Chefe Estado-Maior do Exército Brasileiro, revela: “Tenho certeza que o governo vai se sensibilizar”

Durante a entrega do 2° Prêmio “General Joaquim de Sousa Mursa”, na última quita-feira (19) o chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro (ChEME), general Walter Braga Netto, que foi homenageado como “Personalidade do Ano de 2018 na Área da Segurança Pública”, falou sobre a questão de cortes orçamentário a força terrestre para o próximo ano.

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“Tenho certeza que o governo vai se sensibilizar. O Exército está sendo empregado em todas as atividades que ocorrem no país atualmente, incluindo as queimadas. No ano que vem, nós vamos ter que distribuir urnas no interior da Amazônia, nos lugares remotos. O governo tem plena consciência disso e nós seremos atendidos. Cabe ao governo decidir”, disse Braga Netto.

Roberto Godoy, jornalista especializado em assuntos de Defesa, disse que é provável que a declaração de Braga Netto seja verdadeira. “Ele é suficientemente bem informado para saber que, de fato, o dinheiro virá”, disse. Godoy estima que o valor concedido às Forças Armadas seja aproximadamente R$ 80 bilhões.

“O valor primário seria da ordem de R$ 78 bilhões, que seriam divididos de acordo com as proporções das demandas de cada um dos comandos: Marinha, Exército e Aeronáutica”, projetou o jornalista. Por ser maior em tamanho, o Exército seria aquele que receberia a maior parte dos recursos.

“O Exército tem a maior fatia porque é o maior de todos, você tem 300 mil homens e mulheres, você tem todo território nacional, você tem essa capilaridade que é insuficiente, mas é grande, do policiamento, do controle de fronteiras”, explicou.

  • Com agências nacionais


6 COMENTÁRIOS

  1. Que pena General, que o Sr peça ao Governo para ter sensibilidade na questão do orçamento das Forças Armadas e não se manifeste na questão dos salários. Hoje temos nossos soldos achatados em quase 100% e ainda vem mais maldade por aí, com a chamada reforma de nossa seguridade social, onde nenhuma outra profissão contribui como nós, que mesmo na reserva, mesmo mortos, continuamos contribuindo, não recebemos condizentemente uma indenização na passagem para a reserva e agora iremos ser discriminados quanto aos da ativa, pois quando se fala em gratificações de altos estudos! Quando um militar na reserva receberá isso, aja vista não estar mais na ativa para se especializar? Lamentável o que assisto. Fui Soldado, hoje recebo um salário pela metade e ainda terei que recolher valor maior para bancar a todos, inclusive os que receberão com essa chamada reestruturação. Uma vergonha!!!

  2. Precisamos de uma defesa cada vez mais fortalecida para fazer frente aos novos desafios geopolíticos que o Brasil terá de enfrentar em breve, em especial na região sul da América e no contexto global de modo geral. Sem os recursos financeiros, o Brasil torna-se vulnerável.
    Espero que o executivo brasileiro se sensibilize mesmo, com a maior rapidez possível e que o nosso Congresso não seja mesquinho e retrógrado ao querer barrar essa demanda.
    Saudações e força, Brasil.

  3. Apesar do nome, sou Brasileiro nascido em São Paulo em 26/08/1948. Sou piloto privado (PP) desde 1971/2.

    Não seria possível permitir a cooperação e utilização de VOLUNTÁRIOS já aposentados nas forças armadas? Eu, por exemplo, apesar de não ser um tradutor juramentado, sou bastante fluente na lingua Inglesa e com conhecimentos (já faz algum tempo!) em Comércio Internacional.

    Obrigado pela eventual atenção

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