Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil capacita profissionais da mídia para atuarem em áreas de conflito

O Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx), por meio do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) Centro Sérgio Vieira de Mello, realizou entre os dias 15 e 19 de julho, a capacitação de 35 profissionais de diferentes meios de comunicação das mais variadas regiões do país, para atuarem em áreas de conflito.

O Estágio Preparatório de Jornalismo e Assessoria de Imprensa em Áreas de Conflito (EPJAIAC) 2019, destina-se à preparação de jornalistas, fotojornalistas, cinegrafistas e afins, para que possam exercer suas funções em ambientes hostis e adversos com segurança.

Objetivos gerais do curso:

  • Fazer com que os profissionais da mídia, exerçam coberturas jornalísticas em zonas de conflito, com ênfase nos procedimentos de segurança pessoal e relacionamento com as forças militares e demais organizações atuantes no terreno, capacitando-os a:
    1. Promover nacional e internacionalmente a divulgação do trabalho das Forças Armadas Nacionais nas Operações de Paz sob a égide da ONU;
    2. Evidenciar os seguintes atributos da área afetiva: prudência, autoconfiança, coerência, cooperação, meticulosidade e responsabilidade.

De acordo com o relatório sobre a “Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade”, da UNESCO, cerca de 182 jornalistas foram assassinados em todo mundo apenas nos anos de 2016 e 2017. Até outubro de 2018, já era possível registrar a morte de cerca de 80 profissionais.

Os dados são alarmantes e impressiona ainda mais quando percebemos a participação do Brasil nas estatísticas. Em 2016, dos 102 jornalistas assassinados 5 estavam no Brasil. Esses dados colocaram o país atrás, apenas, do Afeganistão, México, Iêmen, Iraque, Síria e Guatemala.

O relatório também mostra o aumento de mulheres jornalistas mortas no mundo entre 2006 e 2017 e que a maioria das vítimas são jornalistas locais.

Durante a capacitação, os profissionais da mídia tiveram noções básicas de desminagem e de como agir em um terreno minado; defesa contra agentes químicos, biológicos e nucleares, progressão em área de risco, básico de balística, conhecimento de tipos de armas, primeiros socorros, combate a incêndio, dentre outras.

O curso dividiu-se entre aulas teóricas e práticas. A ideia central é aumentar a segurança de quem atua em áreas de conflito. O curso não prepara ninguém para guerra. Nenhum lugar do mundo forma seres humanos, civis ou militares, imunes às atrocidades de um conflito bélico.

A experiência limite, porém, fora vivenciada no penúltimo dia. Os profissionais de mídia sentiram na pele (literalmente) os efeitos do gás lacrimogêneo entrando numa sala repleta de gás. Ele queima as narinas, arranha a garganta, traqueia, esôfago. Provoca tosse. As lágrimas, involuntárias, é de como se tivéssemos perdido um ente querido. É uma dor quase insuportável.

No encerramento do evento, a mensagem repassada pelo CComSEx e o CCOPAB aos estagiários com certeza fora assimilada pelo grupo, que por meio dos conhecimentos adquiridos durante a exaustiva semana, todos agora estão mais capacitados para a realização de coberturas jornalísticas com mais qualidade, e minimizando os riscos de exposição durante as mesmas.

Para saber mais sobre como foi o estágio de jornalistas e/ou conhecer mais sobre o trabalho que é realizado, acesse o site do Comando Militar do Leste (CML), ou do próprio CCOPAB.



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