Centro Tecnológico do Exército recebe Radar SABER M60 versão 2.0

Unidade Paraquedista de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro, utilizando o Radar SABER M60, versão 1.0

O Centro Tecnológico do Exército (CTEx), recebeu no mês de abril da empresa Embraer S.A., a versão 2.0 do Radar SABER M60, resultado da execução bem sucedida do contrato de atualização tecnológica desse produto de defesa.

Essa entrega marca o fim das atividades técnicas do projeto que contemplou a substituição de componentes obsoletos, o aumento do índice de nacionalização do radar e aprimoramento do seu desempenho.

Os módulos atualizados tecnologicamente são compatíveis e intercambiáveis com os da primeira versão do Radar SABER M60, já existentes na tropa.

A relevância de tal projeto junto à sociedade, deve-se não somente ao aumento na qualidade do produto, cuja propriedade intelectual é do Exército Brasileiro (EB), de sua competitividade nos mercados nacionais e internacionais e de seu valor agregado em decorrência da nacionalização de boa parte de seus componentes.

Mas também ao aumento de nível de emprego de profissionais com elevado grau de especialização, ao incremento da Base Industrial de Defesa e à contribuição para que o PRODE, vinculado ao Programa Estratégico do Exército Defesa Antiaérea (PEE DA Ae), mantenha-se no “estado da arte”.

Todas as especificações da Radar SABER M60 versão 2.0 foram verificadas durante a execução do projeto, através dos testes de: detecção e rastreamento de aeronaves, alta temperatura em operação em câmara climática, vibração e choque mecânico, integração do radar primário, integração do radar secundário, compatibilidade com o radar legado e compatibilidade eletromagnética.

Todos os ensaios foram realizados à luz de normas relevantes, como a MIL STD 461E, de ensaios de compatibilidade/interferência eletromagnética, e a MIL STD 810G, de ensaios ambientais.

O sistema Radar SABER M60 é composto por um radar primário e um radar secundário (interrogador).

Dentre suas características destacam-se o baixo peso, o elevado grau de mobilidade e modularidade, alto grau de versatilidade em suas funcionalidades (são radares definidos por software), rápido desdobramento (tempo máximo de 15 minutos) e suporta a operação em todas as condições climáticas do território brasileiro.

Estas características o tornam indicado para integrar um sistema tático de defesa antiaérea de baixa altura, visando a proteção de pontos e áreas sensíveis, como indústrias, usinas, aeroportos e instalações governamentais.

O sistema possui alcance nominal de 60 km e 80km para o radar primário e para o radar secundário, respectivamente. Ademais, este está preparado para integrar o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) e o Sistema de Controle de Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), assim como a outros sistemas de interesse.

Sua primeira versão é utilizada pela Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro (AAeEB), pela Marinha do Brasil (MB) e pela Força Aérea Brasileira (FAB) desde 2011. Ele já e foi empregado com sucesso em diversos treinamentos e em operações reais tais como na segurança dos Jogos Mundiais Militares em 2011, Copa do Mundo de 2014, Jogos Olímpicos Rio 2016, dentre outros.

  • Com informações do CTEx

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