Centro de Lançamento de Alcântara pode vir a ser utilizado por pequenas empresas de satélites

O Brasil está pronto para lançar pequenos foguetes comerciais a partir de seu Centro de Lançamento de Alcântara, assim que fechar o acordo para salvaguardar a tecnologia norte-americana dominante no setor, afirmou nesta sexta-feira o Major-Brigadeiro do Ar, Luiz Fernando Aguiar, responsável pela coordenação do programa. O oficial da Força Aérea Brasileira disse ainda que, o Brasil deseja obter uma parte do negócio de lançamento espacial de US$ 300 bilhões ao atrair empresas norte-americanas interessadas no lançamento de pequenos satélites a um custo menor a partir da base de Alcântara, no Maranhão.

O mercado de microssatélites é mais atrativo hoje e estamos interessados ​​no nicho de 50 a 500 quilos (..,) Estamos desenvolvendo um foguete para microssatélites. Para isso esta torre está totalmente pronta, revelou o Major-Brigadeiro Aguiar aos jornalistas, na principal plataforma de lançamento da base.  A cooperação espacial entre os Estados Unidos e o Brasil, deu um grande passo quando os países assinaram o acordo de Consciência Situacional Espacial, no mês passado, durante visita do secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, ao Brasil.

O acordo sobre o compartilhamento de dados de rastreamento em tempo real sobre objetos e detritos no espaço é necessário para desenvolver um negócio de lançamento de satélites sem o risco de colisão. As empresas Boeing e Lockheed Martin, visitaram em dezembro do ano passado o Centro de Lançamento de Alcântara, que é especialmente atraente para empresas menores, como a Tucson, por sua localização equatorial onde a redução de custos de combustível, permitindo lançar cargas mais pesadas.

Mas o plano do Brasil, em vir a se tornar um novo centro na indústria espacial dependerá da conclusão de um acordo de salvaguarda de tecnologia com os Estados Unidos para proteger os lançamentos norte-americanos e a tecnologia de satélite, disse Aguiar. Sem isso, nenhum foguete dos EUA pode decolar do país. “É um país (EUA) que domina plenamente a área de espaço e queremos começar com boas parcerias. Nossa expectativa é de que o acordo, esteja pronto no início do ano que vem”, acrescentou Aguiar.

*Com informações da Agência de Notícias REUTERS

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