangeiros na AMAN

A cerimônia de entrega dos espadins aos cadetes é uma tradição desde 1932. As turmas costumam ser compostas por jovens de todas as regiões do Brasil. Neste ano, 56% do Sudeste; 18% do Sul; 13% do Centro-Oeste; 10% do Nordeste e 3% do Norte. Dos 14 cadetes das nações amigas que estão cursando o 1º ano da AMAN, três são da Arábia Saudita; três de Camarões; um da Guiana; um da Guiné-Bissau; um de Honduras; dois do Panamá, um do Peru e dois do Vietnã.

Um fato inusitado

Durante a cerimônia do espadim, na Aman, um caso inusitado chamou a atenção de quem estava presente a cerimônia. Um casal de irmãos entraram para a história da academia. Camila Pires Sampaio Costa, de 20 anos, e Matheus Pires Sampaio Costa, de 23, são os primeiros irmãos a ingressarem juntos na carreira militar.

“A vida militar apareceu na minha vida como uma oportunidade que eu resolvi abraçar. Ela me incentivou bastante. Estudamos juntos, fizemos a prova juntos e passamos juntos”, contou Matheus.

Camila explicou sobre o porquê da escolha pela carreira militar. “Foi tanto pela estabilidade como pela oportunidade de servir a pátria. Eu sempre achei uma profissão incrível. Ele [o irmão] ficar motivado em me ver motivada foi o que realmente aconteceu”, explicou a irmã.

Camila e Matheus são naturais de Feira de Santana, no interior da Bahia. A caçula, desde pequena, já demonstrava que a vida militar se tornaria realidade em um futuro próximo.

Foi ela quem incentivou o irmão mais velho a deixar a faculdade de engenharia e seguir o mesmo rumo nas fileiras do exército. Juntos, os irmãos entraram no pátio Tenente Moura, na Aman, em uma marcha que marcou uma caminhada que será concluída em 2022.

Em um dia tão especial para toda a família, os pais, Antônio Marcos Barbosa Costa e Fernanda Pires Sampaio Costa, se enchem de orgulho. “É uma satisfação muito grande e estar reunido com a família, o gostinho fica melhor ainda”, contou pai. “É realmente muito orgulho. É uma honra ter meus filhos com essa participação tão importante na história do Brasil”, acrescentou a mãe.

São cinco anos de formação, quatro deles na Aman. Depois desse processo, cada um assumirá um posto como oficial do exército em diferentes regiões do país. E, para enfrentar esta missão, dedicação e companheirismo são as características fundamentais que os irmãos usam para concluir com sucesso uma longa história.

“Só a educação e o estudo é que levam as pessoas aos melhores lugares. Por isso, a gente sempre apoiou. É um orgulho muito grande dos meus filhos. Eu parabenizo tanto a Camila quanto o Pires por nos darem esse presente. E a Deus por nos proporcionar isso também”, orgulharam-se os pais.

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  • Com informações do Ministério da Defesa e do G1


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