Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA defende manter tropas no Afeganistão

Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA (JCS), general Joseph Dunford, afirmou durante audiência no Congresso que, os Estados Unidos precisam manter a presença de suas forças no Afeganistão até que a insurgência seja erradicada do país por completo. “Acho que precisaremos manter uma presença antiterrorista enquanto a insurgência continuar tendo sobrevida no Afeganistão”, disse ele.

A declaração vem logo após um ataque de militantes do Talibã a um escritório da organização de ajuda da ‘ONG Contraparte Internacional’ em Cabul, no Afeganistão. O bombardeio e o subsequente ataque custaram a vida de quatro pessoas e deixaram outros 24 feridos.

O grupo terrorista assumiu a responsabilidade pelo ataque e, de acordo com a imprensa local, afirmou que a ONG fazia parte de uma rede dos EUA “envolvida em atividades ocidentais prejudiciais”.

O ataque a organização humanitária aconteceu em meio às negociações entre Washington e o Talibã, que tentam por fim à guerra de 17 anos no Afeganistão, garantindo a retirada das tropas americanas e o cessar das hostilidades militantes no país.

Os EUA querem receber garantias da liderança do grupo que o Afeganistão não se tornará um refúgio seguro para as organizações terroristas após a saída das forças. As negociações já passaram por cinco rodadas, mas até agora não foram bem-sucedidas — embora as autoridades dos EUA tenham relatado certo progresso.

As forças dos EUA vêm travando uma guerra no Afeganistão desde o final de 2001. O envio de tropas americanas e da OTAN foi uma resposta aos ataques mortais de 11 de setembro nos Estados Unidos no mesmo ano.

  • Com informações de agências de notícias internacionais


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