Chineses Avançam Sobre Instituições Sensíveis Americanas

O fascínio chinês pela espionagem ultrapassa limites econômicos, políticos e de saúde, virou guerra de informação. Gordon Corera/Youtube

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Os meios em se obter informações sensíveis de nações ou instituições privadas estratégicas tornaram-se ainda mais coordenadas e constantes ao passo que a alta tecnologia fora incluída nos sofisticados programas de desenvolvimento de analistas de inteligência e entre operadores especiais de comandos nas forças armadas pelo mundo.

Apesar dos dispositivos de interceptação de áudios, imagens, de transmissões por satélites e outros elementos usuais e comuns no meio, como o ciberataque, que passou a ser ferramenta importante e muitas vezes desleal na obtenção do interesse, a infiltração de agentes secretos ainda é usada até o presente.

Para conter operações hostis como essas, os EUA possuem a “Lei federal de Espionagem de 15 de junho de 1917”. A princípio, a lei se baseava na contenção de interferência na Primeira Guerra mundial por agentes ou órgãos militares que pudessem colocar em risco a defesa e a segurança do país, prevendo pena de morte, prisão e multa dependendo do contexto que o crime for cometido.

Escritório da NSA. Brunch News

Com o tempo, dezenas de ajustes foram realizadas e tornou o ato federal mais moderno e amplo nas incursões estrangeiras inimigas, inclusive, fora criado a Agência Nacional de Segurança (NSA). Hoje, os EUA enfrentam ameaças à segurança nacional muito reais e graves. Segundo a própria NSA, o extremismo e o terrorismo internacional florescem em muitas áreas do mundo, e os conflitos regionais podem ter sérios efeitos nos interesses nacionais.

Governos estrangeiros hostis e terroristas comercializam ou procuram adquirir armas de destruição em massa e/ou os materiais para produzi-las, bem como ao tráfico ilegal de produtos.

Atividades de ciberataque chinês estão mais ativos que nunca contra americanos e aliados. Yun Dong-jin/Yonhap via AP, File

A maior ameaça atuante e que vem promovendo bilhões de dólares em prejuízo aos americanos é a China. O governo e os militares chineses têm como alvo os servidores do governo dos EUA como parte de uma campanha de espionagem cibernética há mais de uma década.

As incursões criminosas se concentram na coleta de informações sensíveis sobre os setores diplomático, econômico e de defesa, o que poderia beneficiar o próprio programa de defesa da China que, segundo Xi Jinping, se tornará a maior potência bélica até 2030.

Até então, os ataques cibernéticos eram coordenados em massa por servidores chineses ou acoplados em outras nações, como Cingapura, entretanto, o serviço de inteligência americano detectou recentemente a saída das operações diretamente da própria nação americana, após confirmação de um cingapuriano preso por agentes federais, declarando-se culpado de espionagem e tendo como mandatários o governo chinês.

Consulado Geral Chinês em Houston, EUA. AP Photo/John Mone

A atuação de agentes em solo americano não é isolada, a China utilizou em larga escala seu Consulado Geral de Houston que fazia parte de um esforço maior de espionagem usando instalações diplomáticas nos EUA, e fora protagonizado em uma investigação de fraude contra uma instituição de pesquisa do Coronavírus no Texas e que as autoridades do consulado chinês estavam diretamente envolvidas nas comunicações com pesquisadores chineses, orientando-os sobre quais informações coletar.

Segundo John Demers, procurador-geral assistente para segurança nacional, a China assumiu o seu lugar, ao lado da Rússia, Irã e Coreia do Norte, naquele vergonhoso clube de nações que fornecem um porto seguro para cibercriminosos em troca destes estarem de prontidão para trabalhar em benefício do estado, com o objetivo de alimentar a fome insaciável do Partido Comunista pela propriedade intelectual arduamente conquistada de empresas americanas e não chinesas, incluindo a pesquisa da Covid-19.

Xi Jinping já dispensou seus tentáculos sobre órgãos sensíveis e imprescindíveis na segurança do país com informantes estrangeiros, operações secretas, quebra de criptografia e outros métodos de comunicações e roubos de informações, tais violações muito bem remuneradas.

Recentemente um ex-agente da CIA, que trabalhou na agência na década de 1980 e como tradutor para o FBI, foi preso e acusado pelo Departamento de Justiça americana por fornecer informações confidenciais aos chineses em remessas vultosas de US$ 50.000.

Deng Xiaoping, vice-premier da China, e Jimmy Carter, presidente americano, assinando acordo de reconhecimento da China e ilhas como uma só China e acabando com o status de oposição entre as potências. UPI File Photo/License Photo

O mais interessante está na linha do tempo que o trabalho se desenvolveu, corresponde aos anos seguintes após Jimmy Carter e o vice-premier da China, Deng Xiaoping, assinarem um acordo histórico em 29 de janeiro de 1979, após anos de oposição forte entre as nações.

Xiaoping era mais um líder guiado pelos interesses do alto escalão do partido que se limitava à “caverna comuna” na China, acompanhando de longe o tabuleiro real. A partir dessa reaproximação, um erro grave dos americanos, favoreceu o crescimento e a expansão dos interesses comerciais chineses e, naturalmente, na imposição de ações de espionagem.

Kristy MacDonald/AP

Se infiltrar agentes desde os anos 80 na CIA e no FBI resumia a audácia do governo chinês na busca do interesse a todo custo, ter funcionários atuando no maior departamento de polícia do mundo, o Departamento de Polícia de Nova York, seria fácil e muito mais enriquecedor politico e materialmente à China.

Nova York concentra a maior quantidade de empresas responsáveis por grande parte da economia do mundo, bem como o local mais vigiado e militarmente operacional. Apoderar-se das informações e de cargos de confianças na polícia e na política americana, é abrir caminho ao controle e manipulação do sistema americano.

Para coibir isso, uma série de investigações do FBI estão ativas, e uma delas colocou um oficial de polícia de Nova York sob custódia acusado de agir como espião do governo chinês.

Baimadajie Angwang durante entrevista ao NTD em Queens, Nova York, em 8 de novembro de 2019. The Epoch Times

Baimadajie Angwang nasceu na China, e fornecia informações de inteligência sobre tibetanos que vivem nos EUA para funcionários do consulado chinês de Nova York desde 2014, inclusive a investigação federal levantou que Baimadajie havia convidado um oficial chinês a participar de eventos do Departamento de Polícia e teria acesso potencial com oficiais sêniors.

Segundo William Sweeney, chefe do escritório do FBI em Nova York, até o momento não houve comprometimento da segurança nacional ou das operações do Departamento, ainda assim, o agente chinês foi considerado a definição de uma ameaça interna.

A situação de Angwang não é boa, como era do Exército Americano, o espião violou os juramentos que fez do próprio exército, dos EUA e do Departamento.

FBI investiga milhares de casos de espionagem chinesa. AP Photo/ Louis Lanzano

Segundo o diretor geral do FBI, Christopher Wray, o FBI está abrindo um novo caso de contra-espionagem relacionado à China a cada 10 horas, e dos quase 5.000 casos ativos atualmente em andamento em todo o país, quase metade está relacionada à China.

São mecanismos desleais e um esforço de todo o estado chinês para se tornar a única superpotência do mundo a partir de todos os meios necessários.

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