Carta ao Editor do Estadão sobre gastos com alimentação das Forças Armadas, publicada em 16 de fevereiro de 2021

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Prezado editor,

O Ministério da Defesa informa que gastos das Forças Armadas vêm sendo divulgados de forma equivocada e distorcida, gerando desinformação.

A alimentação de 370 mil militares da ativa, em 1.600 organizações militares, em todo o País, é prevista em lei.
Ao contrário dos civis, militares não recebem auxílio alimentação. O valor da etapa diária, desde 2017, é R$ 9,00 por militar – isso é o que os quartéis, navios e bases dispõem para comprar gêneros e preparar três refeições diárias. Não é justo nem correto falar em gastos exorbitantes.

Naturalmente, devido ao grande efetivo, os gastos somados de cada item no ano são elevados. Além disso, Atas de Registro de Preços, processo previsto em lei, estão sendo divulgados como gastos realizados, o que é incorreto.

Com leite condensado, que deu início à série de distorções, por exemplo, foi gasto dez vezes menos do que noticiado, equivalendo a 0,8 lata por militar no ano. Alguns outros itens, anunciados com alarde, sequer foram comprados.
Distorções se repetem a cada “descoberta”, sempre anunciada de forma oportunista e sensacionalista.

Os processos de compra são executados de forma transparente – tanto que puderam ser consultados – e auditados pelos órgãos de controle interno e externo, passando por constantes aprimoramentos.

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas reiteram o compromisso com a transparência, com a austeridade e com o permanente aperfeiçoamento do sistema.

Carlos Chagas Vianna Braga
Vice-Almirante
Chefe do Centro de Comunicação Social da Defesa

 


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