China anuncia avanço no desenvolvimento do radar “Over the Horizon” compacto, para utilização embarcado

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O Governo Chinês anunciou recentemente que cientistas, avançaram no desenvolvimento de um radar Over the Horizon (OTH) compacto e com capacidade para patrulhar uma área equivalente ao território indiano. O projeto se tornou público após Liu Yongtan, pesquisador chefe do programa receber o maior prêmio científico nacional pelas mãos do Presidente Xi Jinping. “Os equipamentos de vigilância e monitoramento chineses atuais cobrem apenas 20% do nosso território marítimo. Com este novo sistema, iremos poder cobrir toda à área”. ressaltou Liu Yongtan. Segundo o oficial da reserva da marinha britânica, Andrew Tate, radares convencionais são limitados pelo horizonte, pois o ponto de curvatura da terra, impede que as ondas emitidas trafeguem em linha reta.

Mas os radares do tipo OTH, por outro lado, emitem e captam ondas eletromagnéticas que são refletidas pela ionosfera terrestre e, por conta disso, são capazes de cobrir áreas muito maiores. Em contrapartida, eles consomem vastas quantidades de energia e precisam estar fixados em terrenos abertos e planos. A inovação do radar OTH produzido pela equipe de Liu Yongtan consiste em seu tamanho compacto, o qual permitirá sua utilização a bordo de um porta-aviões e garantirá mobilidade necessária para a Marinha Chinesa realizar as missões de patrulha. O aumento na demanda por energia das embarcações poderá ser suprido pelo novo gerador de 20 mega-watt anunciado pela China Shipbuilding Industries em dezembro último. 

O anúncio do novo equipamento ocorre em um momento em que as disputas de soberania no Mar do Sul da China, encontram-se cada vez mais tensas. Nesse contexto, o radar OTH é fundamental para garantir a superioridade das forças militares chinesas no perímetro territorial que o país reivindica. No entanto, é importante notar que a China não é a única a dominar essa tecnologia. Segundo o South China Morning Post, a empresa Raytheon, recebeu licença de patente para iniciar o desenvolvimento de equipamento similar em 2016. No âmbito diplomático, este avanço chinês implica um aumento na percepção de ameaça aos países membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), bem como um desafio direto para presença naval dos Estados Unidos na região. Essa tensão ficou evidenciada em outubro de 2018, quando uma embarcação chinesa e um destróier da Marinha dos EUA estiveram próximos de colidir acidentalmente no Mar do Sul da China.   

  • Com informações de agências de notícias internacionais

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