Chefe do Estado-Maior da Armada de Portugal revela que força irá modernizar seus fuzis G3

A Marinha Portuguesa, optou por realizar a modernização de seus fuzis de assalto G3 que equipa sua força de fuzileiros, ao invés os substituir por novas armas e de calibre compatível com os países da OTAN, revelou nesta terça-feira o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), vice-almirante Mendes Calado. O chefe do CEMA, justificou a opção de modernizar os fuzis G3, por ter um custo menos do que a aquisição de um novo fuzil automático, apesar da quantidade ser necessariamente reduzida, devido ao efetivo baixo de pessoal que hoje se tem.

O anúncio do vice-almirante Mendes Calado surgiu, de forma surpreendente, no final da palestra do mesmo sobre a nova Lei de Programação Militar (LPM), quando os deputados já tinham colocado todas as questões sobre o assunto da aquisição, já que há uma concorrência em andamento para a aquisição de uma nova arma para o Exército, e que está na sua fase final.  A licitação do Exército inclui armas novas de calibre 7.62 mm igual ao das G3, mas o principal objetivo é adquirir um fuzil de assalto de calibre 5.56 mm (adotado pela OTAN), para os paraquedistas e os comandos.

A palestra do Almirante Mendes Calado teve ainda, a explanação sobre o investimento na ordem de € 300 milhões, para a construção de um navio polivalente logístico (NPL), que motivou fortes questionamentos de parlamentares presentes. O PSD, BE e PCP foram os partidos que questionaram o chefe da Marinha sobre a efetiva necessidade de se adquirir um navio cuja aquisição está prevista há 28 anos na LPM, tendo em conta outras prioridades do ramo, enquanto PS e CDS aprovaram a sua construção face às necessidades operacionais identificadas.

Esta foi a segunda das audições parlamentares aos chefes militares sobre a proposta de LPM, no valor de quase € 5 Bilhões até 2030 – mais de € 1 Bi destinados à Marinha, cujas necessidades apresentadas inicialmente triplicavam aquele valor. Mendes Calado, na sua primeira resposta sobre o NPL, disse que a aquisição desse navio representaria um grande desafio para a indústria naval portuguesa em termos de capacidade e de internacionalização, além de oferecer grande flexibilidade de atuação à Marinha, dado o leque de missões que se pode cumprir a nível militar e de apoio as populações civis, no país e no estrangeiro.

Para aquilo que, o navio possa vir a fazer, investir “€ 300 milhões é barato”, insistiu Mendes Calado, retomando o discurso de que a Marinha não é só um ramo militar mas também com responsabilidades civis – quando não tem autoridade para tal mas só os meios para apoiar as missões civis, mesmo as de busca e salvamento (serviços que dependem do ministro da Defesa). O almirante também explicou, o porque da opção de não se modernizar as fragatas da classe Vasco da Gama. Pois a partir do 2º quadriénio da LPM, não haverá dinheiro para este tipo de trabalho além de já estarem muito próximas do fim de sua vida útil.

Daí que a alternativa seja começar a investir no final de 2020 na aquisição de fragatas de nova geração, eventualmente através de uma parceria com as Marinhas belga e holandesa, explicou o comandante da Marinha. “As Marinhas são caras mas úteis. Se não tivéssemos Marinha talvez fosse mais caro”, alertou o chefe da Marinha, reconhecendo depois que o NPL representa um investimento elevado “mas útil” para vigorar 40 a 50 anos e “capaz de colocar” Portugal em outro patamar de autonomia e respeitabilidade.

  • Com informações do jornal Diário de Notícias (Pt)




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